(Cora Coralina)
Não sei… Se a vida é curta
Ou longa demais pra nós,
Mas sei que nada do que vivemos
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:
Colo que acolhe,
Braço que envolve,
Palavra que conforta,
Silêncio que respeita,
Alegria que contagia,
Lágrima que corre,
Olhar que acaricia,
Desejo que sacia,
Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo,
É o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela
Não seja nem curta,
Nem longa demais,
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar.
domingo, 23 de junho de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Ortorexia
Quando a maioria das pessoas pensa em transtornos alimentares, imaginam raparigas esqueléticas que se matam à fome ou que forçam vômitos; estas são imagens típicas dos habituais tipos de transtornos alimentares, mas os especialistas descobriram agora que as pessoas estão a sofrer de outro tipo de transtorno alimentar e atribuíram-lhe um novo termo: ortorexia.
O que é a Ortorexia?
A ortorexia é um transtorno alimentar recentemente diagnosticado, que surge quando a pessoa se torna obsessiva quanto aos padrões daquilo que come. Ao contrário da anorexia ou bulimia, a pessoa permite-se comer, mas fica tão obcecada com o que come que todos os seus pensamentos ficam ocupados com a dieta.
Permitem-se apenas alimentos saudáveis e escrutinam o conteúdo nutricional de cada elemento que ingerem. Calorias, vitaminas e nutrientes tornam-se o ponto focal da comida e qualquer coisa que contenha o mínimo vestígio do que está na lista do “não é permitido” não é consumido.
Embora todos possamos beneficiar ao adoptar esta atitude de forma mais habitual, estes “mártires” levam a obsessão com o conteúdo dos seus alimentos ao extremo, e não se permitem, em circunstância alguma, um desvio do seu programa de tipos de alimentos autorizados.
Sinais de Ortorexia:
● Examina cada pormenor do que se encontra em cada alimento?
● Só se permite alimentos saudáveis?
● Consegue comer uma refeição preparada por outra pessoa?
● Observa e comenta a maneira como outras pessoas preparam a comida?
● Dá consigo a pensar em conteúdo nutricional durante o dia?
● Preocupa-se ao comer qualquer coisa que possa não ser “boa” para si?
● Perdeu muito peso recentemente sem seguir conscientemente uma dieta
Efeitos da Ortorexia
Os ortoréxicos podem ficar seriamente afectados e a comunicação em casa pode sofrer com isso. A pessoa pode começar a isolar-se dos seus semelhantes e tornar-se distante à medida que se vai fixando cada vez mais nas suas regras dietéticas.
Para alguns, a capacidade de desempenhar trabalhos ou de estudar pode começar a declinar, à medida que a sua mente se ocupa cada vez mais com a sua dieta e com os alimentos que são permitidos, como articulá-los no seu dia-a-dia, quantas vezes se devem mastigar e por aí fora. Há tantos factores que envolvem estes transtornos alimentares que os pensamentos podem ficar totalmente ocupados por eles, deixando pouco espaço para outros rumos de ideias e a concentração e a motivação acabam por ficar na retaguarda.
Obter ajuda e Tratamento
Como muitos transtornos alimentares, a ajuda de um profissional é normalmente requerida, assim como os tópicos envolvendo o desenvolvimento da desordem precisarão tanto de tratamento como o bem-estar nutricional da pessoa.
O seu médico poderá indicar-lhe onde encontrar ajuda especializada; outra alternativa será ligar para uma das muitas linhas de ajuda e falar com alguém altamente treinado e familiarizado com todos os diferentes assuntos referentes a transtornos alimentares.
Embora a doença não seja tão conhecida como outros tipos de transtorno alimentar, pode ter o potencial de ser igualmente séria para a saúde e está envolta de problemas semelhantes de controlo de comportamento em relação aos outros transtornos alimentares, e a pessoa irá precisar indubitavelmente de alguma intervenção profissional para ultrapassar o problema.
http://www.alimentacaosaudavel.org/Ortorexia.html
sábado, 16 de março de 2013
Maria Lenk
Maria Emma Hulda Lenk Zigler morreu aos 92 anos.é a maior nadadora da história do Brasil. Maria tinha dentro de casa o exemplo do esporte. Paul, seu pai, chegou ao Brasil em 1912 e era ginasta alemão. A herança foi quase natural, mas Maria Lenk só virou nadadora porque tinha pneumonia em seus pulmões.
Meio brasileira, Maria, meio alemã, Lenk, competiu nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, nos Estados Unidos,com um maiô de lã, emprestado, e também emprestou seu nome à história. Foi a primeira mulher sul-americana na galeria de atletas olímpicos, e competiu nos 100m livres, 100m costas e 200m peito – nesta, chegou às semifinais, seu melhor resultado.
Mas não foi só isso que deu à Maria Lenk o direito de batizar um moderno Parque Aquático construído no Rio de Janeiro, em 2007, e a principal competição de natação do país. Nos Jogos de Berlim, em 36, chamou a atenção de todo o planeta com seu nado peito que mesclava técnicas de um até então incipiente nado borboleta. A novidade ajudou na ascensão do estilo, que viraria olímpico exatamente duas décadas depois, após a Segunda Guerra Mundial.
Este evento histórico, a propósito, impediu um possível pódio olímpico de Maria Lenk. No Rio de Janeiro, em 1939, ela havia quebrado dois recordes mundiais, dos 200 e dos 400m peito, e chegaria aos Jogos de Tóquio, no ano seguinte, para conquistar medalhas olímpicas pela primeira vez. Mas a exemplo do que ocorreu com a Copa do Mundo de futebol no período, a Olimpíada do Japão foi cancelada. As mulheres brasileiras só foram conseguir uma medalha individual em 2008, com Maurren Maggi, em Pequim.
Os esportes aquáticos no Brasil devem muito à Maria Lenk não só por seus resultados. Em 1943, ela organizou no Rio de Janeiro a primeira mostra de balé aquático, o que ocasionou pouco tempo depois a formação da primeira equipe brasileira de nado sincronizado. Aposentada aos 27 anos, ela continuou sendo campeã: nadadora da categoria master, Lenk conquistou cinco medalhas de ouro em Munique, na Alemanha, em 2000. Tinha 85 anos.
Dona de personalidade forte e politicamente engajada a seus ideais, escreveu o livro Longevidade e Esporte, publicado em 2003. A ideia era mostrar o quanto a prática esportiva pode dar ganhos à saúde e prolongar a vida. Maria Lenk, que nadava em um ainda limpo rio Tietê, em São Paulo, durante a infância, praticou natação até seus últimos momentos de vida. Em 16 de abril de 2007, morreu por parada cardiorrespiratória. Havia acabado de deixar a piscina do Clube de Regatas Flamengo.
http://www.brasil.gov.br/sobre/esporte/esportistas-consagrados/maria-lenk/print
Publicado em 18/06/2012
sexta-feira, 8 de março de 2013
A MAIS BELA FLOR

Mulher
Não há flor mais bela!
Seu sorriso
Seu olhar
Seu andar
Seu jeitinho de menina
Encantadora visão.
Ah, Mulher!
Estrela incandescente
Flor luar
Impetuosa
Imponente
Dona e senhora
Flor caprichosa
Néctar da vida.
Flor
Enigmática
Flor rara e preciosa
Flor de Vênus
Símbolo de amor
Fonte da criação
Eterna musa.
Não há flor mais bela
Mais sublime
Com tantas nuanças
Flor menina
Flor Mulher
Flor sagrada
Dádiva divina.
Adorada Flor
Doce brisa
Magnífico ser
Flor
Soberana
Forte pela própria natureza
Mar revolto
Mar profundo
Flor reluzente
Anjo.
Mulher,
Cobiçada flor.
Flor singela
Flor mágica
Doce melodia
Preciosa relíquia
A mais bela rosa.
(Kris Rik)
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Aprendi
Aprendi com a vida
Que DEUS é maior.
Que tudo tem um motivo.
Que a vida é única
Uma benção;
Que deve ser preservada,
Defendida,
Respeitada.
Aprendi a ver
O que se esconde
Em cada ato, gesto, palavra.
Que nem sempre o que é dito
Reflete o que as pessoas trazem
No coração,
Na alma.
Aprendi com a vida
Que a melhor forma de resolver
Um dilema,
É enfrentando-o.
Que perdas são necessárias
E outras sempre podem ser evitadas.
Que a morte é um casulo apenas
Uma metamorfose.
Aprendi
A ouvir a alma.
A sorrir
Apesar das adversidades.
A dizer “sim” ou “não”
No momento oportuno.
A respirar fundo
E seguir em frente.
Aprendi a me manter serena
Como a natureza.
A jamais perder a esperança
Mesmo que não haja esperança
Pois tudo muda num piscar de olhos.
Aprendi
Que a paciência é inescusável
Ao ser humano.
Aprendi com a vida
Que nem tudo me convém
Por mais que o mundo diga
O contrário.
Que momentos devem ser vividos
Com responsabilidade
Pois tudo tem consequências.
Aprendi
A ser forte
A me fazer de forte
A ter coragem
A viver um dia de cada vez.
A fazer escolhas
Pois a vida é feita
De escolhas.
Aprendi
Que conquistar um sonho
Requer tempo
Trabalho.
Que amigo não se encontra
Em qualquer esquina.
Que palavras nem sempre
São necessárias.
Aprendi com a vida
A me fazer pequenina
A ser grande
A aceitar-me como sou
Mesmo que meu jeito
Desagrade a outrem
Pois não é preciso agradar a todos.
Aprendi
Que tudo o que posso ser
É apenas eu.
Pois só posso ser fiel a mim,
Aos meus princípios,
Aos meus sentimentos,
Às minhas emoções.
Aprendi
Que possibilidades
São infinitas!
Que cada experiência
Cada sofrimento
Cada dor
Traz consigo uma dádiva.
Aprendi com a vida
Que nem tudo
Merece minha atenção.
Que por mais que se queira,
Nem a todo se pode ou se deve ajudar.
Que algumas mudanças são inevitáveis.
E outras, necessárias.
Aprendi
Que cada pessoa
É um universo.
Que um único segundo
Um pequeno gesto
Pode mudar uma vida.
Que o silêncio
É inerente a alma.
Aprendi
Que o amor se renova
A cada dia,
A cada momento,
A cada gesto.
Que ninguém pode suprir
Minhas carências
E nem eu a de outrem.
Aprendi
A me fazer melhor.
A contar sempre comigo
A não me levar por ilusões.
Que nunca se estar realmente sozinho
Quando se tem a si.
Que o preço da liberdade
É a verdade.
Aprendi
Que a traição nada mais é
Que um ato imaturo,
Inconsequente.
Um sinal de covardia.
Que caráter
É uma virtude da alma.
Aprendi
Que a confiança
Se perde
Se ganha
Por um simples ato.
Que respeito
Não é imposto.
E sim, conquistado.
A vida me ensinou
A jamais desistir.
A persistir
A resistir
A recomeçar
A renascer
Das cinzas.
(Kris Rikardsen)
