sábado, 2 de maio de 2009

Mayra Shams




Espiritualidade e dança reunidas em uma única professora Mayra Shams em todo seu esplendor! A bailarina carioca Mayra Shams, foi educadora com formação didática por dezoito anos, recebendo vários prêmios em seu magistrado. Sempre voltada a assuntos relacionados ao comportamento humano, foi colunista do jornal “La Barca”, lançou o livro “A Dança do Ventre e sua Face Terapêutica”, de linguagem clara e de fácil absorção. Fundou em 2006 o Jornal Raízes do Oriente ,o troféu revelação “Raízes do Oriente – Celebridades” .

Hoje realiza o evento “Festival Raízes do Oriente correlacionando ao jornal que criou e a alguns anos a Cia El Shams que contou com a participação de suas integrantes na novela “O Clone” e se tornou Pioneira no Rio na criação da “Hidroventre” em piscina aquecida buscando um trabalho paralelo à medicina tradicional que atingisse o campo emocional, com técnicas exclusivas voltadas para mulheres com fibromialgia, artrite, artrose , etc, e que abraçasse o público da terceira idade.
Mayra iniciou os seus estudos há 21 anos a partir de seu ingresso a uma ordem iniciática que a conduziu a buscar as raízes ancestrais egípcias, o modo de vida, o seu folclore e integrando desta forma o seu trabalho à dança do ventre terapêutica, criando assim a sua metodologia. Ela participa de vários eventos árabes no nosso Estado e em oficinas pelo País. Foi uma das primeiras bailarinas a formar novas professoras no Rio e a realizar o 1º Festival de Dança do Ventre, trazendo bailarinas de todo o Brasil, hoje muito conhecidas. Ela levou a trupe para a rua em tendas como as gawazee egípcias, divulgando a nossa arte. Assim é Mayra... doce, delicada, mas uma verdadeira leoa!!!

Porque começar a dançar já que você era uma professora bem sucedida, tinha uma vida estável e muitos prêmios no magistrado visto que aqui no Brasil cabe muito pouco espaço para ter a dança como meio de vida?


Mayra - Não comecei a dançar por vaidade. Fui empurrada pela dor física e emocional. A 1ª causa escondida que move muitas mulheres a buscar esta dança: a transformação! Quando entrei para ordem rosacruz , fui acessando registros. Eu fechava os meus olhos e mantinha contato com todas as minhas histórias. Eu sabia dançar e nem sabia que sabia. Estava tudo lá. Com o tempo fui pesquisando, fazendo works e descobrindo. Muitas vezes via cenas e ouvia. Tenho um pacote de experiências que não caberia aqui. Meu primeiro espetáculo foi logo, aquilo que chamo de 3ª vertente da dança do ventre. Foi num evento Internacional no Sheraton, depois costumo dizer que nada mais me impressiona. A maneira como fui atirada naquele palco, sei que fui inconseqüente e arrojada, pois tinha apenas quatro meses de dança e precisava estar no camarim junto com as modelos. As mães souberam que eu praticava a dança e me induziram sutilmente a entrar como espiã para ver de perto as filhas e inclusive a minha que estava lá. Cuidados de super-mãe! Mas depois que pisei naquele palco fui me apaixonando por tudo isso e adorando a aventura “do novo” a cada momento. Até que “chutei o balde” e larguei tudo que fazia paralelamente! Minha família até hoje não entende, mas eu cumpro metas e sigo o destino, que é único e muito pessoal. Digo sempre... no palco... Como gosto disso! Muitos pediram que eu descesse para preencher as suas próprias expectativas, mas faço o que eu quero e só lamento!

No que diz respeito à dança, você acredita que possa haver uma transformação nas pessoas?

Mayra - Já ouviram falar na Santa Layla da Grécia. Ela atingiu a iluminação através da Dança do Ventre. Existe muito por trás disso tudo e não é pouco. Existe um objetivo dirigido pela energia cósmica. Quanto à transformação, vejo mulheres que chegam com intenções múltiplas. As que querem apenas manter o outro como refém, através da sedução, da conquista, que possivelmente a dança proporcionaria, acabam tão libertas que se redescobrem e começam a não ver mais a dança como um processo de sedução exterior, mas sim um caminhar diário, um comportamento, uma marca registrada que muda conceitos internos e desperta no outro a curiosidade e o interesse constante.

O que você aprendeu nestes 20 anos de dança em relação ao ser humano?

Mayra - Aprendi que... existem forças que movem as pessoas segundo os seus valores internos. Não esperem receber méritos ou exaltação porque de onde não se espera o seu tapete pode ser puxado. Dissimuladamente... (Mayra sorri) mas se luta por uma boa causa receberá a ajuda necessária sempre. Muitas bailarinas me questionam como uma dança que trabalha com a Deusa cria verdadeiros adoradores e idolatradores do ego e da vaidade? Respondo que este fenômeno ocorre com pessoas desinformadas que preferem por opção própria continuar a ser servidoras de suas próprias prisões. A humildade solta é gerada pela emoção e não é sinônimo de limitação. A beleza é solta, espontânea, natural e sem máscaras. O orgulho aprisiona e é típico de quem tem algo a perder. Retém a criatividade, gera medo do fracasso, limita e estabelece congelamento postural.


O que você mais gosta na dança do ventre?


Mayra – De tudo! Principalmente os improvisos e a parte criativa que ela sugere. Amo o inesperado e isso me movimenta: o desafio!

Quais seus requisitos para uma boa dança?


Mayra- Não acredito numa dança onde se tenha que ficar com cara de placenta, desculpa, mas é o que acho. Mesmo que esta tenha que ser seguida por determinada técnica. Penso que se a bailarina não passar emoção, ainda estará enredada na armadilha de suas próprias teias e prisões internas. Não acredito num mestre que cria padrões. Verdadeiro mestre é o que liberta e que torna o seu discípulo senhor de si mesmo.

Quando você escreveu seu livro, que tipo de pessoas queria atingir?

Mayra - Com certeza mulheres. Tenho um apanhado de vivências emocionais que pude inserir como um bom estágio em meu aprendizado. Horas como mera expectadora e outras atuante. O que me fez entender muito de linguagem corporal, de dores emocionais, de escolhas mal feitas e de saber que tudo tem conserto.

Pretende lançar outro livro?

Mayra – Sim e DVD também que estejam relacionados às teses do que descobri sobre os efeitos da dança do ventre na vida da mulher como um todo e sobre a dança do ventre.


Você gosta muito de inserir em suas aulas exercícios holísticos aos quais chama de alongamento bioenergético, incluindo também, uma parte bem interessante a qual chama de resgate feminino. Qual a interligação feita com a dança do ventre? Como acredita neste resgate e qual a satisfação nele?

Mayra – Sou instrutora de meditação, relaxamento e pompoarismo, incluo em meu trabalho terapia respiratória oriental e vibracional, pesquiso a somatização de doenças, suas causas emocionais no corpo físico e nas suas raízes ancestrais, metafísicas e na linguagem corporal. Fui induzida a colher esse material através da minha própria dor. Para meu ginecologista fui um forte motivo de espanto, pois ele dizia que eu fora curada pela força de meu pensamento. Muito racional não acreditava no que estava vendo. Foram 10 anos de endometriose, onde eu teria que passar por uma operação muito dolorosa. Mas, tive muita obstinação e força para buscar as causas e entender que o corpo grita por mudanças internas e reformulações intensas para dar rumo ao que a alma anseia. Quanto ao resgate feminino, é colocado como uma oportunidade única de aprender a respeito do próprio corpo, sobre as origens sagradas e sensuais da dança e aos aspectos que esta os estimula, fazendo com que a praticante mantenha contato com a psicoterapia analítica e a sua linguagem corporal, o que a levará cada vez mais ao profundo de sua descoberta e de sua auto valorização. A meu ver não basta que a bailarina dance, ela precisa desenvolver em si o sentido de busca.



Você acredita que os exercícios holísticos e de relaxamento podem ajudar de maneira positiva a dança do ventre?

Mayra- Como terapeuta holística e corporal associei todo conteúdo pesquisado, criando teses e as lançando no curso técnico de ed. Física, de onde nasceu o meu livro e a minha própria metodologia de trabalho alcançando sucesso no decorrer destes anos, unindo à dança do ventre a face terapêutica, obtendo resultados visíveis em mulheres que possuíam endometriose, cistos, miomas, gravidez, fibromialgia e outros males adquiridos em seus campos emocionais. Ministro aulas de Dança do Ventre e folclore Árabe há 20 anos e sou instrutora de alongamento bioenergético direcionando a dança do ventre para a cura interna e maestria, focando o Resgate Feminino.

Deixe uma mensagem para outras bailarinas?

Mayra – Observem que tudo aqui neste planeta é regido por dois lados da força. Que para se tornar uma mestra, ou seja, adquirir a maestria deve-se vivenciar esses dois lados com intensidade. Que perceba que a dança do ventre possui três vertentes para o desenvolvimento dessas forças(segundo as minhas teses). Que essas vertentes sejam encaradas como iniciações ou crescimento pessoal. Pesquisem as bailarinas árabes e tenham muito cuidado para em vez de estarem dançando “baião” não estarem dançando “frevo”. Lá também é assim! Para as que forem trabalhar diretamente com mulheres através da dança do ventre, que as vejam como almas que estão ali sedentas e não as encarem como se fossem cifrões. Ensinar é como influenciar alguém a embarcar em uma viagem, na sua viagem. Todas têm muito medo aqui no ocidente de se confrontar com o novo. São travas históricas que vem sendo carregadas através de nossos ancestrais.


Meu conselho: ao tentar passar informações a uma aluna, imagine que é uma comissária de bordo prestes a lidar com o medo do viajante inexperiente. Conduza-a de maneira equilibrada e esteja a postos a aprender também com aquela experiência. Frizo que a Dança do ventre não foi elaborada para ser usada como meio de exposição erótica do corpo.
Lembrem-se sempre que o oculto desperta a curiosidade e que a exposição em demasia causa a vulgaridade e que lá no fundo de sua alma um permanente vácuo existencial estará sempre aberto, pois com certeza isso não a preencherá e apenas trará satisfação momentânea. De nada adiantam as minhas palavras se não as forem sentidas na alma. Os valores sempre determinam quem uma pessoa é! Portanto, leia bastante principalmente sobre auto-valorização !

BATE BOLA


Dança: Ayube / Zaar
Ídolos: Fifi Abdu.
Comida: Feijão Azuk
Amor incondicional: A humanidade
Admiração: Meus pais! Tantos anos juntos!
Acredito em: Deus em mim!
Saudades: As naves de Auto-Paraíso em Goiás
O que a atrai: O conhecimento
O que a afasta: Os hipócritas
Medo: O marasmo
Natureza: Margaridas brancas / girassóis
Procuro por: Minha tribo
Um homem admirável: Eloy


Ashore36

Ética segundo a visão de Mayra:
• Procurem manter a ética , evitando copiar nomes de eventos e causando constrangimentos.
• Não negligenciar o ensinamento de nenhuma mestra, pois aquilo que está sendo concedido a aprender deve ser visto com gratidão e pode servir como um grande ensinamento no futuro.
• Respeitar as escolhas de vestuário de bailarinas, principalmente, quando isso não lhe diz respeito e o julgador não está sentado a uma banca para definir notas.
• Nunca chamar a atenção de uma colega de classe na frente de outros. Respeitar os limites de espaço. Se alguém chega primeiro. Trabalho não vai lhe faltar! Fora workshops, receber alunas de outra professora sim, mas avisá-la do ocorrido.
• Entender que cada mestra tem o aprendiz que merece e vice e versa. Que cada um está ali naquele momento para ouvir o que precisa para o seu próprio caminhar. Não podendo assim, ser dado a qualquer pessoa o direito de intervir, repudiar ou mesmo tentar desviar a aprendiz para outro campo de ação, que não seja por sua vontade.
• Avise com antecedência sua falta em um show. Exite uma coisa que as pessoas desconhecem, não só no metiê da dança, mas em todos os setores. Toda vez que lançamos uma idéia criativa todo o universo se move em direção ao objeto em evidência. Matamos uma idéia criativa toda vez que não praticamos a ação.

Fonte: Revista Alma de Mulher
Endereços de contato neste jornal:
jornalraizesdoriente@yahoo.com.br












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Público alvo: Mulheres casadas, noivas de todas as idades e mulheres feridas emocionalmente que ainda olham p/o seu passado c/mágoas. Mulheres que criaram armaduras não se permitindo mais vivenciar o amor em sua totalidade. Mulheres que ainda responsabilizam os seus parceiros por suas decepções. Mulheres que ainda acreditam na crença de que nunca poderão encontrar seu parceiro.

Conteúdo programático:
• Pompoar/Tonificação dos órgãos sexuais/técnicas tântricas.
• Banhos e toques afrodisíacos.
• A difícil convivência e aceitação do seu parceiro.
• Vivências energéticas/liberação das mágoas/desilusões.
• Reencontrando o prazer em sua totalidade.
• El Racks El Hob- A dança do amor.
• Restauração da energia vital.
• Variações de exercícios de pélvis.
• Preparando uma noite de amor p/seu amado.

Conexão sexual íntima HOMENS GOSTAM DE MULHERES QUE GOSTAM DE SI MESMAS
A dança é uma manifestação cósmica que flui pelo nosso corpo, usando-o como canal de expressão. Desenvoltura, sentimento, percepção, reflexo e destreza são fortes aliadas que criam uma inteireza, amadurecendo a personalidade numa manifestação de totalidade e integração que penetram no ser por meios de ondas vibratórias, onde a tônica é repassada a alma que apenas grita: “Deixe-me conduzi-la a um outro estado de consciência, ao equilíbrio de ser e estar...”.

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7 comentários:

Nobre Viking disse...

Ela parece ser uma grande mulher.
Alguém realmente preocupada com o bem-estar feminino.

Zana disse...

Além do que foi mencionado na entrevista, Mayra também dar aulas nos cursos de férias da Universidade Estácio de Sá.

angel disse...

Essa Mayra Shams e maraaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!

Anônimo disse...

Adorei a entrevista!

Kris R. disse...

Agradeço a Mayra pela entrevista.É uma mulher muito especial.
Uma profissional séria.
Uma Grande Mulher!

Fernanda disse...

Maíra é única...uma pessoa muito humana e especial a quem admiro e de quem me orgulho de ser aluna =]
Obrigada mestra!

Fernanda Alves

Letícia disse...

Queria fazer uma aula come ela! Parece ser realmente muito boa! É uma pena que meus horários nunca batem com os das aulas! :(
Mas um dia eu consigo!! :D

Bjão a todos!
Letícia

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