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domingo, 8 de março de 2015
ELA
ELA
É apenas um rosto na multidão.
Rosto como muitos.
Ou o maior dos tesouros
O sorriso refletido em sua mente.
Pode ser
O suave aroma dos seus dias.
Seu anjo
A poesia.
A força e a coragem
O alívio presente nas horas incertas.
A amiga que deseja ter
A menina
A mulher
Ela é apenas um rosto na multidão
Sem nome
Sem futuro
Sem passado.
Ela pode ser
A realeza
O doce mistério
O sol
O mar.
Ser o arco-íris
O azul do céu
Sua melhor recordação.
Ninguém pode entender
O que passar em seu coração.
Ela pode ser o que parece
O brilho
O sorriso amigo
A prece
O milagre.
Tudo o que você sonhou
Ou a realidade de seus dias.
Ela pode ser
O equilíbrio
A diferença
Entre o bem e o mal.
A razão de sua existência
Estar em seu sorriso
Ou em suas lágrimas.
Ser o amor
A vida.
Sua maior inspiração.
Ela pode ser
A guardiã ou a heroína
De sua história.
Ser capaz
De gestos nobres
De dar a vida por um ideal.
Ser o seu presente
O bem-querer
O encanto.
Ela pode ser
ÚNICA.
Ou Simplesmente
Aquela que o ama.
Ser o começo
Ou o fim.
Ser aquela
que estará lá
Quando necessário.
Ser a canção.
A rosa.
Ou apenas um rosto
E nada mais.
(Kris Rikardsen)
sábado, 7 de março de 2015
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
domingo, 16 de setembro de 2012
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Saiba mais sobre as mulheres no mundo árabe e muçulmano
Infográfico traz indicadores sobre a situação feminina na Arábia Saudita, Egito, Iêmen, Líbia, Síria e Tunísia e detalha as vestimentas muçulmanas
Bruna Carvalho e Luísa Pécora
As mulheres vêm tendo importante papel na Primavera Árabe, como ficaram conhecidos os levantes que confrontam regimes autocráticos no Oriente Médio e norte da África, ao marchar lado a lado com os homens durante as manifestações populares.
A Tunísia tornou-se o epicentro das mobilizações quando, em 14 de janeiro, pôs fim ao governo de 23 anos do presidente Zine El Abidine Ben Ali, que renunciou sob a pressão de manifestações iniciadas quase um mês antes - em 18 de dezembro de 2010. O sucesso da Tunísia inspirou manifestantes no Egito que, em 18 dias de mobilização, conseguiram forçar a renúncia de Hosni Mubarak, depois de quase 30 anos no poder, em 11 de fevereiro.
Outros movimentos antigoverno ganharam força, mas, confrontados com a resistência de líderes agarrados ao poder, enveredaram para conflitos violentos. Um deles foi na Líbia, onde Muamar Kadafi, que se manteve no poder por 42 anos até ser deposto por um levante iniciado em fevereiro que se tornou uma sangrenta guerra civil, foi morto em 20 de outubro por forças revolucionárias dois meses depois da queda do regime.
No Iêmen, o presidente Ali Abdullah Saleh só aceitou um acordo para sua renúncia em 23 de novembro, após manifestações e confrontos violentos que deixaram centenas de mortos desde o início da revolta popular, em janeiro. Saleh ficou 21 anos no poder. Na Síria, o presidente Bashar al-Assad, que sucedeu a seu pai em 2000, ainda resiste ao chamado das ruas em meio a uma repressão que deixou, segundo a ONU, mais de 4 mil mortos desde março.
Mulheres que participaram dos levantes em seus respectivos países foram reconhecidas em premiações internacionais. No sábado, a ativista iemenita Tawakkul Karman receberá o Prêmio Nobel da Paz, ao lado de duas liberianas, por sua defesa dos direitos das mulheres. Em 27 de outubro, a militante egípcia Asmaa Mahfouz e a advogada síria Razan Zeitouneh fizeram parte do grupo de cinco ativistas árabes que receberam o prestigioso Sakharov, prêmio do Parlamento Europeu que promove a liberdade de pensamento. Apesar disso, ainda há muito a avançar na questão de direitos femininos nos países árabes.
O reino, que registrou apenas protestos pontuais por mudanças neste ano, anunciou em 25 de setembro que as mulheres poderão concorrer e votar nas eleições municipais a partir de 2015.
http://ultimosegundo.ig.com.br/revoltamundoarabe/saiba-mais-sobre-as-mulheres-no-mundo-arabe-e-muculmano/n1597400745040.html
Bruna Carvalho e Luísa Pécora
As mulheres vêm tendo importante papel na Primavera Árabe, como ficaram conhecidos os levantes que confrontam regimes autocráticos no Oriente Médio e norte da África, ao marchar lado a lado com os homens durante as manifestações populares.
A Tunísia tornou-se o epicentro das mobilizações quando, em 14 de janeiro, pôs fim ao governo de 23 anos do presidente Zine El Abidine Ben Ali, que renunciou sob a pressão de manifestações iniciadas quase um mês antes - em 18 de dezembro de 2010. O sucesso da Tunísia inspirou manifestantes no Egito que, em 18 dias de mobilização, conseguiram forçar a renúncia de Hosni Mubarak, depois de quase 30 anos no poder, em 11 de fevereiro.
Outros movimentos antigoverno ganharam força, mas, confrontados com a resistência de líderes agarrados ao poder, enveredaram para conflitos violentos. Um deles foi na Líbia, onde Muamar Kadafi, que se manteve no poder por 42 anos até ser deposto por um levante iniciado em fevereiro que se tornou uma sangrenta guerra civil, foi morto em 20 de outubro por forças revolucionárias dois meses depois da queda do regime.
No Iêmen, o presidente Ali Abdullah Saleh só aceitou um acordo para sua renúncia em 23 de novembro, após manifestações e confrontos violentos que deixaram centenas de mortos desde o início da revolta popular, em janeiro. Saleh ficou 21 anos no poder. Na Síria, o presidente Bashar al-Assad, que sucedeu a seu pai em 2000, ainda resiste ao chamado das ruas em meio a uma repressão que deixou, segundo a ONU, mais de 4 mil mortos desde março.
Mulheres que participaram dos levantes em seus respectivos países foram reconhecidas em premiações internacionais. No sábado, a ativista iemenita Tawakkul Karman receberá o Prêmio Nobel da Paz, ao lado de duas liberianas, por sua defesa dos direitos das mulheres. Em 27 de outubro, a militante egípcia Asmaa Mahfouz e a advogada síria Razan Zeitouneh fizeram parte do grupo de cinco ativistas árabes que receberam o prestigioso Sakharov, prêmio do Parlamento Europeu que promove a liberdade de pensamento. Apesar disso, ainda há muito a avançar na questão de direitos femininos nos países árabes.
O reino, que registrou apenas protestos pontuais por mudanças neste ano, anunciou em 25 de setembro que as mulheres poderão concorrer e votar nas eleições municipais a partir de 2015.
http://ultimosegundo.ig.com.br/revoltamundoarabe/saiba-mais-sobre-as-mulheres-no-mundo-arabe-e-muculmano/n1597400745040.html
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Mulher
Divina luz que irradia
Onde passa traz alegria
Com sua elegância feminina
Atrativos de mulher.
Menina, adolescente e idosa
Vive seu momento maior
Quando inspirada dá a luz
A um ser divinal.
Algumas se sobressaem
Outras em sua timidez
Aflora outras qualidades
Mas deixa sempre sua marca.
Tatuagem feita pela vida
Desenhada em estilo
Você se fez na pintura
Em sua própria tela!
Magali Oliveira
Onde passa traz alegria
Com sua elegância feminina
Atrativos de mulher.
Menina, adolescente e idosa
Vive seu momento maior
Quando inspirada dá a luz
A um ser divinal.
Algumas se sobressaem
Outras em sua timidez
Aflora outras qualidades
Mas deixa sempre sua marca.
Tatuagem feita pela vida
Desenhada em estilo
Você se fez na pintura
Em sua própria tela!
Magali Oliveira
domingo, 22 de julho de 2012
Relatório da OIT aponta que mulheres trabalham dez dias a mais por ano
Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil
Brasília - As mulheres trabalham mais horas do que os homens, considerando o tempo trabalhado fora e dentro de casa. Dados do relatório Perfil do Trabalho Decente no Brasil: um Olhar sobre as Unidades da Federação, divulgado hoje (19) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), mostram que, no total, os homens têm jornada de 52,9 horas semanais. As mulheres, de 58 horas, 5,1 horas a mais do que o sexo oposto - o que equivale a 20 horas adicionais por mês, cerca de dez dias a mais por ano.
O relatório da OIT analisou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta que 90,7% das mulheres que estão no mercado de trabalho também realizam atividades domésticas - percentual que cai para 49,7% entre os homens. No trabalho, elas gastam, em média, 36 horas por semana; eles, 43,4 horas. Em casa, por outro lado, elas gastam 22 horas semanais. Os homens, 9,5 horas.
'Se eu tivesse esse tempo a mais, usaria para fazer as coisas que sempre tenho que fazer correndo: tomar café, fazer a unha, ir ao banco. Faço tudo sempre com pressa, contando os segundos', disse a funcionária púbica Gabriela Gonçalves, 26 anos, que concilia a jornada entre o mercado de trabalho e a casa.
Segundo ela, a dupla jornada leva à ansiedade e ao temor de não conseguir administrar bem o tempo.
'Na minha opinião, esse é um dado numérico que reflete a consequência da forma como somos criadas, de toda uma cultura. Eu me cobro a casa arrumada todos os dias, a roupa sempre em dia, a geladeira não faltando nada, as flores cuidadas e os lençóis sempre trocados. É um peso do qual sou 'voluntária'', falou Gabriel
Para o especialista em mercado de trabalho Jorge Pinho, os números ainda estão aquém da realidade. 'Acho modesto esse cálculo [da OIT]. Na nossa cultura, a mulher é de fato mais onerada do que o homem. Embora isso tenha mudado nos últimos anos, ainda cabe à mulher os encargos domésticos e os de mãe. Essa é a parte desvantajosa da igualdade buscada. As mulheres cada vez mais querem avançar na vida profissional e ascender no mercado. Isso tem um ônus, não só um bônus. Existem funções femininas que são insubstituíveis, uma delas é a maternidade', explicou o professor da Universidade de Brasília (UnB).
De acordo com o estudo da OIT, as atividades domésticas que os homens exercem nunca são executadas exclusivamente em casa e, em geral, exigem contatos com outras pessoas e deslocamentos, como fazer compras de supermercado, manutenções esporádicas ou levar os filhos à escola.
'Evidencia-se, portanto, que a massiva incorporação das mulheres ao mercado de trabalho não vem sendo acompanhada de um satisfatório processo de redefinição das relações de gênero com relação à divisão sexual do trabalho, tanto no âmbito da vida privada, quanto no processo de formulação de políticas públicas (...). A incorporação das mulheres ao mercado de trabalho vem ocorrendo de forma expressiva sem que tenha ocorrido uma nova pactuação em relação à responsabilidade pelo trabalho de reprodução social, que continua sendo assumida, exclusiva ou principalmente, pelas mulheres', informa o relatório.
'Eu acho injusto, mas tive um pai que sempre ajudou muito minha mãe e tenho visto isso também nas pessoas mais jovens. Acho que a mudança já começou', destacou a funcionária pública.
'É importante que haja políticas que facilitem a vida profissional, pessoal e familiar da mulher. Isso tem a ver com políticas públicas e empresariais que deem ênfase à noção de corresponsabilidade, com jornadas flexíveis, creches e acesso a meios de transporte', explicou a diretora da OIT no Brasil, Laís Abramo.
Edição: Lílian Beraldo
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-07-19/relatorio-da-oit-aponta-que-mulheres-trabalham-dez-dias-mais-por-ano
O relatório da OIT analisou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta que 90,7% das mulheres que estão no mercado de trabalho também realizam atividades domésticas - percentual que cai para 49,7% entre os homens. No trabalho, elas gastam, em média, 36 horas por semana; eles, 43,4 horas. Em casa, por outro lado, elas gastam 22 horas semanais. Os homens, 9,5 horas.
'Se eu tivesse esse tempo a mais, usaria para fazer as coisas que sempre tenho que fazer correndo: tomar café, fazer a unha, ir ao banco. Faço tudo sempre com pressa, contando os segundos', disse a funcionária púbica Gabriela Gonçalves, 26 anos, que concilia a jornada entre o mercado de trabalho e a casa.
Segundo ela, a dupla jornada leva à ansiedade e ao temor de não conseguir administrar bem o tempo.
'Na minha opinião, esse é um dado numérico que reflete a consequência da forma como somos criadas, de toda uma cultura. Eu me cobro a casa arrumada todos os dias, a roupa sempre em dia, a geladeira não faltando nada, as flores cuidadas e os lençóis sempre trocados. É um peso do qual sou 'voluntária'', falou Gabriel
Para o especialista em mercado de trabalho Jorge Pinho, os números ainda estão aquém da realidade. 'Acho modesto esse cálculo [da OIT]. Na nossa cultura, a mulher é de fato mais onerada do que o homem. Embora isso tenha mudado nos últimos anos, ainda cabe à mulher os encargos domésticos e os de mãe. Essa é a parte desvantajosa da igualdade buscada. As mulheres cada vez mais querem avançar na vida profissional e ascender no mercado. Isso tem um ônus, não só um bônus. Existem funções femininas que são insubstituíveis, uma delas é a maternidade', explicou o professor da Universidade de Brasília (UnB).
De acordo com o estudo da OIT, as atividades domésticas que os homens exercem nunca são executadas exclusivamente em casa e, em geral, exigem contatos com outras pessoas e deslocamentos, como fazer compras de supermercado, manutenções esporádicas ou levar os filhos à escola.
'Evidencia-se, portanto, que a massiva incorporação das mulheres ao mercado de trabalho não vem sendo acompanhada de um satisfatório processo de redefinição das relações de gênero com relação à divisão sexual do trabalho, tanto no âmbito da vida privada, quanto no processo de formulação de políticas públicas (...). A incorporação das mulheres ao mercado de trabalho vem ocorrendo de forma expressiva sem que tenha ocorrido uma nova pactuação em relação à responsabilidade pelo trabalho de reprodução social, que continua sendo assumida, exclusiva ou principalmente, pelas mulheres', informa o relatório.
'Eu acho injusto, mas tive um pai que sempre ajudou muito minha mãe e tenho visto isso também nas pessoas mais jovens. Acho que a mudança já começou', destacou a funcionária pública.
'É importante que haja políticas que facilitem a vida profissional, pessoal e familiar da mulher. Isso tem a ver com políticas públicas e empresariais que deem ênfase à noção de corresponsabilidade, com jornadas flexíveis, creches e acesso a meios de transporte', explicou a diretora da OIT no Brasil, Laís Abramo.
Edição: Lílian Beraldo
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-07-19/relatorio-da-oit-aponta-que-mulheres-trabalham-dez-dias-mais-por-ano
sábado, 30 de junho de 2012
Charlotte Brontë
"Sabe-se muito bem que é dificílimo erradicar preconceitos dos corações cujos solos nunca foram revolvidos ou fertilizados pela educação: preconceitos crescem ali firmes como erva daninha entre pedras."
(Charlotte Bronte)
Escritora e poeta inglesa, a mais velha das três irmãs Brontë que chegaram à idade
adulta e cujos romances são dos mais conhecidos da literatura inglesa.
Escreveu o seu romance maisconhecido " Jane Eyre"
Juntamente com os seus irmãos Branwell, Emily e Anne, Charlotte começou a escrever sobre as vidas e lutas dos habitantes dos seus reinos imaginários. Charlotte e Branwell começaram a escrever histórias byronianas sobre um país que tinham invantado chamado Angria, ao mesmo tempo que Emily e Anne começaram a escrever artigos e poemas sobre Gondal, o país que também tinham inventado. As sagas (parte das quais ainda existe nos dias de hoje em forma de manuscrito) eram elaboradas e rebuscadas e instigou-as desde a infância e adolescência com um interesse quase obsessivo
que as preparou para a sua vocação literária durante a idade adulta.
Charlotte continuou a sua educação em Roe Head, Mirfield, entre 1831 e 1832, onde conheceu as duas amigas com quem trocaria correspondência o resto da vida: Ellen Nussey e Mary Taylor. Durante este período, Charlotte escreveu a novela "The Green Dwarf" em 1833 com o pseudónimo Wellesley. Charlotte regressou à escola, desta vez como professora, em 1835 e permaneceu nesta função até 1838. Em 1839, aceitou a primeira de muitas posições como governanta em várias famílias do Yorkshire, uma carreira que seguiu até 1841. Em termos políticos, Charlotte era conservadora, mas promovia a ideia de tolerância em vez de revolução. Tinha princípios morais muito fortes e, apesar da sua timidez,
Em Maio de 1846, Charlotte, Emily e Anne publicaram uma colecção de poemas em conjunto com os pseudónimos Currer, Ellis e Acton Bell. Apesar de terem vendido apenas duas cópias, as irmãs continuaram a escrever com o objetivo de verem os seus trabalhos publicados e começaram a desenvolver os seus primeiros romances. Charlotte utilizou o pseudónimo Currer Bell quando publicou os seus dois primeiros romances. Charlotte escreveu mais tarde sobre a razão pela qual tinham escolhido não revelar os seus nomes:| "Não gostávamos da ideia de chamar a atenção, por isso escondemos os nossos nomes por detrás dos de Currer, Ellis e Acton Bell. A escolha ambígua foi ditada por uma espécie de escrúpulo criterioso segundo o qual assumimos nomes cristãos, claramente masculinos, já que que não gostamos de nos declarar mulheres, uma vez que naquela altura suspeitávamos que a nossa maneira de escrever e o nosso pensamento não eram aqueles que se podem considerar 'femininos'. Tínhamos a vaga impressão de que as escritoras são por vezes olhadas com preconceito e tínhamos reparado como os críticos por vezes as castigam com a arma da personalidade e as recompensam com lisonjas que, na verdade, não são elogios." |
De fato, os seus romances foram considerados vulgares pelos críticos. Havia muita especulação quanto à identidade de Currer Bell e se este seria um homem ou uma mulher. Devido ao grande sucesso de "Jane Eyre", Charlotte foi convencida pelo seu editor a visitar Londres ocasionalmente, onde a escritora acabaria por revelar a sua verdadeira identidade e começou a frequentar um circulo social mais movimentado, fazendo amizade com Harriet Martineau, Elizabeth Gaskell, William Makepeace Thackeray e G. H. Lewes. O seu romance tinha inspirado o início de um movimento feminista na literatura. A personagem principal, Jane Eyre, era o contrário da sua autora, uma mulher forte. Contudo, Charlotte nunca deixava Haworth mais do que algumas semanas, já que não queria deixar o seu pai idoso sozinho. A filha de Thackeray, a escritora Anne Isabella Thackeray Ritchie recordou uma visita que Charlotte fez ao seu pai:
| "(...) entraram dois cavalheiros à frente de uma senhora pequena, delicada e séria, com cabelo loiro liso e olhos firmes. Teria pouco mais de trinta anos e usava um vestido barège com um padrão de verde-musgo esbatido. Entrou de luvas, em silêncio, séio e os nossos corações batiam loucos de antecipação. Era então esta a escritora, o poder desconhecido cujos livros puseram toda Londres a falar, a ler, a especular; algumas pessoas dizem até que foi o nosso pai quem escreveu os livros, aqueles livros maravilhosos (...). O momento é tão ofegante que o jantar chega com um alivio para a solenidade da ocasião e todos sorrimos quando o meu pai lhe oferece o braço (...), porque, apesar de ser um génio, Miss Brontë mal lhe chega ao cotovelo. A minha impressão pessoal é de que ela é um pouco séria e severa, especialmente para as meninas que querem conversar (...). Todos esperaram pela conversa brilhante que nunca chegou. Miss Brontë retirou-se para o sofá no escritório e murmurava uma palavra de vez em quando à nossa gentil governanta (...) a conversa começou a tornar-se cada vez mais indistinta, as senhoras à volta dela ainda estavam expectantes, o meu pai estava demasiado perturbado pela melancolia e pelo silêncio para conseguir lidar com o que estava a acontecer (...) depois de Miss Brontë se ter ido embora, fiquei surpreendida quando vi o meu pai a abrir a porta de entrada com o chapéu posto. Levou um dedo aos lábios e saiu para a escoridão, fechando a porta silenciosamente atrás de si (...) muito depois (...) Mrs. Procter perguntou-me se sabia o que tinha acontecido (...). Foi um dos serões mais aborrecidos que [Mrs. Procter] tinha passado em toda a sua vida (...) as senhoras que tinham vindo à espera de ter uma conversa agradável, e a melancolia, e o constrangimento, e como o meu pai, muito perturbado com a situação, tinha deixado a sala e a casa silenciosamente para ir para o seu clube." |
Em Junho de 1854, Charlotte casou-se com Arthur Bell Nicholls, o coadjutor do pai, e, segundo muitos intelectuais, a pessoa que inspirou personagens como Rochester e St. John em "Jane Eyre". Ficou grávida pouco depois do casamento e a sua saúde começou a piorar rapidamente durante esta altura. Segundo Gaskell, o seu primeiro biógrafo, Charlotte sofria de "náuseas permanentes e desmaiava frequentemente." Charlotte morreu, juntamente com o filho que esperava, no dia 31 de Março de 1855, com 38 anos de idade. A sua certidão de óbito diz que a causa de morte foi tuberculose, mas muitos biógrafos defendem que a escritora pode ter morrido de desidratação e subnutrição provocados pelos vômitos excessivos de que sofria. Também existem provas de que Charlotte pode ter morrido de febre tifóide que terá contraído de Tabitha Ackroyd, a criada mais antiga da família, que morreu pouco tempo antes dela. Charlotte foi enterrada na campa da família no cemitério da Igreja de São Miguel e Todos os Anjos em Haworth, West Yorkshire, Inglaterra.
"The Life of Charlotte Brontë", uma biografia publicada por Gaskell após a sua morte, foi o primeiro de muitos trabalhos biográficos publicados sobre a sua vida. Apesar de ser honesto em algumas partes, Gaskell também escondeu pormenores sobre a paixão de Charlotte por Héger, um homem casado, por ser um escândalo para a moral da época e por poder ser um choque para os amigos e familiares de Charlotte ainda vivos, nomeadamente o seu pai e o seu marido.
O seu primeiro romance foi publicado já depois da sua morte, em 1857, bem como fragmentos do romance no qual Charlotte tinha trabalhado durante os seus anos de vida que foi também recentemente publicado por Clare Boylan com o título "Emma Brown: A Novel from the Unfinished Manuscript by Charlotte Brontë" e muito material sobre Agria nas decadas que se seguiram.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Charlotte_Bront%C3%AB
sexta-feira, 4 de maio de 2012
Documentário sobre a imagem da mulher
Este vídeo é um alerta a todas as mulheres
sobre o efeito da mídia.
Legenda em português.
27/04/2012 por poesiaemvermelho2
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Mulheres só ganharam 44 de 851 prêmios Nobel já concedidos
Três mulheres foram agraciadas neste ano com o prêmio Nobel da Paz
pela luta pelos direitos das mulheres.
pela luta pelos direitos das mulheres.
Da BBC
Três mulheres dividiram o Nobel da Paz deste ano por suas lutas pela igualdade de direitos entre os gêneros, mas na história do prêmio, iniciada em 1901, apenas 44 dos 851 agraciados nas seis categorias até hoje são mulheres.
A física nuclear polonesa Marie Curie, radicada na França, foi a primeira mulher a receber um Nobel, em 1903. Ela foi também a única mulher até hoje a receber um segundo prêmio Nobel - o de Química, em 1911.
Com o Nobel da Paz concedido neste ano conjuntamente à presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, à ativista Leymah Gbowee, também liberiana, e à jornalista e ativista iemenita Tawakkul Karman, a categoria passou a ser a com o maior número de mulheres laureadas - 15.
O Nobel de Literatura é a segunda categoria com o maior número de mulheres premiadas, com 12.
O prêmio de Economia, categoria criada somente em 1968, apenas uma vez foi dado a uma mulher, quando premiou a economista americana Elinor Ostrom, em 2009.
Nas demais categorias, duas mulheres receberam o Nobel de Física, quatro foram premiadas com o Nobel de Química e dez receberam o de Medicina.
Neste ano, das cinco categorias já anunciadas, apenas o Nobel da Paz foi agraciado a mulheres. O prêmio de Economia deverá ser anunciado na segunda-feira.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/09/morre-queniana-wangari-maathai-premio-nobel-da-paz-em-2004.html
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Evento só para mulheres no NH Liberdade dia 20 de Novembro
No dia 20 de Novembro, entre as 15:00 e as 19:15, o NH Liberdade acolhe mais uma tarde dedicada ao universo feminino com diversas atividades e experiências destinadas às mulheres que queiram «desenvolver novas aptidões» ou «simplesmente mimar-se».
Ser mulher é ser única! É ser amiga, filha, mãe, amante, confidente… é ser tudo ao mesmo tempo! Ser mulher é algo tão grandioso que o NH Liberdade e a Big Eventos organizaram um evento a pensar exclusivamente no universo feminino. Assim, no próximo dia 20 de Novembro, todas as mulheres de Lisboa terão direito a uma tarde de refúgio das múltiplas facetas diárias, concentrando-se apenas numa: «ser mulher!», escreve a organização.
O hotel NH Liberdade é palco de mais uma edição do evento «Just Woman», um conceito lançado pela empresa Big Eventos exclusivamente dedicado às mulheres que têm entusiasmo pela vida, que se querem divertir, aprender, evoluir e desenvolver as suas aptidões e fazer novas amizades.
Em cada um destes eventos é criada uma atmosfera relaxada, descontraída e informal, onde as mulheres podem explorar algumas tendências características do universo http://www.blogger.com/img/blank.giffeminino e mimar-se com uma série de experiências gratificantes para o corpo e para a alma como sessões de maquilhagem, tratamentos especiais de mãos («Mãos de Cetim»), consultas de estilo (Style Adviser) e de moda (Fashion Adviser), receber uma massagem de relaxamento, obter conselhos de nutrição, assistir ao workshop «Felicidade Imperfeita», entre outras actividades.
Para a edição deste ano o preço de inscrição é de 19 euros para reservas antecipadas ou 25 euros no próprio dia e, como nos eventos anteriores, irão existir ainda algumas surpresas para o final do evento, que prometem «maravilhar as participantes».
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=542142
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Mulheres gastam 25,2 horas semanais, em média, com afazeres domésticos
A população com 12 anos ou mais de estudo praticamente dobrou entre 1995 e 2005, e a freqüência ao ensino superior quase triplicou. Esse aumento ocorreu particularmente na população feminina, que atualmente é maioria nas universidades, bem como representa 56,1% da população com 12 anos ou mais de estudo.
Enquanto a população ocupada masculina com 12 anos ou mais de estudo estava distribuída na indústria (15,8%), no comércio e reparação (15,6%), em educação, saúde e serviços sociais (16,8%) e em outras atividades (22,3%), no caso das mulheres com esse nível de escolaridade, 44,9% estão no grupamento de educação, saúde e serviços sociais. Em resumo, as mulheres estão predominantemente no setor de serviços, em áreas que poderiam ser consideradas extensões das atribuições familiares e domésticas.
É importante destacar que, entre 2004 e 2005, houve um ligeiro aumento de 0,4 ponto percentual na proporção de mulheres na categoria de dirigentes em geral. Os maiores percentuais de mulheres nessa categoria estavam em Brasília (8,0%) e na região metropolitana de Curitiba (7,8%).http://www.blogger.com/img/blank.gif
Mesmo com a maior participação das mulheres no mercado de trabalho e as mudanças nos padrões familiares brasileiros, a responsabilidade no cuidado dos afazeres domésticos ainda era predominantemente feminina em 2005. Entre as mulheres ocupadas 92% declararam cuidar de afazeres domésticos. De 1995 a 2005, foi observado um tímido aumento da participação dos homens no cuidado de afazeres domésticos (cerca de 2 pontos percentuais na população de 10 anos ou mais de idade) e uma variação um pouco menor entre a população ocupada (0,8 p.p.). A análise desses indicadores mostra que ainda está longe uma divisão igualitária de tarefas entre homens e mulheres no ambiente doméstico: em média as mulheres gastavam 25,2 horas semanais nessas atividades contra 9,8 horas dos homens.
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=774
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Aumenta número de famílias chefiadas por mulheres com cônjuge
Nos últimos dez anos, a chefia feminina na família aumentou cerca de 35%, de 22,9%, em 1995, para 30,6% em 2005. O crescimento foi maior em Santa Catarina (64,1%) e Mato Grosso (58,8%). A chefia feminina é mais expressiva entre as idosas1 (27,5%), reflexo da maior expectativa de vida das mulheres e da maior presença delas em domicílios unipessoais (com um só morador).
Em relação a 1995, cresceu também a proporção de famílias chefiadas por mulheres que tinham cônjuge. No ano passado, do total das famílias com parentesco, em 28,3% a chefia era feminina. Em 18,5% desse universo, as mulheres eram chefes, apesar da presença do cônjuge. Em 1995, essa proporção era de 3,5%. O indicador aponta não somente para mudanças culturais e de papéis no âmbito da família, como reflete a idéia de chefia "compartilhada", isto é, uma maior responsabilidade do casal com a família.
A proporção de mulheres na chefia das famílias com parentesco nas áreas metropolitanas era maior do que a média nacional (28,3%), variando de 31,0% na Grande Porto Alegre a 42,0% na Grande Salvador. Nas regiões metropolitanas, onde o acesso à informação e ao mercado de trabalho é mais fácil, as mulheres têm mais condições de assumir a chefia familiar.
A chefia feminina, porém, ainda é fortemente representada nas famílias onde não há cônjuge, principalmente no tipo de arranjo familiar onde todos os filhos têm 14 anos ou mais de idade. Neste caso, é possível encontrar mães solteiras ou separadas com filhos já criados ou até mesmo viúvas, cujos filhos permanecem em casa por opção ou necessidade. De 1995 a 2005, a percentagem de famílias chefiadas por mulheres com filhos e sem cônjuge passou de 17,4% para 20,1% no Nordeste, e no Sudeste, de 15,9% para 18,3%.
Em parte pelo reflexo da maior presença das mulheres no mercado de trabalho e da conseqüente redução da fecundidade, o tamanho médio das famílias diminuiu, entre 1995 e 2005, de 3,9 para 3,4 componentes no Nordeste e de 3,4 para 3,1 no Sudeste. Ainda se observa, porém, em todas as regiões metropolitanas, que as famílias maiores tinham menor rendimento per capita, enquanto os maiores rendimentos foram característicos das famílias menores.
Entre 1995 e 2005, por exemplo, a proporção, entre os arranjos familiares, dos casais com filhos e parentes caiu, no Nordeste, de 6,8% para 5,0%. No Sudeste, esse percentual passou de 4,8% para 3,7%. Reduziu-se também o percentual de casal com filhos, de 57,6% para 49,8% no país; de 57,7% para 51,3% no Nordeste e de 56,6% para 48,5% no Sudeste.
Um aspecto positivo para as famílias brasileiras nos últimos dez anos foi a redução das que vivem com um rendimento per capita de até ½ salário mínimo. Nas famílias chefiadas por homens, essa redução foi de 3,5 pontos percentuais, enquanto que nas famílias chefiadas por mulheres a redução foi um pouco maior, 3,8 p.p.
No Nordeste, essa queda foi de 3,5 pontos percentuais (48,4% para 44,9%), mas o contingente ainda era expressivo. Em contrapartida, no Sudeste, em 2005, apenas 15,8% das famílias estavam nesse patamar de rendimento per capita. Tocantins teve a maior redução nesse indicador: a proporção de famílias com chefia masculina e rendimento familiar per capita de até ½ salário mínimo passou de 54,9%, em 1995, para 37,5%, em 2005; na chefia feminina, a queda foi de 56,8% para 40,8%.
O rendimento médio familiar per capita dos 40% mais pobres era de ½ salário mínimo, enquanto o dos 10% mais ricos ficava em 9,44 salários mínimos, ou seja, 19 http://www.blogger.com/img/blank.gifvezes superior. A situação, porém, era pior em 1995, quando essa relação era de 23,3.
O índice de Gini2 do rendimento familiar caiu de 0,559, em 2004, para 0,552, em 2005. O Distrito Federal (0,592) e os estados do Piauí (0,589), Rio Grande do Norte (0,585) e Paraíba (0,569) tiveram os valores mais elevados. O mais baixo foi do Amazonas (0,459).
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=774
sábado, 13 de agosto de 2011
Mulheres comemoram os cinco anos da Lei Maria da Penha
Em comemoração aos cinco anos de vigência da Lei nº 11.340, mais conhecida como Lei Maria da Penha, a Secretaria Extraordinária de Políticas para Mulheres realizou uma audiência pública na Assembleia Legislativa na tarde desta quinta, 11. Representando o prefeito Edvaldo Nogueira, a secretária municipal de Governo, Tânia Soares, participou do evento que contou com a presença de diversas autoridades jurídicas e representantes da sociedade civil e movimentos comunitários da capital sergipana.
Para a secretária Tânia Soares, a Lei Maria da Penha é uma grande conquista para o público feminino e também o reconhecimento da sociedade e poder público da importância da criminalização da violência doméstica. São cinco anos de muita conquista, mas também temos o conhecimento de que precisamos cada vez mais avançar para a proteção das vítimas e a penalidade aos agressores. Esse evento é um marco que nos leva a refletir a tratar esse assunto de forma radical, não só como um caso de polícia, mas sim de saúde e segurança pública, destacou.
A secretária municipal de Governo ainda lembrou que a Lei Maria da Penha possibilitou às mulheres perder o medo de denunciar o agressor. As estatísticas demonstram o alto número de mulheres vítimas da violência doméstica. Isso mostra o quanto as mulheres perderam o medo de denunciar. Elas se sentiram mais seguras, estão mais confiantes com a Lei , disse Tânia.
Ao agradecer a presença de todos, a secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Maria Teles, destacou a importância da data e ressaltou a necessidade de novas conquistas. Não poderíamos deixar de fazer esse registro dos cinco anos de aplicabilidade da Lei Maria da Penha, com a qual alcançamos muitas conquistas. Temos sim muito o que comemorar, mas isso não significa que não tenhamos que ficar atentos aos novos desafios. É preciso avançarmos cada vez mais, disse Maria Teles.
Desafio
Numa retrospectiva do papel da mulher na sociedade, a promotora de Justiça e membro do Instituto Brasileiro do Direito da Família, Adélia Pessoa, deu início ao debate abordando o tema ‘Avanços e desafios da Lei Maria da Penha´. A violência doméstica é um problema de grandes dimensões. A Lei Maria da Penha não é só um problema de justiça criminal. É um problema de saúde e segurança pública, é um problema nosso. Nela estão descritas as diversas forma de violência que vão, desde o homicídio, à agressão psicológica, afirmou.
Segundo a promotora, além das medidas de proteção, é necessário que sejam implementadas medidas integradas. Integração operacional do Judiciário, do Ministério Público, Assistência Social, Saúde e Educação; a implantação de atendimento policial especializado para as mulheres; constante capacitação de profissionais; construção do centro de reeducação do agressor e, especialmente a criação do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Sergipe é o único Estado a não ter um juizado especializado, disse Adélia Pessoa.
Presenças
Participaram da audiência pública na Assembléia, a primeira dama e secretária estadual de Inclusão Social, Eliane Aquino; o promotor de Justiça Criminal, José Elias Pinho de Oliveira; a defensora pública do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher, Elvira Lorenza Quranta Leite; a enfermeira e coordenadora de Saúde da Mulher do município de Aracaju, Ana Carolina Miranda; a vereadora Rosangela Santana; o secretário da Casa Civil, Jorge Alberto; a professora doutora da UFS, especialista em Igualdade de Gênero, Maria Helena Cruz; e a delegada de Polícia da Delegacia Especialista de Atendimento à Mulher, Érika Farias Fonseca Magalhães.
http://www.faxaju.com.br/viz_conteudo.asp?id=121626
terça-feira, 5 de julho de 2011
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Antonio Banderas: ''As brasileiras são sensuais e bonitas''
Enquanto via exposição de fotos de Martin Ogolter, ator falou sobre mulheres e o interesse em comprar imóvel no Rio
Antonio Banderas prestigiou na noite desta quinta-feira (26) a exposição do fotógrafo austríaco Martin Ogolter, que aconteceu em na Pequena Galeria 13, em Copacabana, no Rio de Janeiro.
Atrasado para um jantar, o ator falou rapidamente sobre sua passagem no Brasil, dizendo que gostou de tudo por aqui. Sobre as mulheres brasileiras, ele foi só elogios. "Elas são muito simpáticas, sensuais e bonitas. Pretendo voltar para cá o quanto antes com a minha família", disse.
Durante o evento, Martin contou que Antonio Banderas demonstrou interesse em comprar um apartamento no Rio de Janeiro. "Ele está apaixonado pelo Rio. Perguntou onde é bom comprar apartamento, quanto custa e se interessou muito sobre isso. Ficou encantado com o Santa Teresa. Ele é apaixonado pelo Rio e é um amor de pessoa", afirmou.
O fotógrafo austríaco também comentou sobre o interesse do ator espanhol pela fotografia. "Falamos de música, temos gostos e interesses iguais. Ele perguntou muito sobre fotografia, ele coleciona fotos e gosta de tirar."
Fonte: Ana Paula Bazolli/QUEM Online
sexta-feira, 25 de março de 2011
Mamografia Digital.
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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Em busca do equilíbrio
Cada vez mais procuradas nas academias, as artes marciais exercitam corpo e mente e garantem boa forma e bem-estar.
Por Amanda Jacomelli
Embora muitos ainda considerem a arte marcial como uma atividade agressiva e tipicamente masculina, esse tipo de esporte mostra-se, cada vez mais um exercício completo, capaz de equilibrar corpo e mente e proporcionar convívio social. E as mulheres, ainda minoria entre o público, ganham cada vez mais espaço nos tatames, em busca de defesa pessoal e boa forma.
"Hoje, nós mulheres não queremos mais ser o sexo frágil. Eu sou japonesinha, baixinha e procurei a arte marcial para acabar com esse ar de indefesa", conta Michelle Mayumi Segawa, de 26 anos. Depois que começou a praticar Hapkido, há dois anos, a jovem conta que, além de perder peso, ganhou autoconfiança. "Eu sempre fui muito insegura em várias coisas e senti que minha autoconfiança melhorou muito. Também emagreci e fiz muitas amizades. Para mim, arte marcial é algo que vicia, que você começa a fazer e não consegue parar nunca mais", diz.
Muito mais do que luta, golpes, tombos, socos e pontapés, a arte marcial traz em sua essência ensinamentos milenares da cultura oriental; como respeito ao próximo e a si mesmo, humildade, perseverança, lealdade, disciplina, autoconfiança e autoconhecimento. "Cada aluna vem com um histórico de vida diferente e tentamos desenvolver em cada uma aquilo que mais precisa durante os treinos. As pessoas tendem a desenvolver diversas características praticando a arte marcial, pois ela ajuda a entender seu corpo e seus sentimentos ao enfrentar desafios", explica Flávio Augusto de Oliveira, mestre em Hapkido (4º Dan), Campeão Mundial de Hapkido 2008 , Bicampeão Internacional de Artes Marciais 2004 e 2006, Pentacampeão Brasileiro 1997 a 2001 e Tetracampeão Paulista 1997 a 2000 na modalidade.
Segundo Flávio, a filosofia da arte marcial é ensinada no tatame, levada para o dia a dia dos competidores e passado para os amigos, familiares e colegas de trabalho. Já os resultados podem ser sentidos no físico, na mente e nas relações interpessoais. "As artes marciais nos colocam em situações nas quais lidamos com nossas frustrações e limitações, nos fazendo aprender a lutar sempre e vencer quando possível, a entrar em contato com outras pessoas, lidar com elas e, consequentemente, evoluir a cada momento", destaca. Uma ótima opção para quem busca equilíbrio, a luta é também uma excelente aliada para quem quer perder peso ou manter a forma: cada aula queima, em média, de 800 a mil calorias. "A arte marcial desenvolve o corpo todo, trabalhando força, flexibililidade, condicionamento aeróbio e anaeróbio, agilidade e resistência", completa o mestre.
Por onde começar Hapkidô, Jiu-Jitsu, Karatê, Muay Tay, Taekwondo... São muitas as opções para quem pretende incluir a arte marcial na sua agenda de atividades. Mas qual modalidade escolher? Primeiramente, pesquise sobre as artes marciais para conhecer as técnicas, o aquecimento, os objetivos e a filosofia. Depois, a dica é visitar as academias, assistir a algumas aulas e fazer um treino experimental. "Não acredite em professores que oferecem resultados fáceis e faixas rapidamente. A filosofia marcial não se baseia em chegar à faixa preta. Praticar artes marciais é algo para ser entendido como uma extensão do dia a dia. Não há fim no processo de treinamento porque o aprendizado é constante, independente da idade", ressalta Flávio.
Cuidados com a alimentação Para resultados mais rápidos e duradouros, o esporte deve ser aliado a uma alimentação saudável e balanceada. Alimentos ricos em gorduras saturadas, colesterol e açúcar devem ser evitados. Na hora do treino, não esqueça de hidratar o corpo com água ou sucos naturais ou à base de soja. "A soja traz benefícios para quem pratica esportes porque ajuda no aumento da massa magra e no combate aos radicais livres", explica.
Confira alguns benefícios das artes marciais: * Aprimoramento físico: força, resistência, tônus muscular, flexibilidade, postura, coordenação motora e desenvolvimento da capacidade cardiovascular e respiratória. * Aprimoramento psicológico: auto-confiança, auto-conhecimento, concentração e prontidão. * Aprimoramento social: sociabilidade, respeito, disciplina, humildade, lealdade, amizade e perseverança.
Fonte: Guia da semana
terça-feira, 9 de novembro de 2010
De volta à sapatilha
Por Marjorie Ribeiro
Cresce a procura pelo balé entre mulheres de 25 e 60 anos, que decidem superar a frustração de ter parado ou que começam do zero.
Karina Candido arriscou os primeiros pliês e demi-pliês com apenas três anos de idade. A dança fez parte de toda sua infância e adolescência, mas quando as obrigações da vida adulta surgiram, ela teve que deixar a atividade de lado. "Não tinha como levar tudo, o balé clássico exige disciplina e uma periodicidade certinha", explica. Mas depois de dois anos parada, a jornalista de 26 anos resolveu encarar as sapatilhas novamente.
Recém-casada e com pouco tempo disponível, o treino de 16 horas semanais foi reduzido a uma hora e meia. O retorno é difícil, "você fica enferrujada, perde o condicionamento físico e a elasticidade, parece que a idade começa a pesar", mas a paixão pela dança foi maior. Hoje em dia, toda quarta-feira ela ensaia as seqüências de ponta no Clube Atlético Aramaçan, em Santo André.
Assim como Karina, muitas mulheres optam por voltar ao collant, saia e meia-calça, depois de adultas. Com o aumento da procura na faixa etária de 25 a 40 anos, muitas escolas passaram a dedicar turmas especiais para esse público. É o caso da tradicional Espaço Movimento, no bairro de Pinheiro, em São Paulo.
A bailarina e proprietária do local, Rosanna Giuzio, conta que a maioria das alunas treinaram durante a infância, mas há também muitas que começam do zero e que escolhem a dança, principalmente, por não gostarem do ritmo da academia. As aulas são direcionadas a um aprendizado mais rápido, já que as adultas não têm o mesmo tempo de dedicação disponível das crianças. "Quando se começa depois dos 18, 19 anos sua estrutura física não permite mais ser um profissional, mas dança pelo prazer mesmo", explica.
Sem restrições
Não é necessário ser magra, ter o biótipo das bailarinas, alto condicionamento físico ou flexibilidade. O balé clássico pode sim ser praticado por qualquer pessoa, independente da idade. Prova disso são as turmas voltadas exclusivamente a idoso, que na maioria das vezes, colocam a sapatilha pela primeira vez.
"Mesmo com a idade avançada, elas conseguem desenvolver muito bem os passos e tem uma ótima expressão corporal, trazida pela rica experiência de vida. O resultado é impressionante!", afirma Ângela Delfino, professora de balé clássico para mulheres acima de 60 anos, na Espaço Movimento.
Com aulas particulares, o método de ensino também é diferenciado. Não há saltos, o treino de alongamento é mais leve e o foco é corrigir a postura e outros vícios corporais. Segundo Ângela, as alunas costumam apresentar grande melhoria não só no correto posicionamento da coluna, mas também na respiração e diminuição de dores, que normalmente começam a aparecer nessa idade.
Saúde para corpo e mente
Para as mais jovens, a lista de benefícios para a saúde e bem-estar é ainda maior: postura, alongamento, flexibilidade, condicionamento físico, resistência abdominal, aumento da capacidade cardio-respiratória, força, equilíbrio, concentração, relaxamento e alívio do estresse.
Mesmo com tantas vantagens, muitas mulheres ainda têm receio de voltar, por acreditar que já passaram da idade. "Mas a maior dificuldade é a que elas embutem nelas mesmas, de só olhar os passos e achar que não conseguem", ressalta Rosanna.
Karina concorda. "Você fica abatida porque a perna não sobe mais, que a abertura não é mais a mesma, mas não pode se limitar a isso. Se você gosta mesmo, tem que batalhar e voltar, porque é muito prazeroso". No fim do ano, ela relembra os velhos tempos e volta às apresentações, mostrando que quem um dia ficou na ponta do pé para sempre poderá ficar.
http://www.guiadasemana.com.br/Rio_de_Janeiro/Mulher/Noticia/De_volta_a_sapatilha.aspx?ID=68311


