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quinta-feira, 24 de julho de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
sábado, 8 de março de 2014
A Mulher
Ó Mulher!
Como és fraca e como és forte!
Como sabes ser doce e desgraçada!
Como sabes fingir quando em teu peito
A tua alma se estorce amargurada!
Quantas morrem saudosa duma imagem.
Adorada que amaram doidamente!
Quantas e quantas almas endoidecem
Enquanto a boca rir alegremente!
Quanta paixão e amor às vezes têm
Sem nunca o confessarem a ninguém
Doce alma de dor e sofrimento!
Paixão que faria a felicidade.
Dum rei; amor de sonho e de saudade,
Que se esvai e que foge num lamento!
(Florbela Espanca)
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade)
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade)
quarta-feira, 22 de janeiro de 2014
Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.
(Carlos Drummond de Andrade)
domingo, 12 de janeiro de 2014
Receita de Mulher
As muito feias que me perdoem
Mas beleza é fundamental. É preciso
Que haja qualquer coisa de flor em tudo isso
Qualquer coisa de dança, qualquer coisa de haute couture
Em tudo isso (ou então
Que a mulher se socialize elegantemente em azul,
como na República Popular Chinesa).
Não há meio-termo possível.
É preciso Que tudo isso seja belo.
É preciso que súbito
Tenha-se a impressão de ver uma garça apenas pousada e que um rosto Adquira de vez em quando essa cor só encontrável no terceiro minuto da aurora.
É preciso que tudo isso seja sem ser,
mas que se reflita e desabroche No olhar dos homens.
É preciso, é absolutamente preciso
Que seja tudo belo e inesperado.
É preciso que umas pálpebras cerradas
Lembrem um verso de Éluard e que se acaricie nuns braços
Alguma coisa além da carne: que se os toque
Como o âmbar de uma tarde.
Ah, deixai-me dizer-vos
Que é preciso que a mulher
que ali está como a corola ante o pássaro
Seja bela ou tenha pelo menos um rosto que lembre um templo e
Seja leve como um resto de nuvem: mas que seja uma nuvem
Com olhos e nádegas.
Nádegas é importantíssimo. Olhos, então
Nem se fala, que olhem com certa maldade inocente.
Uma boca Fresca (nunca úmida!)
é também de extrema pertinência.
É preciso que as extremidades sejam magras; que uns ossos
Despontem, sobretudo a rótula no cruzar as pernas,
e as pontas pélvicas
No enlaçar de uma cintura semovente.
Gravíssimo é porém o problema das saboneteiras:
uma mulher sem saboneteiras
É como um rio sem pontes. Indispensável
Que haja uma hipótese de barriguinha, e em seguida
A mulher se alteia em cálice, e que seus seios
Sejam uma expressão greco-romana, mais que gótica ou barroca
E possam iluminar o escuro com uma capacidade mínima de cinco velas.
Sobremodo pertinaz é estarem a caveira e a coluna vertebral
Levemente à mostra; e que exista um grande latifúndio dorsal!
Os membros que terminem como hastes,
mas bem haja um certo volume de coxas
E que elas sejam lisas,
lisas como a pétala e cobertas de suavíssima penugem No entanto sensível à carícia em sentido contrário.
É aconselhável na axila uma doce relva com aroma próprio
Apenas sensível (um mínimo de produtos farmacêuticos!)
Preferíveis sem dúvida os pescoços longos
De forma que a cabeça dê por vezes a impressão
De nada ter a ver com o corpo, e a mulher não lembre
Flores sem mistério. Pés e mãos devem conter elementos góticos
Discretos. A pele deve ser fresca nas mãos,
nos braços, no dorso e na face
Mas que as concavidades e reentrâncias
tenham uma temperatura nunca inferior
A 37º centígrados, podendo eventualmente provocar queimaduras
Do primeiro grau. Os olhos, que sejam de preferência grandes
E de rotação pelo menos tão lenta quanto a da terra; e
Que se coloquem sempre para lá de um invisível muro de paixão
Que é preciso ultrapassar.
Que a mulher seja em princípio alta
Ou, caso baixa, que tenha a atitude mental dos altos píncaros.
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que se fechar os olhos
Ao abri-los ela não mais estará presente
Com seu sorriso e suas tramas.
Que ela surja, não venha; parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável.
(Vinicius de Morais)
quarta-feira, 1 de janeiro de 2014
RECEITA DE ANO NOVO
(Carlos Drummond de Andrade)
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre...
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre...
sábado, 14 de dezembro de 2013
Amigo de Alma
Tem amigo que nos aquece o coração;
Tem aquele que enfeita os nossos dias;
Outro que nos consola a alma;
Tem aquele que nos protege da tempestade.
Existe amigo que está em toda parte
Sempre disposto a ajudar;
Tem aquele que acredita em nós;
Outro que nos faz sorrir.
Tem aquele que nos ampara
Evita que tropecemos
Ou mesmo caiamos.
E nosso escudo diante as adversidades.
Outro apenas observa
Esperando o momento
Em que se faça necessário.
Tem o amigo anjo
Anjo protetor
Que sempre nos protege
Cuida
Sem ao menos esperarmos
Ou percebamos.
De todos os amigos
Existe sempre aquele
Que nos alimenta a alma,
Nos faz sentir amado.
Esse é o irmão.
O AMIGO DE ALMA.
O Amigo de Alma
É raro
Quase inexistente.
Esse é para toda vida.
E até depois dela.
Ele tem o poder de curar
A ferida da alma;
Mais que acreditar em nós,
Nos enxergar além de nós mesmos;
Sempre tem uma palavra oportuna
Que nos acalma
Nos faz sentir melhor.
É a presença constante
Mesmo quando não está a nosso lado.
Esse não mede esforços para ajudar
Faz o possível e o impossível
Enfrentaria todo o universo
Só para nos ver feliz.
Cuida de nós como de si mesmo.
Esse amigo agradece a Deus todos os dias
Por fazer parte de nossa vida.
Pois não somos apenas mais um amigo.
Somos uma dádiva de Deus.
O Amigo de Alma
Cuida de nós,
Da amizade com todo desvelo,
Dedicação e afeto.
Para o Amigo de Alma,
Nosso parte dele
Uma joia, um tesouro
O seu bem mais precioso.
Esse é todos os amigos
Em um só.
Ele é a força
O brilho
Em nossa vida.
(Kris Rikardsen)
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
domingo, 20 de outubro de 2013
Procura-se um amigo.
Procura-se um amigo
Que seja verdadeiro de alma;
Que não reclame por estar contigo;
Que seja onipresente mesmo
Que esteja ausente;
Que nunca o abandone
Nem o troque por outro.
Que o conheça apenas pelo olhar
Que saiba sorrir e chorar com você
Que tenha tempo para conversar
Que leia seus pensamentos
Mesmo daqueles que você tenta ocultar.
Que se importe com seus sentimentos,
Com você.
Procura-se um amigo
Que saiba ser amigo
Saiba o reconhecer como amigo;
Que os momentos a seu lado
Sejam sempre memoráveis;
Que o console
apenas com o olhar
Com o sorriso;
Que não deixe de ser amigo
Perante a morte.
Procura-se um amigo
Simplesmente
Que permaneça a seu lado
Nos bons e maus momentos
Que o faça
Sorrir ou chorar
Mas esteja sempre a seu lado.
Que divida com você o seu dia;
Que o incentive
E o critique no momento oportuno;
Que o faça amigo;
Que o aceite como é
Sem se importar com a opinião alheia;
Que o alimente na alma;
Não o exclua de sua vida
Que seja leal.
E principalmente,
Que seja irmão
De alma.
(Kris Rikardsen)
(Kris Rikardsen)
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
FAZ DE CONTA
Vivo num mundo
De faz de conta.
Um mundo...
Onde as pessoas ainda se importam com as outras;
Onde o SER sempre é mais importante
Que o TER.
Onde AMIGO é realmente Amigo
DE FATO.
E não de ocasião.
Um mundo...
Onde as pessoas ainda se importam com as outras;
Onde o SER sempre é mais importante
Que o TER.
Onde AMIGO é realmente Amigo
DE FATO.
E não de ocasião.
Vivo num mundo
De Faz de Conta
Num mundo mágico
Onde sonhar ainda é permitido;
Onde as aparências não imperam;
Onde um sorriso é sempre um sorriso.
Vivo num mundo
Onde não há ilusões,
Já que a verdade é sempre soberana.
Onde o ato de confiar
Não traz consigo decepções.
Onde não é necessário
Construir muros,
Muralhas;
Onde se pode respirar livremente
Sem tremer o inesperado.
No meu mundo
Se pode sentir a brisa,
Correr pela relva
Se sentir criança.
(Kris Rikardsen)
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
Flor Guardiã
Honrado Anjo
Flor Luminosa
Majestosa
Digna Flor.
Flor Guardiã
Flor da noite
Protetora
Do Cavaleiro Perdido.
Deste-lhe amparo
Amaste
Como somente
uma flor virtuosa
É capaz de amar.
Não mediste esforços
Arriscaste tudo
Para livrar
Tão perdido cavaleiro!
Foste ferida
Mortalmente ferida
Na alma.
Sorriste em meio à tristeza
Em meio à tempestade
Lágrimas escorreram em tua face.
Guardiã de todas as estações
Tornaste um rochedo
Um escudo
protetor
Enfrentaste criaturas
sombrias
Para salvá-lo
Do profano
Do abismo profundo.
Livrá-lo da morte.
Sem espada
Ou armadura
Desafiaste o mundo.
Que ingrata batalha!
Bendita flor,
Teu sofrimento
termina agora.
Amaste
como poucas.
Deste tudo.
Teus esforços
Não serão em vão
Ou meramente esquecidos.
Os céus te reverenciam
Exaltam
A mais formosa flor.
Teu sorriso
Voltará a brilhar
Iluminando nossos corações.
Nobres cavaleiros
Senhores do tempo
Contemplem
Esta nobre dama
Esta fada
Resgatem-na
Pois seu
único pecado
Foi amar.
(Kris Rikardsen)
sábado, 14 de setembro de 2013
Carta a um Cavaleiro Perdido
Perdido Cavaleiro
Em que estrada
caminhas?
Navegaste num mar de ilusões
Mares traiçoeiros
Cercados por serpentes.
Nebuloso Cavaleiro
Em que direção
Desejas ir?
Não reclames da sorte
Pois tu
próprio
Forjaste teu destino.
Em que estrada
caminhas?
Onde está tua nobre dama?
A flor guardiã.
Tua asa se partiu
Corroído por ilusões
Feriste a ti
A doce fada.
Machucaste o amor mais puro
Traindo pela volúpia.
Esqueceste o que o
fizeste cavaleiro?
Tornaste uma criatura
Sem-honra
Sem-luz
Sem dama
Sem glórias.
Sem saber,
Encontraste a solidão
O tormento na alma
Coberto por vaidades,
Luxúrias
Fostes.
Clamas por liberdade!
Mas a cada dia
Te acorrentas mais.
Tornaste cativo.
Chegará o tempo
Em que nem mesmo
Tua nobre dama
Conseguirá resgatar-te
Pois a escuridão
Revestirá tua alma
Te atirará a mais profunda solidão.
A estrada a qual percorres
Um caminho sem-volta
Serás aprisionado nos confins do nada.
Jamais voltarás a contemplar
Tão linda dama!
Terás perdido
Para sempre
tua honra
Tua chama
Mergulhado num vazio infinito.
Não haverá amigos
Que te consoles
Confortes
Tua alma.
Te rebelaste contra DEUS
Forjaste teu próprio infortúnio
Sem alma
E coração
Cais-te.
Derrotado, foste,
Por um ato impensado.
Decaído cavaleiro,
Em teu ser só há tristeza
Dor, solidão.
Cansado e perdido
Estás.
Retornes agora!
Reconquiste tua dama
Antes que o sol se ponha.
Que a noite caia
Sem estrelas
Sem o brilho da lua
Para guiar-te.
Corras para longe
Fujas da ilusão.
Retomes o caminho
Ressuscites
O cavaleiro de outrora
O nobre cavaleiro
De estirpe de bravos guerreiros.
Retornes,
Antes que o tempo
termine
Que a pomba parta
Que a dor te consuma
Que te percas no breu,
Nas sombras
(kris Rikardsen)
(kris Rikardsen)
domingo, 28 de julho de 2013
sexta-feira, 8 de março de 2013
A MAIS BELA FLOR

Mulher
Não há flor mais bela!
Seu sorriso
Seu olhar
Seu andar
Seu jeitinho de menina
Encantadora visão.
Ah, Mulher!
Estrela incandescente
Flor luar
Impetuosa
Imponente
Dona e senhora
Flor caprichosa
Néctar da vida.
Flor
Enigmática
Flor rara e preciosa
Flor de Vênus
Símbolo de amor
Fonte da criação
Eterna musa.
Não há flor mais bela
Mais sublime
Com tantas nuanças
Flor menina
Flor Mulher
Flor sagrada
Dádiva divina.
Adorada Flor
Doce brisa
Magnífico ser
Flor
Soberana
Forte pela própria natureza
Mar revolto
Mar profundo
Flor reluzente
Anjo.
Mulher,
Cobiçada flor.
Flor singela
Flor mágica
Doce melodia
Preciosa relíquia
A mais bela rosa.
(Kris Rik)
sábado, 23 de fevereiro de 2013
Aprendi
Aprendi com a vida
Que DEUS é maior.
Que tudo tem um motivo.
Que a vida é única
Uma benção;
Que deve ser preservada,
Defendida,
Respeitada.
Aprendi a ver
O que se esconde
Em cada ato, gesto, palavra.
Que nem sempre o que é dito
Reflete o que as pessoas trazem
No coração,
Na alma.
Aprendi com a vida
Que a melhor forma de resolver
Um dilema,
É enfrentando-o.
Que perdas são necessárias
E outras sempre podem ser evitadas.
Que a morte é um casulo apenas
Uma metamorfose.
Aprendi
A ouvir a alma.
A sorrir
Apesar das adversidades.
A dizer “sim” ou “não”
No momento oportuno.
A respirar fundo
E seguir em frente.
Aprendi a me manter serena
Como a natureza.
A jamais perder a esperança
Mesmo que não haja esperança
Pois tudo muda num piscar de olhos.
Aprendi
Que a paciência é inescusável
Ao ser humano.
Aprendi com a vida
Que nem tudo me convém
Por mais que o mundo diga
O contrário.
Que momentos devem ser vividos
Com responsabilidade
Pois tudo tem consequências.
Aprendi
A ser forte
A me fazer de forte
A ter coragem
A viver um dia de cada vez.
A fazer escolhas
Pois a vida é feita
De escolhas.
Aprendi
Que conquistar um sonho
Requer tempo
Trabalho.
Que amigo não se encontra
Em qualquer esquina.
Que palavras nem sempre
São necessárias.
Aprendi com a vida
A me fazer pequenina
A ser grande
A aceitar-me como sou
Mesmo que meu jeito
Desagrade a outrem
Pois não é preciso agradar a todos.
Aprendi
Que tudo o que posso ser
É apenas eu.
Pois só posso ser fiel a mim,
Aos meus princípios,
Aos meus sentimentos,
Às minhas emoções.
Aprendi
Que possibilidades
São infinitas!
Que cada experiência
Cada sofrimento
Cada dor
Traz consigo uma dádiva.
Aprendi com a vida
Que nem tudo
Merece minha atenção.
Que por mais que se queira,
Nem a todo se pode ou se deve ajudar.
Que algumas mudanças são inevitáveis.
E outras, necessárias.
Aprendi
Que cada pessoa
É um universo.
Que um único segundo
Um pequeno gesto
Pode mudar uma vida.
Que o silêncio
É inerente a alma.
Aprendi
Que o amor se renova
A cada dia,
A cada momento,
A cada gesto.
Que ninguém pode suprir
Minhas carências
E nem eu a de outrem.
Aprendi
A me fazer melhor.
A contar sempre comigo
A não me levar por ilusões.
Que nunca se estar realmente sozinho
Quando se tem a si.
Que o preço da liberdade
É a verdade.
Aprendi
Que a traição nada mais é
Que um ato imaturo,
Inconsequente.
Um sinal de covardia.
Que caráter
É uma virtude da alma.
Aprendi
Que a confiança
Se perde
Se ganha
Por um simples ato.
Que respeito
Não é imposto.
E sim, conquistado.
A vida me ensinou
A jamais desistir.
A persistir
A resistir
A recomeçar
A renascer
Das cinzas.
(Kris Rikardsen)


