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domingo, 12 de outubro de 2014

Prêmio Nobel da PAZ


Prêmio Nobel da Paz 

é para "todas as crianças sem voz"


Malala Yousufzai estava numa aula de Química quando soube que tinha sido distinguida com o Prêmio Nobel da Paz. Sentiu-se honrada por receber uma distinção que diz não merecer. Decidiu assistir a todas as aulas que tinha esta sexta-feira e só depois deixou o liceu Edgbaston, em Inglaterra. Na reação ao prêmio mostrou firmeza nos seus objetivos e prometeu que a sua luta pelo direito das crianças à educação não irá esmorecer.
“Sinto-me honrada por ter sido escolhida como Prêmio Nobel da Paz. Sinto-me honrada com este precioso prêmio. E estou orgulhosa por ser a primeira paquistanesa e a primeira jovem a conseguir este prêmio. É uma grande honra para mim”, começou por dizer a jovem de 17 anos numa conferência de imprensa em Birmingham, onde vive com a família desde que deixou o Paquistão.
Malala sublinhou que este prêmio é “para todas as crianças sem voz”, “para lhes dar coragem”.
A paquistanesa, que queria ser médica e agora quer ser uma “boa política”, voltou a mostrar a sua faceta de oradora eloquente e desembaraçada quando lembrou que o prêmio não era só seu mas também do indiano Kailash Satyarthi. "Estou muito contente por partilhar este prémio com uma pessoa da Índia. Com alguém com um grande caminho pelos direitos das crianças e contra a escravatura infantil. Inspira-me. Estou muito contente por haver tantas pessoas que caminham pelos direitos das crianças e que não estou sozinha”.
A ativista aproveitou o facto de ser paquistanesa e Satyarthi indiano para falar da tensão que ainda ensombra os dois países. “Um acredita no hinduísmo e outro acredita fortemente no islão. Isso envia uma mensagem às pessoas, uma mensagem de amor entre o Paquistão e a Índia e entre as diferentes religiões. Não interessa a cor da pele, a língua que falamos, a religião em que que acreditamos, devemos considerar-nos todos seres humanos e devemos respeitar-nos e lutar pelos direitos das crianças, das mulheres e de todos os seres humanos”.
A jovem disse ter-se comprometido com Satyarthi, com quem falou ao telefone, a apelarem aos respectivos primeiros-ministros Narendra Modi, da Índia, e Nawaz Sharif, do Paquistão, para que estejam presentes na cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz, em Oslo, a 10 de Dezembro. Malala e Satyarthi pretendem “caminhar juntos para que todas as crianças tenham educação”. “Vamos tentar estabelecer ligações fortes entre o Paquistão e a Índia”.
Num agradecimento à família, Malala falou do pai e da importância de a ter deixado “voar” para atingir os seus objetivos.
O Prêmio Nobel que acaba de receber é tido como um encorajamento para continuar a sua campanha em defesa do direito das crianças à educação e da igualdade entre homens e mulheres. “Às vezes é muito difícil expressar os nossos sentimentos, mas senti-me muito honrada, mais poderosa e corajosa. Este prêmio é mais que um pedaço de metal, é um encorajamento para continuar, para acreditar em mim, e saber que há mais pessoas que me apoiam nesta campanha”.
Antes de dar por terminado o encontro com os jornalistas, Malala dirigiu-se em urdu aos paquistaneses que hoje celebram a distinção da jovem.

FONTE:
 http://www.publico.pt/mundo/noticia/premio-nobel-da-paz-e-para-todas-as-criancas-sem-voz-1672535

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Maria Gaetana Agnesi

Publicado em 25/11/2013 - Felipe de Souza


Maria Gaetana Agnesi (Milão, 16 de maio de 1718 - Milão, 9 de janeiro de 1799) foi uma linguista, filósofa e matemática italiana. Agnesi é reconhecida como tendo escrito o primeiro livro que tratou, simultaneamente, do cálculo diferencial e integral. Escreveu em latim a obra "Propositiones philosophicae" (Proposições Filosóficas), publicada em Milão em 1738; mas o que a tornou notável foi o seu compêndio profundo e claro de análise algébrica e infinitesimal na obra "Instituzioni Analitiche" (Instituições Analíticas), traduzida para o inglês e para o francês.

O livro foi além dos tópicos sobre filosofia e abordou mecânica celestial e teoria da gravidade de Newton. Durante uma década, Agnesi escreveu uma obra de dois volumes; o primeiro deles, com mais de mil páginas tratava de aritmética, álgebra, trigonometria, geometria analítica e cálculo. O segundo abrangia equações diferenciais. Foi a primeira obra que uniu as ideias de Isaac Newton e de Gottfried Leibniz 1. É dela também a autoria da chamada "curva de Agnesi". Faleceu numa instituição para idosos, em Milão, chamada Pio Albergo Trivulzio.

Primeiros anos
Seu pai, Pietro, foi um rico homem de negócios e professor de matemática na Universidade de Bolonha que elevou sua família para a nobreza de Milão.

Tendo nascido em Milão, Maria foi considerada uma menina prodígio muito cedo, falava francês e italiano aos cinco anos de idade. Aos 13 anos de idade já havia adquirido fluência no grego, hebraico, espanhol, alemão e latim, sendo considerada uma verdadeira poliglota. Sempre educou seus irmãos mais novos. Quando tinha nove anos de idade compôs um discurso em latim para um encontro acadêmico. O tema era o direito das mulheres de receber educação.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Gaetana_Agnesi

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Camille Claudel



Camille era filha de Louis Prosper,um hipotecário, e Louise Athanaïse Cécile Cerveaux. Camille passou toda sua infância em Villeneuve-sur-Fère, morando em um presbitério que seu avô materno, doutor Athanaïse Cerveaux, havia adquirido. Foi primeira filha do casal, sendo quatro anos mais velha que Paul Claudel. Ela impõe a seu irmão, assim como a sua irmã caçula Louise, sua forte personalidade. Ela comandava os dois desde pequena. Segundo Paul, seu irmão, ela declarou desde cedo seu desejo de ser escultora. Camille também tinha certas premonições e previu também que seu irmão se tornaria escritor e sua irmã Louise seria musicista.

Seu pai, maravilhado com seu estupendo e precoce talento que, ainda na infância, produziu esculturas de ossos e esqueletos com impressionante verossimilhança, oferta-lhe todos os meios de desenvolver suas potencialidades, a colocando em escolas e cursos de primeira linha. Sua mãe, por outro lado, não vê com bons olhos, colocando-se sempre contra todo aquele empreendimento, reagindo muitas vezes violentamente no sentido de reprovar a filha que traz incômodos e custos excessivos para a manutenção de seu "capricho". O sonho de Camille é ser uma escultora de sucesso e vê essa vontade ameaçada pela mãe, que acha que ocorreem muitos gastos com a educação da menina.

Em 1881, já com 17 anos, sai de casa para ir em busca de seu grande sonho. Parte para Paris e ingressa na Academia Colarossi, uma escola que forma artistas escultores. Ela teve por mestre primeiramente Alfred Boucher e depois Auguste Rodin. É desta época que datam suas primeiras obras que nos são conhecidas: A Velha Helena (La Vieille Hélène — coleção particular) ou Paul aos treze anos (Paul à treize ans — Châteauroux).

O tempo passa, e seu professor Rodin, impressionado pela solidez e tamanha beleza de seu trabalho, admite-a como aprendiz de seu ateliê na rua da Universidade em 1885 e é nesse momento que ela colaborará na execução das Portas do Inferno (Les Portes de l'Enfer) e do monumento Os Burgueses de Calais (Les Bourgeois de Calais).

Tendo deixado sua família pelo amor a escultura, ela trabalha vários anos a serviço de seu mestre, por quem é secretamente apaixonada, e ela mantem-se à custa de sua própria criação, pois ela ganha salário como aprendiz. Por vezes, a obra de um e de outro são tão próximas que não se sabe qual obra de seu professor ou da aluna. Às vezes se confunde em quem inspirou um ou copiou o outro, pois Camille faz tão bem seu trabalho que parece que há anos ela trabalha com arte. Suas esculturas e as de Rodin são muito idênticas, fato que aproxima os dois.

O tempo passa e Camille e Rodin se envolvem, e têm um caso ardente de amor. Porém Camille Claudel enfrenta muito rapidamente duas grandes dificuldades: De um lado, Rodin não consegue decidir-se em deixar Rose Beuret, sua namorada desde os primeiros anos difíceis, e de outro lado, alguns afirmam que suas obras seriam executadas por seu próprio mestre, ou seja, acusam Camille de ter copiado todos os trabalhos de seu professor em vez dela mesma fazer. Muito triste e depressiva pelas acusações e por Rodin ainda ter outra mulher, Camille tentará se distanciar de Rodin e a fazer suas obras de arte sozinha. Percebe-se muito claramente essa tentativa de autonomia em sua obra (1880-94), tanto na escolha dos temas como no tratamento: A Valsa [1](La Valse — Museu Rodin) ou A Pequena Castelã [2] (La Petite Châtelaine, Museu Rodin). Esse distanciamento segue até o rompimento definitivo em 1898. A ruptura é marcada e contada pela famosa obra de título preciso: A Idade Madura [3] (L’Age Mûr – Museu d'Orsay).

Ferida e desorientada, ainda mais por descobrir que seu romance com Rodin não passou de uma aventura para ele e que ele prefeiu a namorada, Camille Claudel passa a nutrir por Rodin um estranho amor-ódio que a levará à paranóia e a loucura. Ela instala-se então no número 19 do hotel Quai Bourbon e continua sua busca artística em grande solidão, pois ama loucamente Rodin, mas ao mesmo tempo o odeia por ele tê-la abandonado. Ela se entregou a esse homem de corpo e alma e em troca só teve ingratidão e abandono. Apesar do apoio de críticos como Octave Mirbeau, Mathias Morhardt, Louis Vauxcelles e do fundidor Eugène Blot, seus amigos, ela não consegue superar a dor da saudade. Eugène Blot organiza duas grandes exposições, esperando o reconhecimento e assim um benefício sentimental e financeiro para Camille Claudel, pois ele quer ajudar a amiga em dificuldade. Suas exposições têm grande sucesso de crítica, mas Camille já está doente demais para se reconfortar com os elogios. Ela passa a ficar estranha e obsessiva, querendo a morte de Rodin. Ela passa a se lembrar de seu passado, a mãe a impedindo de ser uma artista e lembranças ruins da infância passam a sufocá-la cada vez mais.

Depois de 1905, os períodos paranóicos de Camille multiplicam-se e acentuam-se. Ela crê em seus delírios. Entre seus sonhos doentes, ela acredita que Rodin roubará suas obras de arte para moldá-las e expô-las como suas, ou seja, ela acha que Rodin roubará as esculturas e falará que foi ele quem fez. Ela passa a achar que o inspetor do Ministério das Belas-Artes está em conluio com Rodin, e que desconhecidos querem entrar em sua casa para lhe furtar suas obras de arte. Nessa fase ela passa a falar sozinha e já adquiriu a esquizofrenia. Também chora muito, e passa a ter ideias de suicídio. Camille cria histórias imaginárias que ela passa a achar que são puramente verdade. Nessa terrível época que suas crises de loucura aumentam, vive um grande abatimento físico e psicológico, não se alimentando mais e desconfiando de todas as pessoas, achando que todos a matarão. Ela se isola e como mora sozinha no hotel, ninguém sabe de sua condição, pois ela rompe a amizade com os amigos e passa a querer ficar e viver sozinha em seu quarto. Ela se mantém vendendo as poucas obras que ainda lhe restam.

Seu pai, seu porto-seguro, a única pessoa que a mais entendeu na sua vida, morre em 3 de março de 1913, o que piora por completo sua depressão e a faz sair da realidade mais ainda. Ela entra em uma crise violenta, quebrando tudo e gritando, e em 10 de março, ela é internada no manicômio de Ville-Evrard. A eclosão da Primeira Guerra Mundial levou-a a ser transferida para Villeneuve-lès-Avignon onde morre, após trinta anos de internação e desespero, passando todo esse tempo amarrada e sedada. Morreu em 19 de outubro de 1943, aos 79 anos incompletos.

Talento
A força e a grandiosidade de seu talento estavam na verdade em um lugar muito incômodo: entre a figura legendária de Rodin e a de seu irmão que se tornou um dos maiores expoentes da literatura de sua geração. E não é difícil ler que as questões de gênero permeiam esse lugar menor dedicado a Camille.

Seu gênio sufocado por dois gigantes, sua vida sufocada por um abandono, suas forças e sua lucidez esgotadas por uma relação umbilical com seu mestre e amante. Uma relação da qual não conseguiu desvencilhar-se, consumindo sua vitalidade na vã tentativa de desembaraçar-se desse destino perverso. Camille Claudel, sua forte personalidade, sua intransigência, seu gênio criativo que ultrapassou a compreensão de sua época, como afirma o personagem de Eugène Blot no filme, permanecerá ainda e sempre um Sumo Mistério. Ela tinha uma inteligência e um talento fora do comum e poucas pessoas da época entendiam seu grande dom para ser uma verdadeirta artista.

Bibliografia
DELBÉE, Anne, Camille Claudel: uma mulher, São Paulo: Martins Fontes, 1988. WAHBA, Liliana Liviano, Camille Claudel: criação e loucura, Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2002. ROCHA, Ana Maria Martins Lino, Escolha da paixão: uma análise do romance entre Camille Claudel e Auguste Rodin à luz da psicanálise, São Paulo: Vetor, 2001. Referências Traduzido e ampliado da Biografia de Camille Claudel do site da Association Camille Claudel. Filmes
O filme Camille Claudel (França, 1988 - California Filmes) relata a vida da escultora. Conta com a direção de Bruno Nuytten e a participação de Isabelle Adjani como Camille e Gérard Depardieu como Rodin.

Em Camille Claudel, 1915 (2013), dirigido por Bruno Dumont, Juliette Binoche interpreta Camille em 1915, já internada.

californiafilmes - Publicado em 21/06/2013


Inverno, 1915. A vida reclusa da escultora Camille Claudel (Juliette Binoche). Internada pela família num manicômio no sul da França, ela aguarda a visita do irmão, Paul (Jean-Luc Vincent).

Direção: Bruno Dumont
Elenco: Juliette Binoche, Jean-Luc Vincent, Emmanuel Kauffman
Gênero: Drama
País: França
Ano: 2013
Duração: aprox. 96 min


mantarrayafilms - Publicado em 25/09/2013


Cultura Popular
Camille Claudel serviu de inspiração para o personagem Kamille Bidan protagonista do anime de ficção-científica Mobile Suite ZGundam.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Um grande homem

Peço licença aos seguidores deste blog 
para homenagear um grande homem.




Paulo Goulart, nome artístico de Paulo Afonso Miessa foi um ator brasileiro.





(Freud)



sábado, 2 de novembro de 2013

Documentário de Marie Curie

Publicado em 08/09/2012




SINOPSE
Marie é uma jovem polonesa que, em 1891, muda-se para Paris onde tem a oportunidade de estudar magnetismo com o Prof. Jean Perot. Este consegue que ela divida um laboratório de pesquisas com o químico Pierre Curie. Trabalhando juntos, eles terminam se apaixonando e se casando.

Estimulada pela descoberta dos raios X, feita por Roentgen, e das radiações de urânio por Becquerel, Marie Curie inicia trabalhos de pesquisa que a levariam a identificar três emissões radiativas. Em seguida, apoiando-se na descoberta do efeito piezoelétrico feita por seu marido, cria um método para medir a intensidade das emissões radiativas de diversos materiais.

Trabalhando com diferentes compostos de urânio, consegue também demonstrar que as emissões eram diretamente proporcionais à quantidade de urânio neles presente. Em 1898, consegue também demonstrar a radiatividade do Tório. No mesmo ano, já auxiliada pelo marido, isola, em meio a amostras de minério de urânio, diminutas quantidades de um novo elemento, ao qual deu o nome de polônio. Em dezembro, identificara outro elemento, e quantidades menores ainda: o rádio.

Para obterem maiores quantidades desses novos elementos, os Curie vão buscar sobras de minérios na região da Boêmia. Para isso, investem suas próprias economias. Em 1902, conseguem obter 0.1g de rádio. Mais tarde, purificando oito toneladas de um minério chamado pechblenda, obtêm mais 1g de um sal de rádio.

Em 1903, dividem com Becquerel o prêmio Nobel de Física. Após a morte do marido, em 1906, Marie assume seu cargo de professor na Universidade de Sorbonne, tornando-se a primeira mulher a ali lecionar. Em 1911, ela recebe também o Prêmio Nobel de Química.

No final da vida, dedica-se a supervisionar o Instituto do Rádio, organização para estudos e trabalhos com radiatividade, sediado em Paris. Marie Curie vem a falecer em 1934, devido à leucemia adquirida pela excessiva exposição à radiatividade.

FICHA TÉCNICA
Pais: Estados Unidos
Gênero: Biográfico, Drama
Direção: Mervyn LeRoy
Roteiro: Paul Osborn, Paul H. Rameau
Produção: Sidney Franklin
Música Original: Herbert Stothart
Fotografia: Joseph Ruttenberg
Nota: 8.5
Ano: 1943
Duração: 123min

ELENCO
Greer Garson - Marie Curie
Walter Pidgeon - Pierre Curie
Henry Travers - Eugene Curie
Albert Bassermann - Prof. Jean Perot
Robert Walker - David Le Gros
C. Aubrey Smith - Lord Kelvin
Dame May Whitty - Sra. Eugene Curie
Victor Francen - Presidente da Universidade
Ray Collins - Conferencista
Van Johnson - Repórter
Gigi Perreau - Eve, aos 18 meses
Reginald Owen - Dr. Becquerel
Lumsden Hare - Prof. Roget
Alan Napier - Dr. Bladh
Miles Mander - Homem de Negócios
Margaret O'Brien - Irène Curie, aos 5 anos
Howard Freeman - Prof. Constant
Elsa Basserman - Madame Perot
Harold De Becker - Professor
Guy D'Ennery - Professor
Al Ferguson - Homem, no acidente
Lisa Golm - Lucille
Dorothy Raye - Enfermeira

Fonte: http://www.65anosdecinema.pro.br

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Marie Curie





 Foi uma cientista polonesa que exerceu a sua atividade profissional na França. Foi a primeira pessoa a ser laureada duas vezes com um Prêmio Nobel, de Física, em 1903 (dividido com seu marido, Pierre Curie, e Becquerel) pelas suas descobertas no campo da radioatividade (que naquela altura era ainda um fenômeno pouco conhecido) e com o Nobel de Química de 1911 pela descoberta dos elementos químicos rádio e polônio.

Maria Sklodowska nasceu na atual capital da Polônia, Varsóvia, em 7 de novembro de 1867, quando essa ainda fazia parte do Império Russo. Seu pai era professor numa escola secundária. Marie educou-se em pequenas escolas da região de Varsóvia, obtendo um nível básico de formação científica com seu pai.

Envolveu-se com uma organização estudantil que almejava transformar a ciência e, por isso, foi levada a fugir de Varsóvia - que então era dominada pela Rússia - para a Cracóvia, na época parte do Império da Áustria. Em 1881, com a ajuda da irmã, mudou-se para Paris, onde concluiu os seus estudos. Estudando na Sorbonne, obteve licenciatura em física e em matemática. Em 1894 conheceu Pierre Curie, professor na Faculdade de Física, com quem no ano seguinte se casou. Ele ajudou em seus estudos para descobrir elementos químicos como o radio, o polônio, e a radioatividade.


Em 1896, Henri Becquerel incentivou-a a estudar as radiações emitidas pelos sais de urânio, que por ele tinham sido descobertas. Juntamente com o seu marido, Maria começou, então, a estudar os materiais que produziam tais radiações, procurando novos elementos que, segundo a hipótese que os dois defendiam, deveriam existir em determinados minérios como a pechblenda (que tinha a curiosa característica de emitir ainda mais radiação que o urânio dela extraído). Efetivamente, em 1898 deduziram que haveria, com certeza, na pechblenda, algum componente liberando mais energia que o urânio; em 26 de Dezembro do mesmo ano, Maria Skłodowska Curie anunciou a descoberta dessa nova substância à Academia de Ciências de Paris.

Após vários anos de trabalho constante, através da concentração de várias classes de pechblenda, isolaram dois novos elementos químicos. O primeiro foi nomeado polônio, em referência a seu pais nativo, e o outro rádio, devido à sua intensa radiação, do qual conseguiram obter em 1902 0,1 g. Posteriormente partindo de oito toneladas de pechblenda, obtiveram mais 1 g de sal de rádio. Propositalmente, nunca patentearam o processo que desenvolveram. Os termos radioativo e radioatividade foram inventados pelo casal para caracterizar a energia liberada espontaneamente por este novo elemento químico.

Com Pierre Curie e Antoine Henri Becquerel, Marie recebeu o Nobel de Física de 1903, "em reconhecimento aos extraordinários resultados obtidos por suas investigações conjuntas sobre os fenômenos da radiação, descoberta por Henri Becquerel". Foi a primeira mulher a receber tal prêmio.
Marie Curie conseguiu que seu marido, Pierre Curie, se tornasse chefe do Laboratório de Física da Sorbonne. Doutorou-se em Ciências em 1903, e após a morte de Pierre Curie em 1906, em um acidente rodoviário, ela ocupou o seu lugar como professora de Física Geral na Faculdade de Ciências. Foi a primeira mulher a ocupar este cargo. Foi também nomeada Diretriz do Laboratório Curie do Instituto do Radium, da Universidade de Paris, fundado em 1914

Participou da 1ª à 7ª Conferência de Solvay.
Reconhecimento

Oito anos depois, recebeu o Nobel de Química de 1911, «em reconhecimento pelos seus serviços para o avanço da química, com o descobrimento dos elementos rádio e polônio, o isolamento do rádio e o estudo da natureza dos compostos deste elemento». Com uma atitude generosa, não patenteou o processo de isolamento do rádio, permitindo a investigação das propriedades deste elemento por toda a comunidade científica.

O Nobel da Química foi-lhe atribuído no mesmo ano em que a Academia de Ciências de Paris a rejeitou como sócia, após uma votação ganha por Eduard Branly com diferença de apenas um voto.

Foi a primeira pessoa a receber duas vezes o Prêmios Nobel. Linus Pauling repetiu o feito, ganhando o Nobel de Química, em 1954 e o Nobel da Paz em 1962 e tornou-se a única personalidade a ter recebido dois Prémios Nobel não compartilhados. Por outro lado, Marie Curie foi a única pessoa a receber duas vezes o Prémio Nobel, em áreas científicas.[4]

Em 1906, sucedeu ao seu marido na cadeira de Física Geral, na Sorbonne.

Depois da morte do seu marido, Marie teve um relacionamento amoroso com o físico Paul Langevin, que era casado, fato que resultando num escândalo jornalístico com referências xenófobas, devido à sua origem polaca.
foto de M. Currie (sentada, da direita para a esquerda, ao lado de H. Poincaré na 1ª Conferência de Solvay (1911) juntamente com outros participantes ilustres; A. Einstein, E. Rutherford.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Curie propôs o uso da radiografia móvel para o tratamento de soldados feridos. Em 1921 visitou os Estados Unidos, onde foi recebida triunfalmente. O motivo da viagem era arrecadar fundos para a pesquisa. Nos seus últimos anos foi assediada por muitos físicos e produtores de cosméticos, que faziam uso de material radioativo sem precauções. Visitou também o Brasil, atraída pela fama das águas radioativas de Lindoia.

Fundou o Instituto do Rádio, em Paris. Em 1922 tornou-se membro associado livre da Academia de Medicina.

Marie Curie morreu perto de Salanches, França, em 1934 de leucemia, devido, seguramente, à exposição maciça a radiações durante o seu trabalho. Sua filha mais velha, Irène Joliot-Curie, recebeu o Nobel de Química de 1935, ano seguinte à morte de Marie.

O seu livro "Radioactivité" (escrito ao longo de vários anos), publicado a título póstumo, é considerado um dos documentos fundadores dos estudos relacionados à Radioactividade clássica.

Em 1995 seus restos mortais foram transladados para o Panteão de Paris, tornando-se a primeira mulher a ser sepultada neste local.

Durante o período da hiperinflação nos anos 90, sua efígie foi impressa nas notas de banco de 20000 zloty da sua Polônia natal.

A sua filha, Éve Curie, escreveu a mais famosa das biografias da cientista, traduzida em vários idiomas. Em Portugal, é editada pela editora "Livros do Brasil". Esta obra deu origem em 1943 ao argumento do filme: "Madame Curie", realizado por Mervyn LeRoy e com Greer Garson no papel de Marie Curie.

Foram também feitos dois telefilmes sobre a sua vida: "Marie Curie: More Than Meets the Eye" (1997) e "Marie Curie - Une certaine jeune fille" (1965), além de uma minissérie francesa, "Marie Curie, une femme honorable" (1991).

O elemento 96 da tabela periódica, o Cúrio, símbolo Cm foi batizado em honra do Casal Curie.

No dia 7 de novembro de 2011 recebe homenagem na pagina inicial do motor de busca Google por seus 144 anos desde a data do nascimento através de um Doodle comemorativo que ainda se encontra disponível em seu histórico de Doodles.


Nasceu na atual capital da Polônia, em Varsóvia, a 7 de Novembro de 1867, altura em que a mesma fazia parte do Império Russo. Com o auxílio financeiro de sua irmã mudou-se já na juventude para Paris.
Licenciou-se em primeiro lugar em Ciências Matemáticas e Física, na Sorbonne. Foi a primeira mulher a lecionar neste prestigiado estabelecimento de ensino.

Casou-se em 1895 com Pierre Curie, professor de Física, tendo então adotado o nome de Marie Curie. Em 1896, Henri Becquerel incentivou-a a estudar as radiações, por ele descobertas, emitidas pelos sais de urânio. Juntamente com o seu marido, Marie começou, então, a estudar os materiais que produziam esta radiação, procurando novos elementos que, segundo a hipótese que os dois defendiam, deveriam existir em determinados minérios como a pechblenda (que tinha a curiosa característica de emitir mais radiação que o urânio que dela era extraído). Efetivamente, em 1898 deduziram essa explicação: haveria, com certeza, na pechblenda, algum componente que libertava mais energia que o urânio; em 26 de Dezembro desse ano, Marie Curie anunciava a descoberta dessa nova substância à Academia de Ciências de Paris.

Após vários anos de trabalho constante, através da concentração de várias classes de pechblenda, isolaram dois novos elementos químicos. O primeiro foi nomeado Polónio, em homenagem à sua terra Natal, e o outro Rádio, devido à sua intensa radiação, do qual conseguiram obter em 1902 0,1 g.

Biografia de Marie Curie - Foi a única pessoa a receber dois prémios Nobel em áreas científicas.

Posteriormente partindo de oito toneladas de pechblenda, obtiveram mais 1 g de sal de Rádio. Nunca patentearam o processo de obtenção desenvolvido. Os termos radioativo e radioatividade foram inventados pelo casal para caracterizar a energia liberada espontaneamente por este novo elemento químico.

Marie Curie (1867 - 1934)
Única pessoa a receber 2 prêmios Nobel em áreas científicas

Com Pierre Curie e Antoine Henri Becquerel, recebeu o Prémio Nobel da Física, em 1903 "em reconhecimento pelos extraordinários serviços obtidos em suas investigações conjuntas sobre os fenómenos da radiação, descoberta por Henri Becquerel". Foi a primeira mulher a receber tal prémio.

  • Oito anos depois recebeu o prémio Nobel da Química em 1911 «em reconhecimento pelos seus serviços para o avanço da química, pela descoberta dos elementos rádio e polónio, o isolamento do rádio e o estudo da natureza dos compostos deste elemento». Com uma atitude desinteressada, não patenteou o processo de isolamento do rádio, permitindo a investigação das propriedades deste elemento por toda a comunidade científica.

O prémio Nobel da Química foi-lhe atribuído no mesmo ano em que a Academia de Ciências de Paris a rejeitou para sócia, após uma votação ganha por Edouard Branly, tendo perdido a admissão apenas por um voto.
Foi a primeira pessoa a receber dois Prémios Nobel em campos diferentes. A única outra pessoa, até hoje, foi Linus Pauling.
No entanto, Marie Curie foi a única pessoa a receber dois prémios Nobel em áreas científicas.
  • Em 1906, sucedeu ao seu marido na cadeira de Física Geral, na Sorbonne.
  • Durante a Primeira Guerra Mundial, Curie propôs o uso da radiografia móvel para o tratamento de soldados feridos. Em 1921 visitou os Estados Unidos, onde foi recebida triunfalmente. O motivo da viagem era arrecadar fundos para a pesquisa. Nos seus últimos anos foi assediada por muitos físicos e produtores de cosméticos, que usavam material radioativo sem precauções.

Foi ainda a fundadora do Instituto do Rádio, em Paris, onde se formaram cientistas de importância reconhecida. Em 1922 tornou-se membro associado livre da Academia de Medicina.

Marie Curie morreu perto de Salanches, França, em 1934 de leucemia, devido, seguramente, à exposição maciça a radiações durante o seu trabalho. A sua filha mais velha, Irène Joliot-Curie, recebeu pela mãe o segundo Prémio Nobel da Química, em 1935, que lhe foi atribuído no ano seguinte à sua morte.

O seu livro "Radioactivité" (escrito ao longo de vários anos), publicado a título póstumo, é considerado um dos documentos fundadores dos estudos relacionados com a Radioactividade clássica.

Em 1995 seus restos mortais foram transladados para o Panteão de Paris, tornando-se a primeira mulher a ser sepultada neste local.

  • A sua filha, Éve Curie, escreveu a mais famosa das biografias da cientista, que foi amplamente traduzida em vários idiomas. Em Portugal, é editada pela editora "Livros do Brasil". Esta obra deu origem ao argumento de um filme de 1943: "Madame Curie", realizado por Mervyn LeRoy e com Greer Garson no papel de Marie.
  • Foram também feitos dois telefilmes sobre a sua vida: "Marie Curie: More Than Meets the Eye" (1997) e "Marie Curie - Une certaine jeune fille" (1965), além de uma mini-série francesa, "Marie Curie, une femme honorable" (1991).
  • O elemento 96 da tabela periódica, o Cúrio, símbolo Cm foi baptizado em honra do Casal Curie.

domingo, 23 de junho de 2013

SABER VIVER

(Cora Coralina) 

Não sei… Se a vida é curta 
Ou longa demais pra nós, 
Mas sei que nada do que vivemos 
Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas. 

Muitas vezes basta ser: 
 Colo que acolhe, 
Braço que envolve, 
Palavra que conforta,
 Silêncio que respeita, 
Alegria que contagia, 
Lágrima que corre, 
Olhar que acaricia,
 Desejo que sacia,
 Amor que promove. 

E isso não é coisa de outro mundo, 
 É o que dá sentido à vida. 
É o que faz com que ela 
Não seja nem curta,
 Nem longa demais, 
Mas que seja intensa,
Verdadeira, pura… Enquanto durar.

sábado, 16 de março de 2013

Maria Lenk


Maria Emma Hulda Lenk Zigler morreu aos 92 anos.é a maior nadadora da história do Brasil. Maria tinha dentro de casa o exemplo do esporte. Paul, seu pai, chegou ao Brasil em 1912 e era ginasta alemão. A herança foi quase natural, mas Maria Lenk só virou nadadora porque tinha pneumonia em seus pulmões.

Meio brasileira, Maria, meio alemã, Lenk, competiu nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, nos Estados Unidos,com um maiô de lã, emprestado, e também emprestou seu nome à história. Foi a primeira mulher sul-americana na galeria de atletas olímpicos, e competiu nos 100m livres, 100m costas e 200m peito – nesta, chegou às semifinais, seu melhor resultado.

Mas não foi só isso que deu à Maria Lenk o direito de batizar um moderno Parque Aquático construído no Rio de Janeiro, em 2007, e a principal competição de natação do país. Nos Jogos de Berlim, em 36, chamou a atenção de todo o planeta com seu nado peito que mesclava técnicas de um até então incipiente nado borboleta. A novidade ajudou na ascensão do estilo, que viraria olímpico exatamente duas décadas depois, após a Segunda Guerra Mundial.

Este evento histórico, a propósito, impediu um possível pódio olímpico de Maria Lenk. No Rio de Janeiro, em 1939, ela havia quebrado dois recordes mundiais, dos 200 e dos 400m peito, e chegaria aos Jogos de Tóquio, no ano seguinte, para conquistar medalhas olímpicas pela primeira vez. Mas a exemplo do que ocorreu com a Copa do Mundo de futebol no período, a Olimpíada do Japão foi cancelada. As mulheres brasileiras só foram conseguir uma medalha individual em 2008, com Maurren Maggi, em Pequim.

Os esportes aquáticos no Brasil devem muito à Maria Lenk não só por seus resultados. Em 1943, ela organizou no Rio de Janeiro a primeira mostra de balé aquático, o que ocasionou pouco tempo depois a formação da primeira equipe brasileira de nado sincronizado. Aposentada aos 27 anos, ela continuou sendo campeã: nadadora da categoria master, Lenk conquistou cinco medalhas de ouro em Munique, na Alemanha, em 2000. Tinha 85 anos.

Dona de personalidade forte e politicamente engajada a seus ideais, escreveu o livro Longevidade e Esporte, publicado em 2003. A ideia era mostrar o quanto a prática esportiva pode dar ganhos à saúde e prolongar a vida. Maria Lenk, que nadava em um ainda limpo rio Tietê, em São Paulo, durante a infância, praticou natação até seus últimos momentos de vida. Em 16 de abril de 2007, morreu por parada cardiorrespiratória. Havia acabado de deixar a piscina do Clube de Regatas Flamengo.
http://www.brasil.gov.br/sobre/esporte/esportistas-consagrados/maria-lenk/print

Publicado em 18/06/2012

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Selma Lagerlof

"A cultura é tudo o que resta 
depois de se ter esquecido tudo o que se aprendeu."

"Ninguém pode livrar os homens da dor, 
mas será bendito aquele que fizer renascer neles 
a coragem para a suportar."

 "A alegria é a dor que se dissimula - 
à face da Terra só existe a dor"
(Selma Lagerlof)



Primeira mulher a conquistar o Prêmio Nobel de Literatura com livros de lendas e sagas suecas. Nasce Selma Ottiliana Lovisa Lagerlöf na cidade de Mårbacka. Forma-se professora e dá aulas em casa antes de ir para Estocolmo trabalhar em uma escola.

Aos 15 anos, depois de ter dedicado toda a infância à leitura, Selma decidiu que seria escritora e passou a escrever milhares de versos. Por volta de 1880, a situação financeira da família entrou em declínio, e começou a fazer pequenos trabalhos para se manter. Em 1882, com a ajuda financeira de um empréstimo feito por seu irmão Johan, Selma entrou para a Kungliga höga lärarinneseminariet, escola que formava professoras e que se preocupava com a causa feminista, incentivando a independência e o progresso social da mulher. Durante dez anos foi professora.

Aos 27 anos, concluídos os estudos, foi nomeada professora de História em Landskrona. Em certa ocasião cortou os cabelos que sempre usara em tranças, num gesto que na época era escandaloso e visto como sinal de emancipação feminina.

Em 1885, a família de Selma, mediante a doença do pai e as dívidas do irmão Johan, perdeu Mårbacka. Secretamente, Selma desejava trabalhar o suficiente para recuperar a propriedade da família. Foi auxiliada pela baronesa Sophie Lejonhufvud Adlersparre, que a incentivou a publicar seus versos em Dagny, a revista literária feminista fundada por ela. Em 1890, participou de um concurso de contos com alguns capítulos de um romance que estava escrevendo, e ganhou seu primeiro prêmio em dinheiro. Em 1891, publicava o romance completo, A Saga de Gösta Berling.

Após o sucesso, vieram Os Laços Invisíveis, em 1894, uma coleção de contos. Desses, o mais popular foi A Penugem. Nessa ocasião, em Estocolmo, Selma conhece Sofia Elkan, escritora de romances históricos, com a qual manterá correspondência e amizade pelo resto da vida. A partir dessa época escreveu Os Milagres do Anticristo, em 1897, , na Itália, considerado uma crítica ao socialismo siciliano, e Lenda de uma Quinta Senhorial, em 1898, concebido sobre o tema d e A Bela e a Fera.  Entre 1900 e 1902, publicou os dois volumes de Jerusalém, após uma viagem ao Egito e à Palestina, e posteriormente Escudos do Senhor Arne, As Lendas de Jesus Cristo e O Livro das Lendas. Já então era considerada uma das maiores escritoras suecas.

Alfred Dalin, diretor da escola de Husqvarna, fez-lhe a proposta de um livro para crianças das escolas primárias, que ensinasse a história e a geografia de seu país. Selma aceitou, elaborando extensa pesquisa e viagens de estudo, concluindo entre 1906 e 1907 a obra A maravilhosa viagem de Nils Holgersson através da Suécia, alcançando tamanho sucesso que pôde realizar seu sonho: comprar novamente Mårbacka, em 1910. Em 1904, recebera a medalha de ouro da Academia Sueca; em 1907, fora nomeada doutora honoris causa da Universidade de Uppsala; em 1909, recebera o Nobel de Literatura. 

No fim do século XIX, a literatura sueca era dominada pelo realismo naturalista.  Selma Lagerlöf, com sua obra mesclada de gnomos, duedes e fantasmas, ao recriar a atmosfera ficcional das lendas e relatos populares, significou uma volta ao romantismo.  Era vista, popularmente, como uma narradora que encarnava a arte dos contos populares.

Claes Annerstedt, que fez o discurso de recepção para Selma por ocasião da entrega do Nobel de Literatura, em dezembro de 1909, diria: "Para ela a natureza, mesmo inanimada, possui vida própria, invisível e contudo real".
 

Obras principais

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Selma_Lagerl%C3%B6f






O primeiro romance, «A saga de Gösta Berling», de 1891 foi transposto para o cinema (1924), por Mauritz Stiller, tendo como protagonista Greta Garbo.
O seu mais fabuloso sucesso editorial foi «A viagem maravilhosa de Nils Holgerssn através da Suécia», publicado, em 1906 e que foi traduzido em muitas línguas. Da sua obra destacam-se ainda os romances: «Jerusalém», «O foragido», a trilogia «O anel dos Löwensköld», «O tesouro», «Os milagres do Anticristo» ou «O Imperador de Portugália»; livros de contos como «O livro das lendas» ou «De um lar sueco»; e vários livros de memórias.
Foi ainda uma militante das causas feministas e uma pacifista convicta. Durante a II guerra mundial ajudou vários intelectuais alemães a fugirem conseguindo-lhes vistos suecos. A poetisa alemã Nelly Sachs foi por ela salva de ser colocada num campo de concentração. Como símbolo da sua contribuição doou a sua medalha de ouro do prémio Nobel para os esforços nacionais de luta contra os Nazis.
 
 A saga de Gösta Berling
Värmland, na Suécia, é famosa pela vida alegre e abastada dos ricos proprietários mineiros. O passatempo da moda é abrigar os aventureiros regressados das campanhas napoleónicas, homens viajados, com aventuras e experiências a partilhar que fazem deles o centro das atenções. Entre eles está Gösta Berling, muito mais novo e inexperiente, um padre renegado, jovem, brilhante, alegre, galante e sedutor. Berling conquista os corações de todas as mulheres e é um líder natural entre os homens. Numa dessas noites, Sintram, o ferreiro, aparece vestido de diabo e sugere um pacto que Gösta Berling deve assinar em sangue. Este é o começo do ano que vai marcar o fim de Värmland... Obra-prima da literatura europeia, escrito por Selma Lagerlöf, a primeira mulher a ganhar um prémio Nobel de literatura, este romance belíssimo cruza várias épocas e relatos que vão desde a lenda fantástica ao romance psicológico, da aventura histórica à fábula moral. Uma obra que segue a estrutura das sagas nórdicas e retoma de forma inteiramente original o tema do homem dividido entre o bem e o mal.


Os Milagres do anticristo
Numa pequena cidade costeira, os habitantes perguntam-se o que se passa com a natureza: é quase Verão e o mar continua gelado. Três soldados, nobres escoceses, aguardam que o seu barco desencalhe para partirem com um misterioso baú. Um deles, um homem elegante e bem vestido, reconhece a jovem Elsalill, que trabalha na estalagem após ter escapado aos assassinos que mataram toda a sua família. Elsalill não se lembra deste homem e dentro dela nascem emoções fortes que colocam a sua vida em risco.

Os Milagres do anticristo
Romance magistral e um dos mais representativos na Obra de Selma Lagerlöf, «Os Milagres do Anticristo» conta-nos a história de um ícone religioso – e de uma sua réplica com a inscrição O Meu Reino É Só Deste Mundo. A história começa em Roma, no tempo do imperador Augusto, no exacto momento em que este se prepara para ordenar a construção de um novo templo consagrado a si próprio. Uma visão adverte-o de um futuro culto que a sua cidade dedicará a Cristo, e o templo é consagrado a este novo Salvador do mundo. O ícone que o representa atravessa séculos e lugares. A sua réplica, feita por um viajante, chega a uma pequena aldeia no monte Etna, onde começa a fazer milagres até se descobrir a sua identidade profana.
Selma Lagerlöf

domingo, 26 de agosto de 2012

Marie Curie e as mulheres cientistas

PesquisaFAPESP em 18/12/2011

terça-feira, 29 de maio de 2012

Camille Athanaïse Cécile Cerveaux Prosper




"Há sempre algo de ausente que me atormenta."

"Tatear as formas, conceber amor com doçura e só encontrar espinhos, rosa murcha, e desejo pálido. Tatear o barro, o mármore do mundo e abraçar vazio o oco do destino, aflição, vapor. Ir à foz com sede e deparar com a lama revolvendo úmida a fonte, a água clara, 
sujando a joia rara".

  "Tua força interior e tuas convicções não tem idade. Teu espírito é o espanador de qualquer teia de aranha. Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida. Atrás de cada trunfo, há outro desafio. enquanto estiveres vivo. Se sentes saudades do que fazias, torna a fazê-lo. Não vivas de fotografias amareladas. "
— Camilie Claudel



Camille Claudel, escultura francesa,
tinha uma forte personalidade. Comandava os irmãos desde pequena. Segundo Paul, seu irmão, ela declarou desde cedo seu desejo de ser escultora. Camille tinha certas premonições e previu que o irmão se tornaria escritor e a irmã Louise seria musicista.
Seu pai, maravilhado com seu estupendo e precoce talento que, ainda na infância, produziu esculturas de ossos e esqueletos com impressionante verossimilhança, oferta-lhe todos os meios de desenvolver suas potencialidades, a colocando em escolas e cursos de primeira linha.
 O sonho de Camille é ser uma escultora de sucesso e vê essa vontade ameaçada pela mãe, que acha que ocorrem muitos gastos com a educação da menina.
Em 1881, já com 17 anos, sai de casa para ir em busca de seu grande sonho. Parte para Paris e ingressa na Academia Colarossi, uma escola que forma artistas escultores. Ela teve por mestres Alfred Boucher e  Auguste Rodin.   É dessa época que datam suas primeiras obras que nos são conhecidas: A Velha Helena (La Vieille Hélène — coleção particular) ou Paul aos treze anos (Paul à treize ans  - Châteaurox). 
 Rodin, impressionado pela solidez e tamanha beleza de seu trabalho, admite-a como aprendiz de seu ateliê.  É nesse momento que ela colaborará na execução das Portas do Inferno (Les Portes de l'Enfer) e do monumento Os Burgueses de Calais (Les Bourgeois de Calais).
Tendo deixado sua família pelo amor a escultura, ela trabalha vários anos a serviço de seu mestre, por quem é secretamente apaixonada, e ela se  mantém à própria custa, já ela ganha salário como aprendiz. Por vezes, a obra de um e de outro são tão próximas que não se sabe qual obra de seu professor ou da aluna. As vezes se confunde em quem inspirou um ou copiou o outro, pois Camille faz tão bem seu trabalho que parece que a anos ela trabalha com arte. Suas esculturas e as de Rodin são muito idênticas, fato que aproxima os dois.

zeldasil em 13/01/2012



O tempo passa e Camille e Rodin se envolvem, e têm um caso ardente de amor.  Camille Claudel, porém, enfrenta duas grandes dificuldades: De um lado, Rodin não consegue decidir-se em deixar Rose Beuret, sua namorada, e de outro lado, alguns afirmam que suas obras seriam executadas por seu próprio mestre, ou seja, acusam Camille de ter copiado todos os trabalhos de seu professor em vez dela mesma fazer. Muito triste e depressiva pelas acusações e por Rodin ainda ter outra mulher, Camille tentará se distanciar de Rodin e a fazer suas obras de arte sozinha. Percebe-se muito claramente essa tentativa de autonomia em sua obra (1880-94), tanto na escolha dos temas como no tratamento: A Valsa (La Valse — Museu Rodin) ou A Pequena Castelã  (La Petite Châtelaine, Museu Rodin). Esse distanciamento segue até o rompimento definitivo em 1898. A ruptura é marcada e contada pela famosa obra de título preciso: A Idade Madura  (L’Age Mûr – Museu d'Orsay).
Ferida e desorientada, ainda mais por descobrir que seu romance com Rodin não passou de uma aventura para ele e que ele prefeiu a namorada, Camille Claudel passa a nutrir por Rodin um estranho amor-ódio que a levará à paranóia e a loucura.   Apesar do apoio de críticos como Octave Mirbeau,  Mathias Morhardt, Louis Vauxcelles e do fundidor Eugène Blot, seus amigos, ela não consegue superar a dor da saudade. Eugène Blot organiza duas grandes exposições, esperando o reconhecimento e assim um benefício sentimental e financeiro para Camille Claudel, pois ele quer ajudar a amiga em dificuldade. Suas exposições têm grande sucesso de crítica, mas Camille já está doente demais para se reconfortar com os elogios. Ela passa a ficar estranha e obscessiva, querendo a morte de Rodin. Ela passa a se lembrar de seu passado, a mãe a impedindo de ser uma artista e lembranças ruins da infância passam a sufocá-la cada vez mais.
Depois de 1905,  os períodos paranóicos de Camille multiplicam-se e acentuam-se. Entre seus sonhos doentes, ela acredita que Rodin roubará suas obras de arte para moldá-las e expô-las como suas, ou seja, ela acha que Rodin roubará as esculturas e falará que foi ele quem fez. Ela passa a falar sozinha e a chorar muito, e passa a ter ideias de suicídio. Ela se isola e como mora sozinha no hotel, ninguém sabe de sua condição, pois ela rompe a amizade com os amigos e passa a querer ficar e viver sozinha em seu quarto. Ela se mantém vendendo as poucas obras que ainda lhe restam.
Seu pai, seu porto-seguro, a única pessoa que a mais entendeu na sua vida, morre. O que agrava ainda mais sua depressão e a faz sair da realidade mais ainda. Ela entra em uma crise violenta e é internada no manicômio de Ville-Evrard.

sonysloba em 05/06/2010


A eclosão da Primeira Guerra Mudial a levou a ser transferida para Villeneuve- lès- Avignon onde morre, 78 anos, após trinta anos de internação e desespero.




A força e a grandiosidade de seu talento estavam na verdade em um lugar muito incômodo: entre a figura legendária de Rodin e a de seu irmão que se tornou um dos maiores expoentes da literatura de sua geração. E não é difícil ler que as questões de gênero permeiam esse lugar menor dedicado a Camille.
Seu gênio sufocado por dois gigantes, sua vida sufocada por um abandono, suas forças e sua lucidez esgotadas por uma relação umbilical com seu mestre e amante, o homem de sua vida que não a quis. Uma relação da qual não conseguiu desvencilhar-se, consumindo sua vitalidade na vã tentativa de desembaraçar-se desse destino perverso. Camille Claudel, sua forte personalidade, sua intransigência, seu gênio criativo que ultrapassou a compreensão de sua época, como afirma o personagem de Eugène Blot no filme, permanecerá ainda e sempre um Sumo Mistério. Ela tinha uma inteligência e um talento fora do comum e poucas pessoas da época entendiam seu grande dom para ser uma verdadeirta artista.

Paul sentiu enorme remorso por ter permitido que ela fosse internada em um hospício durante três décadas. Ele pensou ser o melhor para a irmã, que de repente desenvolveu esquizofrenia,  por conta de um abandono amoroso.
No fim da vida, tornou-se um dos principais divulgadores da obra de Camille, uma forma de pedir perdão, já que a irmã ficou amarrada por trinta anos, sem poder ver a luz do sol, até a sua penosa morte.

 O filme "Camille Claudel  (França, 1988 - California Filmes) relata a vida da escultora. Conta com a direção de Bruno Nuytten e a participação de Isabelle Adjani como Camille e Gérard Depardieu como Rodin.

LEIA MAIS
http://www.trilhasdaimensidao.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=821677


domingo, 29 de abril de 2012

Shirley MacLaine

 "Veja, eu não tinha medo de envelhecer, 
porque eu nunca fui um grande beleza. 
Eu nunca fui um símbolo sexual. Eu, entretanto, 
tenho pernas grandes, porque eu era uma dançarina. 
Mas eu não tinha essa bagagem. 
Eu não estava interessada na minha estatura 
como uma estrela. Ever. 
Eu estava apenas interessada em peças grandes."


A Natureza e os animais me ensinaram mais 
sobre o amor que as pessoas. "


"É impossível entrar numa estrada perigosa 
quando há serenidade."
(Shirley MacLaine)



basilnelson em 11/12/2007




Shirley MacLean Beaty nasceu em  24 de abril de 1934 em  Richmond, Virgínia -  Estados Unidos
Atriz e escritora. Ganhou  o Oscar e o Globo de Ouro como Melhor Atriz (1983) como o Laços de Ternura
 Shirley MacLaine é conhecida não apenas pela sua atuação no cinema, como também por ter escrito um grande número de livros autobiográficos e que relatam sua crença na reencarnação. Além disso, Shirley também possui crença com relação à existência de OVNI's. Atuou em dezenas de filmes no cinema e ao lado de grandes astros da sétima arte, como Jack Lemmon, em "Se meu apartamento falasse"; Clint Eastwood em "Os Abutres tem Fome", Paul Newman em "A Senhora e Seus Maridos" e Peter Sellers no aclamado "Muito Além do Jardim". Porém, seu grande destaque foi o papel da temperamental e carinhosa Aurora Greenway em "Laços de Ternura" 

NilesNL69 em 14/02/2008



Filmografia 
2010 - Valentine's Day (br: Idas e Vindas do Amor)
 2008 – Coco Chanel (TV)
2007 – Closing the Ring (Um amor para toda a vida)
2005 – Bewitched (A feiticeira /  Casei com uma feiticeira)
2005 – Rumor Has It (Dizem por aí...)
2005 – In Her Shoes (Em seu lugar / Na sua pele)
2003 – Carolina
2003 – Salem Witch Trials (As bruxas de Salem) (TV)
2002 – Hell on the Heels: The Battle of Mary Kay (A batalha de Mary Kay) (TV)
2001 – These Old Broads (TV)
2000 – Bruno
1999 – Joana D'Arc (Joana D'Arc) (TV)
1999 – Get Bruce
1998 – Looking for Lulu
1997 – A Smile Like Yours (Um sorriso como o seu)
1996 – An Evening Star (O entardecer de uma estrela)
1996 – Mrs. Winterbourne (Amor por acidente)
1995 – The West Side Waltz (Valsa da vida) (TV)
1995 – The Celluloid Closet (O outro lado de Hollywood)
1994 – Guarding Tess (O guarda-costas e a primeira-dama )
1993 – Wrestling Ernest Hemingway (Recordações)
1992 – Used People (Romance de outono)
1991 – Defending Your Life (Um visto para o céu)
1990 – Postcards from the Edge (Recordações de Hollywood)
1990 – Waiting for the Light (Fantasmas endiabrados)
1989 – Steel Magnolias (Flores de aço)
1988 – Madame Sousatzka
1987 – Out on a Limb (Minhas vidas) (TV)
1984 – Cannonball Run II (Um rally muito louco)
1983 – Terms of Endearment ( Laços de ternura)
1980 – A Change of Seasons
1980 – Loving Couples (Casais trocados)
1979 – Being There (Muito além do jardim)
1977 – Sois belle et tais-toi
1977 – The Turning Point (Momento de decisão)
1976 – Gypsy in My Soul (TV)
1975 – The Other Half of the Sky: A China Memoir
1973 – Year of the Woman
1972 – The Possession of Joel Delaney (Possuídos pelo mal)
1971 – Desperate Characters
1969 – Two Mules for Sister Sara (Os abutres têm fome)
1969 – Sweet Charity (Charity, meu amor)
1968 – The Bliss of Mrs. Blossom
1967 – Woman Times Seven (Sete vezes mulher)
1966 – Gambit (Como possuir Lissu)
1965 – John Goldfarb, Please Come Home (O Harém das Encrencas)
1965 – The Yellow Rolls-Royce (O Rolls-Royce amarelo)
1964 – What a Way to Go! (A senhora e seus maridos)
1963 – Irma La Douce (br: Irma La Douce)
1962 – Two for the Seesaw (Dois na gangorra)
1962 – My Geisha (Minha doce gueixa)
1961 – Two loves
1961 – The Children's Hour (Infâmia)
1961 – All in a Night's Work (A dama da madrugada)
1961 – Ocean's Eleven (1960) (Onze homens e um segredo)
1960 – The Apartment (br: Se meu apartamento falasse / pt: O apartamento)
1960 – Can-Can (br: Can-Can)
1959 – Ask Any Girl (Elas querem é casar)
1959 – Career (Calvário de glória)
1958 – Hot Spell
1958 – The Matchmaker (A mercadora de felicidade)
1958 – Some Came Running (Deus sabe quanto amei)
1958 – The Sheepman (O Irresistível Forasteiro)
1956 – Around the World in 80 Days (A volta ao mundo em 80 dias)
1955 – Artists and Models (Artistas e modelos)
1955 – The Trouble with Harry (O terceiro tiro)

 Prêmios e indicações
 Oscar (EUA) -  Recebeu cinco indicações na categoria de "Melhor Atriz", por Deus sabe quanto amei, Se meu apartamento falasse, Irma La Douce, Momento de decisão e "Laços de Ternura"; venceu por Laços de Ternura. Recebeu uma indicação na categoria de "Melhor Documentário", por The Other Half of the Sky: A China Memoir (1975).
Globo de Ouro (EUA) - Recebeu três indicações na categoria de "Melhor Atriz - Drama", por Deus sabe quanto amei, Laços de ternura e Madame Sousatzka;  venceu por Laços de Ternura e Madame Sousatzka. Recebeu nove indicações na categoria de "Melhor Atriz - Comédia /Musical", por Elas querem é casar, Se meu apartamento falasse, Irma La Douce, Como possuir Lissu, Sete vezes mulher, Charity, meu amor (1969), Muito além do jardim, Romance de outono e O guarda-costas e a primeira-dama; venceu por Se meu apartamento falasse e Irma La Douce. Recebeu duas indicações na categoria de "Melhor Atriz - Filme para TV / Mini-série", por Minhas vidas (1987) e Hell on Heels: The Battle of Mary Kay (2002). Recebeu duas indicação na categoria de "Melhor Atriz Coadjuvante", por Lembranças de Hollywood (1990) e Em seu Lugar (2005). Recebeu o prêmio de "Melhor Revelação Feminina", em 1955.
  Ganhou duas vezes o Urso de Prata, na categoria de "Melhor Atriz", por Elas querem é casar (1959) e Desperate Characters (1971). Ganhou um Urso de Prata honorário em 1999, em homenagem à sua carreira. Ganhou duas vezes o troféu Volpi, na categoria de "Melhor Atriz", por Se meu apartamento falasse" e Madame Sousatzka. 
MacLaine tem um interesse forte e duradoura na espiritualidade e ocultismo. Muitos de seus best-sellers, como Out on a Limb e Dançando na Luz, tê-lo como seu tema central.

 Bibliografia
1970 - Não cair da montanha.
1972 - McGovern: O homem e suas crenças.
1975 - Você pode chegar lá. (O reencontro)
1983 - Out on a Limb. (Minhas Vidas)
1986 - Dançando na luz
1987 - A vida é um palco.
1989 - Em busca do eu - Um Guia para a transformação interior.
1991 - Dança While You Can.
1995 - My Lucky Stars:. A Memoir Hollywood.
2000 - O Caminho: Uma Jornada do Espírito.
2001- The Camino:. A Peregrinação da Coragem Londres:.. Pocket Books
2003 - Out on a Leash:. Explorando a natureza da realidade e Amor.
2007- Sage-ing Enquanto Idade-ing.
2011 - Eu sou Over All That: E outras confissões.

http://en.wikipedia.org/wiki/Shirley_MacLaine

Shirley MacLaine sempre foi uma grande não convencional. Em uma entrevista franca, ela fala com Ginny Dougary sobre política, sexo, e irmão Warren Beatty.

Shirley é quem escolheu o local da entrevista, um restaurante em Malibu com vista para o oceano. Ela tem o olhar penetrante, o que poderia intimidar os de coração fraco - para quem ela não teria tempo de qualquer maneira. MacLaine, ela mesma, é leão de coração ... sempre dirigindo o seu próprio caminho, bem à frente do resto de nós, ou em uma liga própria: uma agitadora de direitos civis, foi ridicularizada por suas crenças de reencarnação, OVNIs e coisas e tal.

 Para explicar sua franqueza em um ponto em nossa entrevista - em algo que vem suspeita perto de um pedido de desculpas - MacLaine se desculpa, alegando que ela é velha o bastante para dizer o que pensa.  Ela sempre pareceu mais jovem do que sua idade, e isso não mudou. É algo a ver com a curiosidade naqueles olhos azuis surpreendentes com seus espetados cílios, as sardas. Hoje ela ainda tem a marcha de uma dançarina.  "É por isso que eu não me importo de dizer a ninguém a minha idade", diz ela.

Em seu novo filme, In Her Shoes, MacLaine desempenha um papel fundamental em resolver e explicar os vários relacionamentos rompidos. É um desempenho extraordinariamente tranquilo para MacLaine - em vez de Inglês em sua reserva - de culpa, moderada e longa - enterrado emoção que aos poucos vem à tona. Como uma trabalhadora de atendimento a idoso em uma casa residencial na Flórida, sua personagem - se veste com restrição de bom gosto - em nada se assemelha a mulher colorida na minha frente, com seu corte de cabelo gamine pinky-ruivo, Indian cerise kurto em camadas.

 Decidimos bem no ínicio que a chamaria de Imperatriz - e realmente, se adequa a ela. Ela é uma presença poderosa, com uma forma por vezes arrogante. Ela se submete a horas e horas de entrevistas, come lagosta e mexilhões enquanto fala, sem quebra perceptível ou surto de mau humor.

O diretor do novo filme, Curtis Hanson, não queria perucas (O cabelo de MacLaine é afinado na parte traseira) e maquiagem, mesmo para os close-ups - MacLaine admite que era difícil na sua idade. Eu gostava de seu desempenho, especialmente para a sua qualidade de distância atento, tão sutil que você se encontrar a partilha apreensão do personagem sobre a abertura de si mesma até a dor de sentir novamente. Surpreendo-me ao ouvir a atriz dizer que a  maternidade  foi dura para ela; Sachi tinha apenas cinco anos quando ela foi para Tóquio para viver com o pai. "É muito difícil, mas eu desisti da culpa", diz MacLaine.

 E, em seguida, um segundo depois: "Eu me bato ainda." Eu pergunto a mim mesmo se ela recorreu a esses sentimentos por seu papel como Ella, que mantém-se responsável pela morte da filha. Mas ela diz que jogar a parte fez compreender melhor sua própria mãe: "Porque ela era tão contida. Ela era canadense, veja você, de modo que ela nunca disse seus malditos pensamentos. "Oh, eu não sabia pelo que os canadenses eram conhecidos.

 "Estou falando sério", diz ela. "Eles vivem na neve. Eles não falam." Soa mais como o Inglês. "Não, o Inglês é mais pervertido. Ha ha ha. Você sabe exatamente o que você está lidando. Com os canadenses nunca se sabe com o que você está lidando."

Será que MacLaine sentia que ela perdera o crescimento da filha? "Sim ... e ela também." Ela era cruz e ressentido? "Um pouco. Pouco. Mas agora ela está aprendendo, porque ela tem dois filhos - um menino e uma menina, nove e sete anos, e ela está vendo que você não pode fazer nada direito. Ela é um pouco over-atenta. " MacLaine se inclina para pegar um chapéu de abas largas enorme decorado com rosas antigas, para proteger o rosto pálido do sol californiano. 

"Eu pareço uma senhora de saco agora", ela ronca quando eu a cumprimento nele. Assim que ela gosta de ser avó? "Claro, porque eu posso mimá-los e posso dizer: 'Você realmente não deveria fazer isso' ou o que quer e enviá-los de volta para seus pais em Connecticut ... Oh, é totalmente libertadora. E eu também gosto de ser uma tia. Embora todo mundo pensa que eu sou sua avó mesmo ", ela faz uma careta.

 Houve períodos de afastamento entre MacLaine e seu irmão. Meu palpite é que pode ter havido um elemento de competição profissional.  Beatty também é muito preocupado com as injustiças do mundo. E MacLaine, apesar de sua própria ousadia sexual, ficou, provavelmente, desconfortável com a reputação de conquistador do irmão.

Quando pergunto a ela como eles estão recebendo nesses dias, ela diz: "Olha, eu entendo o funcionamento de uma família melhor agora - irmãos e irmãs, irmãs e irmãs - Quero dizer, vamos lá. Estamos em um período muito bom e cordial agora ... Eu não sei quanto tempo vai durar, mas estamos lá agora. " E continua para encontrar qualquer coisa sobre as dificuldades entre as duas irmãs do novo filme  que possa correspondem à história entre ela e seu irmão? "Oh, eu acho que pode haver rivalidade entre irmãos e irmãs. Eu estava sempre observando a maneira como ele tratava as mulheres." Ah, e ...?  "Acho que ele estava interessado em mulheres por causa da mãe, você sabe, ele nunca poderia ouvi-la. Portanto, eu acho que ele é muito bom com as mulheres e entende as mulheres."  Você acha que ele tem um forte lado feminino?  "Oh, muito. Ele tem, mas acho que ele estava procurando o que significa uma mulher e precisar, amar, odiar e querer e estar com medo." 

Eu digo que eu tinha falado com ele durante algum tempo no telefone, há alguns anos, na tentativa de persuadi-lo a ser entrevistado. Conversamos sobre política, principalmente, mas o que era sedutor nele, em comparação com a maioria dos atores que eu encontrei, era o interesse do mundo sobre ele.
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MacLaine é suficientemente preocupada com a vida - Eu temia que ela estivesse completamente recuada a partir do aqui e agora - se preocupa com quem está segurando as rédeas do poder. Gostaria de saber se ela ainda era amigo de Julie Christie, uma famosa ex. de Beatty, que não mostra sinais de apatia política. "Eu gostava muito dela. Pensei que ele deveria ter casado com ela." Você aprova Annette Bening? "Amo-a. Ela é inteligente, ela quer ser mãe, certamente ela é uma atriz brilhante, mas se os papéis não vêm junto - tudo bem, também. Eu estava lá na noite passada. Nós tivemos um tempo maravilhoso."  Pergunto se ela vai interceder em meu nome para garantir a entrevista com o irmão. "Vou com uma condição", diz ela com firmeza. O quê? (Eu estou pensando: controle de cópia, eu tenho que tornar-se um budista ...) Uma pausa muito grande e então: "Você tem que ir para a cama com ele." Riso histérico de ambas.
 É também de mencionar, talvez, que nem MacLaine nem eu tínhamos bebido. Portanto, esta tendência a obscenidade é apenas uma ideia da irmã de efervescência natural e divertida. A única ocasião em que eu vim através de um comportamento irreverente neste contexto, foi com outra grande diva: Elizabeth Taylor, que foi igualmente franca e sem vergonha. Elas fazem a safra atual de megastars do sexo feminino parece incolor em comparação.

Digo a MacLaine que eu tinha sido avisada de que ela estaria na ponta dos pés e rápida com come-back: um legado de sua criação. "Nooooh", diz ela. Seus pais, de Ira e Kathleen - o nome da filha mais velha de Warren - Beaty, teve um casamento longo, mas difícil. MacLaine uma vez o descreveu como uma parceria de "neuroses mistas". Sua casa de infância estava cheia de "decepção e anseios". Ela também comparou os pais para os acadêmicos embriagados em Quem Tem Medo de Virgina Woolf. Agora ela diz: "Eles não eram assim tão mau e, portanto, não é engraçado." Seu pai era suficientemente mau  "cíclica" bêbado - para fazê-la desconfiar de se envolver com qualquer homem com tendências semelhantes.

 Ela nasceu na Virgínia, uma garota do sul, mas não uma belle - o que significava que ela nunca esteve sobrecarregada de angústia em perder sua aparência. Um dos muitos comentários astutos MacLaine fez sobre si mesma foi esta: "Veja, eu não tinha medo de envelhecer, porque eu nunca fui um grande beleza. Eu nunca fui um símbolo sexual. Eu, entretanto, tenho pernas grandes, porque eu era uma dançarina. Mas eu não tinha essa bagagem. Eu não estava interessada na minha estatura como uma estrela. Ever. Eu estava apenas interessada em peças grandes."

 MacLaine adotou o nome de solteira de sua mãe quando ela se frustrou com um diretor que parecia incapaz de pronunciar seu sobrenome corretamente (Bait y-não-Bata y). Warren simplesmente preferiu enfeitar o nome da família com um extra "t". Os dois irmãos não podiam olhar mais disimilar; deve ter sido irritante, penso eu, ter um irmão que foi considerado mais bonito. MacLaine diz não ter sequer a certeza de que ela é da prole de seus pais. Você acha que foi adotada? "Eu sempre senti que era tão diferente  dessa família." Diferente de parar qualquer um, digo eu ... e ela ri.

Parece ter havido uma aproximação entre pais e filha, em parte por seu interesse comum no desconhecido. "Metafísica da minha mãe tinha a ver com a natureza: seu jardim de rosas, por exemplo. "Eu entendo reencarnação", ela dizia: 'porque haste da rosa é a alma que tem uma rosa diferente a cada primavera ". Papai era um metafísico sério - o que nunca disse a ninguém. Seu melhor amigo morreu na Segunda Guerra Mundial, e no momento de ser baleado, apareceu na parte inferior da cama do meu pai. E ele me contou sobre uma noite, quando ele estava bêbado e bateu o carro e teve uma experiência fora do corpo. "Então", ele disse, 'Eu sei do que você está falando. "

 Para aqueles de nós que permanecem céticos sobre o além, seria mais construtivo para MacLaine para aplicar sua energia considerável para abordar os problemas que saem da América. Será que ela realmente se sente americana? "Oh, sim, mas uma americana que é o resultado do desejo dos pais fundadores. Estou muito envergonhada de estar neste país e do que estamos fazendo. "  Da guerra, especificamente? "Nossas atitudes imperialistas, a nossa profanação do meio ambiente, o cruzado como um todo cristão que a administração Bush está a fazer, a economia de marketing ... é um desastre freakin '!"

Então por que não volta a entrar na briga política?  "Não, eu vou sentar e ..." Mas por que sentar-se? "A política não é o que se trata agora. Do que se trata agora é realmente o que eu tenho escrito e pensado a maioria da minha vida. Quem somos nós? Onde viemos? Será que estamos sozinhos no universo? O que é Deus? Podemos ter um apocalipse com todos os envolvidos e os exércitos matando uns aos outros sobre Deus. "

MacLaine nunca se enganou sobre si mesma? "Sim, agora isso é interessante ... Eu me enganei que o país despertar para Richard Nixon. Eu me enganei que iria ver que em nome da "democracia no mundo árabe 'questões' que estamos perdendo em casa. Pensei que seriamos mais conscientes do que isso, e nós não somos. Eu me enganei por um tempo que as pessoas iriam entender a natureza da minha metafísica. Agora é mainstream, mas eu pensei que estaria pronta para ele mais cedo."
 
Mainstream? Bem, só até certo ponto. Minha parcialidade com MacLaine - uma admiradora do seu talento, a coragem de forja seu próprio caminho - significava que eu me encontrei editando partes.  De kooky para cuco, afinal, é apenas um UFO - hop místico curto. Eu não tinha lido os seus volumes abundantes de viagens espirituais e tentei escovar sobre as reflexões estranhas sobre suas vidas passadas: como a amante de Carlos Magno; órfão criado por elefantes; serva de Nefertiti, um modelo de Toulouse-Lautrec. Eu estava indo muito bem, mas depois vim para o corte mais recente em seus muitos arquivos e meu coração ficou apertado: quatro páginas em Olá! divulgação de um novo livro, Out on a Leash, explorar a realidade e amor, que ela "co-escreveu" com seu cão, Terry. Shirley, eu li, tem Terry o terrier "assinar" documentos para ela, e diz que ela fala com o cachorro em "mais pura forma, mais direta da linguagem", que ela chama de "Humanimal".
 
Ela vive sozinha em sua casa em Santa Fé e eu perguntei a ela, como ela estava mais velha, se ela se encontra cada vez mais recluso ou mais dependentes de amizade. "Sou uma reclusa falsa", diz MacLaine. "Porque eu gosto de estar sozinha. Minha ideia de estar realmente sozinha - não, de ser solitária - é nunca estar sozinha. Eu amo a minha própria empresa. Como eu me sentiria agora sobre a minha própria empresa, sem Terry, meu cachorro, é outra questão. Mas temos um acordo que quando ela se for, em dez anos, vai voltar logo. Então eu vou esperar até que eu seja atraída direita mente a filhote. Eu sei mais sobre o significado do amor por ela - isso é importante o que estou dizendo agora -. A Natureza e os animais me ensinaram mais sobre o amor que as pessoas "

 Alguém poderia ser tentado a dizer que esses sons latidos  - ho ho - mas MacLaine é no fluxo de Imperatriz completa e não está em disposição para brincadeiras. Digo, em vez disso, que é bastante comum as pessoas idosas que vivem sozinhas - em especial as mulheres - ter ligações extremamente fortes com seus animais de estimação. "Tenho notado que, também, e eu me sinto muito nas fileiras de mulheres mais velhas que têm seus animais de estimação", ela admite. "Mas talvez seja porque estamos realmente buscando a definição de amor. Sabemos que o que temos experimentado antes vem e vai - ia e vinha. O filho é outra coisa, é claro, que é o amor - em que você não pode deixar de amar, mas você está sempre preocupado se você está fazendo a coisa certa. "

Eu me pergunto se ela tinha preocupações no momento sobre o envio de sua filha para o Japão? "Não, Steve e eu tínhamos argumentos", diz ela. Não havia sequestro, ameaças e um babá para dormir bêbada com seu namorado, enquanto Sachi ficava sentada na soleira da porta, e MacLaine estava preocupada com os perigos gerais de vida de Hollywood e, em qualquer caso, seu marido - um dançarino que se tornou diretor virou produtor - não quis ficar em uma cidade onde ele era conhecido como Sr. MacLaine.

O casal finalmente se divorciou em 1987 após 27 anos de casamento. O pai de MacLaine pai havia morrido no ano anterior e eu me perguntei se isso tinha sido o catalisador. "Oh, não, foi porque eu descobri que Steve tinha roubado todo o meu dinheiro", diz ela. O casamento tinha sido amigável, até então, mais de uma amizade de longa distância do que uma parceria. "Sim, isso mesmo. Ele tinha seus negócios e eu tinha o meu. Mas tome o meu dinheiro e você está fora daqui! Eu sou muito Scotch para isso. Ha ha ha " Quando Parker morreu em 2001, MacLaine não compareceu ao funeral: " Ele não me queria lá ".
Paixão não é uma característica em sua vida mais: "Eu acho que é o processo de envelhecimento e também a sabedoria" Ela diz que se sente completamente pacífico e mais feliz do que nunca. "Eu tenho zero estresse. Tudo o que o excesso de alcançar, foi transformado em não planejar ", diz ela. "É assustador, mas você deve tentar." Em vez de ir a jantares chiques, com talheres e vinho fabuloso - e onde tudo acaba em três horas - ela prefere ter seus amigos ficar com ela durante três dias em Santa Fé, onde eles vão fazer caminhadas e andar, alimentar as galinhas e conversar. Ela diz que, embora ela não gosta de socializar ou ir a festas, quando ela se faz ir, ela é sempre a última a sair.

Então você gosta de beber martinis e chutar as pernas? Oooh, que tipo de olhar é esse que você está me dando? "O que significa ter um martini e levantando as pernas quer dizer?" Acho que é uma abreviação para perguntando se você virar a vida e a alma da festa. "Não. Estou em um canto conversando com alguém que ninguém está falando." Você opor-se a sugestão de beber, ou a ideia de que você chuta as pernas? "Eu apenas pensei que era uma pergunta estúpida. Eu pensei que era uma pergunta clichê. Eu odeio clichê. Odeio isso. Mas eu tenho que superar isso, porque agora todo mundo está falando em clichê. "

Gostaria de saber se, talvez, MacLaine se transformou em um dos puritanos da Nova Califórnia . Mas ela só parou de fumar em dezembro passado, e ela ainda quer um cigarro a cada dia.  Ela adora um martini bem, ela diz, especialmente uma Gibson Dirty. Esta é uma mistura mal-sonantes: gin (tem que ser Tanqueray), uma colher de sopa de suco de cebola e uma cebola bem grande em conserva. "Eu vou fazer um para você, pois eu faço realmente bem", diz ela. Amavelmente, eu recuso.  (São 11:30 da manhã.)
"Com a idade e o direito de dizer a verdade,  as pessoas têm seus sentimentos feridos ... Incomoda-me porque eu sou do tipo, mas eu também sou extremamente direta e eu não posso ser uma falsa diplomata."

Ela nunca foi um símbolo sexual, como ela diz, mas isso não impediu que alguns homens bonitos achasse MacLaine sexy. Quando falamos sobre o amor romântico, há algo sobre ela que me faz lembrar de sua personagem, Ella, no novo filme. Para ser totalmente transparente, há também uma sensação de alguma coisa enterrada ou não reconhecida - o que me faz pensar se a atriz realmente é tão difícil, lá no fundo, como ela gosta de fazer parecer. Em sua juventude, e mais tarde, ela se considerava uma pessoa sexual. Havia ligações com um número de políticos, um deputado trabalhista britânico que permanece anônimo. Você foi atraído para seus cérebros ou sua posição? "Eu provavelmente foi slumming no poder", diz ela. 
Agora, ela diz: "Não foi realmente sobre sexo. Nunca é. Nunca realmente é. O que é a atração sexual de qualquer maneira? Quando você pensa sobre isso, não é sobre sexo, ..., não é sobre o quão grande ele é, ou qualquer coisa assim. Trata-se da pessoa dentro daquele corpo. Tem a ver com uma certa energia e os valores e senso de humor. E eu estava sempre atraída por um homem que era basicamente um mistério para si mesmo, porque o que manteve o meu interesse e me deu algo para fazer."

Você já foi romântica? "Basicamente não. Eu entendo que o romance vai matar um relacionamento."  Você já teve seu coração partido? "Não, mas houve alguns períodos com Robert Mitchum [eles tinham um caso de três anos], onde eu só queria matá-lo ... isso significa que eu tive meu coração partido?", Ela parece estar se perguntando. "Não, eu mataria um homem antes que ele quebrasse meu coração." Como você conseguiu isolar o seu coração e ainda ser uma pessoa aberta? "Eu não o isolá. Mas ... " Então eu acredito que você deve ter tido seu coração partido. "Mas eu não me vejo como uma vítima. Virei-me ser ferida em ação: " O que você fez isso? Por quê? O que está em sua mente? Vamos conversar. " Sim, eu sou uma boa comunicadora."
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Entrevista completa em:
 http://www.ginnydougary.co.uk/2005/11/05/one-tough-kookie/

 http://www.shirleymaclaine.com/