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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Morre o escritor João Ubaldo Ribeiro

O autor de "Sargento Getúlio" e "Viva o povo brasileiro" foi vítima de uma embolia pulmonar



http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/07/morre-o-escritor-joao-ubaldo-ribeiro-4554362.html



O IG separou frases marcantes do escritor

"Não me considero um homem de letras. Encaro com enorme tédio essa tal de literatura."

"A arte é uma forma de conhecimento."

"Quem peca é aquele que não faz o que foi criado para fazer."

"Não estou preocupado em conhecer os novos autores, esses que vão surgindo agora. Já li muito no passado, está bom."

""Quanto mais coroa fico, mais vou sentindo frio."

"Um romance são tantos romances quantos forem seus leitores."

"Duvido muito que um sujeito leia um livro cheio de hiperlinks. Não acredito na praticidade dessa mecânica do computador."

"Já estou chegando, ou já cheguei, à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo."

"Em tese, somos capazes de nos apaixonar por tantas pessoas quantas sejamos capazes de lembrar, o limite é este, não um ou dois, ou três, ou quatro, ou cinco, ou dezessete, todos esses números são arbitrários, tirânicos e opressores."

Sobre receber o Prêmio Camões: "Para ser sincero, não acho nada demais. Acho que eu ganhei porque eu mereço."


ultimosegundo.ig.com.br/cultura/livros/2014-07-18/veja-frases-do-escritor-joao-ubaldo-ribeiro.html

domingo, 22 de junho de 2014

Morre a intelectual feminista Rose Marie Muraro, aos 83 anos


Rose Marie Muraro foi uma intelectual e feminista brasileira. Nasceu praticamente cega, sua personalidade singular deu-lhe força e determinação suficientes para tornar-se uma das mais brilhantes intelectuais de nosso tempo.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rose_Marie_Muraro


VER NOTÍCIA:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2014/06/21/interna_brasil,433859/morre-a-intelectual-feminista-rose-marie-muraro-aos-83-anos.shtml


http://oglobo.globo.com/cultura/morre-aos-83-anos-intelectual-rose-marie-muraro-12957807



quinta-feira, 20 de março de 2014

NÓDULOS BENIGNOS DA MAMA


O que são?
  Nódulos benignos são fruto de um crescimento aumentado que ocorre nas estruturas elementares da mama denominadas ductos e estroma. Sua causa não esta completamente esclarecida, no entanto há fortes indícios de que os hormônios femininos que surgem após a primeira menstruação (menarca) estejam envolvidos. Estima-se que sua frequência em mulheres na faixa dos 20 anos possa chegar a 20% (Doenças da Mama – Guia Prático Baseado em Evidências, Ed Atheneu, 2011). Observamos que os nódulos benignos são mais frequentes na segunda e terceira décadas de vida, mas podem ser encontrados em qualquer idade. 

Nódulos benignos de mama podem se tornar câncer?
Na verdade existem diversos tipos diferentes de nódulos benignos de mama. Em sua grande maioria não apresentam risco para câncer de mama, no entanto é fundamental a distinção com lesões proliferativas e precursoras, que infelizmente aumentam o risco para desenvolvimento de doenças malignas. Entre os nódulos benignos, o mais frequente é o fibroadenoma. Diversos estudos avaliaram sua relação com câncer de mama. Uma importante publicação concluiu não haver aumento no risco de câncer de mama em pacientes portadoras de fibroadenoma (Benign breast disease and the risk of breast cancer, Hartman LC, et al, N. Engl J Medicine, 2005)). Portanto se você descobriu um nódulo benigno na mama, não se desespere. Um seguimento semestral pode ser o suficiente.

Qual é a diferença entre um nódulo maligno e benigno?
Esta pergunta pode ser fácil e difícil ao mesmo tempo... Boa parte das lesões mamárias podem ser adequadamente classificadas como benignas ou malignas. Entretanto a certeza na medicina é algo de certa forma ilusória. Lidamos com probabilidades e baseado nelas classificamos as lesões em categorias que vão de 2 a 5. Grosseiramente entenda desta forma:



  • Categoria 2 
Lesões tipicamente benignas
Risco de câncer  menor que 0%

  • Categoria 3 
 Lesões provavelmente benignas
 Risco de câncer  menor que 2%

  • Categoria 4 
 Lesões suspeitas
Risco de câncer entre 2 e 97% 


  • Categoria 5 
Lesões altamente suspeitas 
Risco de câncer de mama acima a 97% 


 As características das lesões são fundamentais para sua classificação. Seja pela mamografia, ultrassonografia ou ressonância magnética, dados sobre a morfologia irão definir seu grau de suspeita.

Há alguma relação entre anticoncepcionais e nódulos benignos?
Esta foi uma dúvida que durante muitos anos permaneceu sem resposta. Tal fato fez com que muitos ginecologistas contraindicassem métodos contraceptivos em pacientes jovens com nódulos benignos de mama. Felizmente um grupo de pesquisadores europeus avaliaram esta relação em aproximadamente 1 milhão de mulheres e concluíram não haver qualquer relação entre nódulos benignos e anticoncepcionais orais (The Million Study, UK, 2003). Portanto, se você possui nódulo benigno de mama, não tenha medo de usar anticoncepcionais orais pois os mesmos não irão prejudicar a saúde de suas mamas.

Todo nódulo considerado benigno deve ser biopsiado ou mesmo retirado?
Sem dúvida nenhuma não! Na verdade apenas a minoria dos nódulos serão submetidos à algum procedimento intervencionista. Sabemos que esta lesão ocorre principalmente na faixa dos 20 aos 35 anos e em aproximadamente 85% das vezes são solitários. A história natural destas lesões também nos revelam que raramente se tornam tumores volumosos, ou seja, a maioria dos nódulos permanecerão medindo entre 1 e 2cm, sem apresentar crescimento pronunciado (Tratado de Mastologia da SBM, Ed Revinter, 2011). A biópsia deve ser considerada quando o nódulo não possuir todas as características de benignidade (categoria 4), quando houver um crescimento pronunciado da lesão, no contexto de risco aumentado para câncer de mama(mutações genéticas ou forte histórico familiar) e aparecimento em pacientes maiores de 30-35 anos (Doenças da Mama – Guia Prático Baseado em Evidências, Ed Atheneu, 2011). Sobre a cirurgia de retirada de nódulos benignos de mama, observem esta proposta de conduta que nos pareceu muito sensata:



(ilustração da punção mamária, também descrita com a sigla PAAF (punção aspirativa com agulha fina).



 

Fluxograma para conduta no nódulo benigno de mama em mulheres abaixo de 30 anos 
 (Doenças da Mama – Guia Prático Baseado em Evidências, Ed Atheneu, 2011). 


  Fonte:
http://www.casadamama.com/pagina.asp?codigo=16

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Escritora canadense Alice Munro ganha o prêmio Nobel de Literatura 2013

"Mestre dos contos", autora de "Felicidade Demais" é a 13ª mulher a receber o prêmio desde 1901 



 A escritora canadense Alice Munro, 82 anos, ganhou nesta quinta-feira (10) o prêmio Nobel de Literatura, atribuído pela Real Academia Sueca de Ciências. Definida pelo comitê como "mestre dos contos contemporâneos", ela é a 13ª mulher a ganhar o prêmio, que começou a ser entregue em 1901.

 A Real Academia disse não ter conseguido falar com Munro antes do anúncio oficial, como é de costume, e optado por deixar uma mensagem na caixa postal. Horas depois, em entrevista à imprensa canadense, a autora disse ter ficado surpresa com o prêmio, que definiu como "maravilhoso". "Sabia que estava no páreo, sim, mas nunca pensei que ganharia." 

 Munro tem obras traduzidas para mais de dez idiomas. No Brasil, foram publicados os livros "Ódio, amizade, namoro, amor, casamento" (2004), "Fugitiva" (2006), "Felicidade Demais" (2010) e "O Amor de Uma Boa Mulher" (2013).

 Para 2014, estão previstos os lançamentos de "Selected Stories", publicado originalmente em 1996, "The View of Castle Rock", de 2006, e o relançamento de "Ódio, amizade, namoro, amor, casamento".

 Munro também é conhecida pelo conto "The Bear Came Over the Mountain", publicado na revista norte-americana "The New Yorker", que em 2006 foi adaptado pela também canadense Sarah Polley para o cinema. "Longe Dela", escrito e dirigido por Polley e estrelado por Julie Christie, recebeu duas indicações ao Oscar.

 Antes do Nobel, Munro ganhou outros prêmios importantes como o Man Booker International Prize pelo conjunto da obra, o Commonwealth Writers’ Prize e o American National Book Critics Circle Award.


 Trajetória 

 Munro nasceu em 10 de julho de 1931 na província canadense de Ontario, onde se passam grande parte de seus contos. Sua mãe era professora e o pai, fazendeiro.

 Após terminar o colegial, começou a estudar Jornalismo e Inglês na Universidade de Western Ontario, mas abandonou a faculdade quando se casou com James Munro em 1951. O casal se mudou para Victoria, onde abriu uma livraria.

 Embora tenha começado a escrever na adolescência, Munro só publicou seu primeiro livro, "Dance of the Happy Shades", em 1968. A obra recebeu o Governor General's Awards, prêmio entregue pelo Conselho Canadense para as Artes. Sua coleção de contos mais recente é "Dear Life", de 2012.

 "Suas histórias muitas vezes se passam em cidades pequenas, onde a luta por uma existência socialmente aceitável costuma resultar em relacionamentos estremecidos e conflitos morais - problemas que passam por diferenças de gerações e conflito de ambições", escreveu a Real Academia, em nota.

 "Seus textos costumam narrar eventos cotidianos, mas decisivos, como epifanias que iluminam a história ao redor e permitem que questões existenciais apareçam", completou.

 Munro, que vive em Clinton, perto do local onde nasceu, afirmou recentemente que pretende abandonar a escrita. Ela já havia feito comentário semelhante em 2006, antes da publicação de "Dear Life", mas, em entrevista ao jornal "The New York Times" em julho, ela garantiu que desta vez é verdade: "Pode apostar dinheiro nisso." 

 Outros prêmios 

 Este ano, o Nobel de Física foi para François Englert e Peter W. Higgs, por suas descobertas teóricas sobre como as partículas subatômicas adquirem massa; o de Química para Martin Karplus, Michael Levitt e Arieh Warshel, pesquisadores de modelos complexos; e o de Medicina para James E. Rothman, Randy W. Schekman e Thomas C. Südhof, por descobertas que ajudam a compreender o diabetes.

 O vencedor do Nobel da Paz, o único que é entregue fora de Estocolmo, será anunciado em Oslo, na Noruega, na sexta-feira (11). Três dias depois, a divulgação do ganhador em Economia encerrará a rodada de prêmios, que serão entregues no dia 10 de dezembro, data da morte do fundador do prêmio, o sueco Alfred Nobel, químico, engenheiro e industrial, conhecido também pela invenção da dinamite.


 Veja a lista dos últimos ganhadores do Nobel de Literatura: 

  •  2012: Mo Yan (China) 
  •  2011: Tomas Tranströmer (Suécia) 
  •  2010: Mario Vargas Llosa (Peru) 
  •  2009: Herta Müller (Alemanha) 
  •  2008: Jean-Marie Gustave Le Clézio (França) 
  •  2007: Doris Lessing (Inglaterra) 
  •  2006: Orhan Pamuk (Turquia) 
  •  2005: Harold Pinter (Inglaterra) 
  •  2004: Elfriede Jelinek (Áustria) 
  •  2003: John M. Coetzee (África do Sul) 
  •  2002 : Imre Kertész (Hungria) 


 *Com Agência Brasil

 http://ultimosegundo.ig.com.br/cultura/livros/2013-10-10/canadense-alice-munro-ganha-o-premio-nobel-de-literatura-2013.html

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

IBGE: Uniões consensuais já representam mais de 1/3 dos casamentos no Brasil

 Entre dez anos, o percentual de pessoas em relações estáveis subiu de 28,6% para 36,4%

As uniões consensuais, aquelas que se caracterizam quando há uma relação estável com ou sem contrato, já representam mais de 1/3 dos casamentos do Brasil. Esse tipo de união foi o único que teve aumento no país no período entre 2000 e 2010, subindo de 28,6% para 36,4%, segundo aponta o relatório “Censo Demográfico 2010: nupcialidade, fecundidade e migração”.

 De acordo com o estudo, divulgado nesta quarta-feira (17) pelo IBGE, em 10 anos, reduziram-se os percentuais de pessoas que viviam unidas através do casamento civil e religioso (de 49,4% para 42,9%) e daquelas unidas apenas no religioso (de 4,4% para 3,4%). O percentual de casados apenas no civil também diminuiu, mas ligeiramente, passando de 17,5% em 2000 para 17,2% em 2010.

 Em relação às uniões consensuais, o aumento foi registrado em todos os estados, com destaque para os localizados nas regiões Norte e Nordeste. No Amapá, por exemplo, o percentual de pessoas que vivem em união consensual atingiu 63,5%, o maior do Brasil. Em seguida, estão Roraima (57%) e Pará (55,6%).


Para o IBGE, o aumento deste tipo de união pode estar relacionado aos elevados custos das celebrações tradicionais de casamento. Um indício desse fator pôde ser visto quando o parâmetro de análise foi o rendimento. A união consensual é a mais representativa entre as pessoas com renda per capita até meio salário mínimo (48,9%). Nas demais faixas de rendimento, esse tipo de união fica na segunda posição, atrás do casamento civil e religioso.

O estudo do IBGE aponta ainda que a união consensual é o tipo de casamento mais escolhido entre pessoas até 39 anos. Após 40 anos, a união civil e religiosa é mais frequente. O levantamento mostra também que o estado conjugal é influenciado por convicções religiosas. A união consensual é mais frequente entre pessoas que se declaram como sem religião (59,9%). Entre católicos (37,5%) e evangélicos (26,5%) o número de pessoas que optam por esse tipo de relação estável também é alto, mas perde para o modelo tradicional do casamento civil e religioso – 44,7% e 46%, respectivamente.

 

domingo, 22 de julho de 2012

Relatório da OIT aponta que mulheres trabalham dez dias a mais por ano


Carolina Sarres
Repórter da Agência Brasil

Brasília - As mulheres trabalham mais horas do que os homens, considerando o tempo trabalhado fora e dentro de casa. Dados do relatório Perfil do Trabalho Decente no Brasil: um Olhar sobre as Unidades da Federação, divulgado hoje (19) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), mostram que, no total, os homens têm jornada de 52,9 horas semanais. As mulheres, de 58 horas, 5,1 horas a mais do que o sexo oposto - o que equivale a 20 horas adicionais por mês, cerca de dez dias a mais por ano.
O relatório da OIT analisou os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que aponta que 90,7% das mulheres que estão no mercado de trabalho também realizam atividades domésticas - percentual que cai para 49,7% entre os homens. No trabalho, elas gastam, em média, 36 horas por semana; eles, 43,4 horas. Em casa, por outro lado, elas gastam 22 horas semanais. Os homens, 9,5 horas.
'Se eu tivesse esse tempo a mais, usaria para fazer as coisas que sempre tenho que fazer correndo: tomar café, fazer a unha, ir ao banco. Faço tudo sempre com pressa, contando os segundos', disse a funcionária púbica Gabriela Gonçalves, 26 anos, que concilia a jornada entre o mercado de trabalho e a casa.
Segundo ela, a dupla jornada leva à ansiedade e ao temor de não conseguir administrar bem o tempo.
'Na minha opinião, esse é um dado numérico que reflete a consequência da forma como somos criadas, de toda uma cultura. Eu me cobro a casa arrumada todos os dias, a roupa sempre em dia, a geladeira não faltando nada, as flores cuidadas e os lençóis sempre trocados. É um peso do qual sou 'voluntária'', falou Gabriel
Para o especialista em mercado de trabalho Jorge Pinho, os números ainda estão aquém da realidade. 'Acho modesto esse cálculo [da OIT]. Na nossa cultura, a mulher é de fato mais onerada do que o homem. Embora isso tenha mudado nos últimos anos, ainda cabe à mulher os encargos domésticos e os de mãe. Essa é a parte desvantajosa da igualdade buscada. As mulheres cada vez mais querem avançar na vida profissional e ascender no mercado. Isso tem um ônus, não só um bônus. Existem funções femininas que são insubstituíveis, uma delas é a maternidade', explicou o professor da Universidade de Brasília (UnB).
De acordo com o estudo da OIT, as atividades domésticas que os homens exercem nunca são executadas exclusivamente em casa e, em geral, exigem contatos com outras pessoas e deslocamentos, como fazer compras de supermercado, manutenções esporádicas ou levar os filhos à escola.
'Evidencia-se, portanto, que a massiva incorporação das mulheres ao mercado de trabalho não vem sendo acompanhada de um satisfatório processo de redefinição das relações de gênero com relação à divisão sexual do trabalho, tanto no âmbito da vida privada, quanto no processo de formulação de políticas públicas (...). A incorporação das mulheres ao mercado de trabalho vem ocorrendo de forma expressiva sem que tenha ocorrido uma nova pactuação em relação à responsabilidade pelo trabalho de reprodução social, que continua sendo assumida, exclusiva ou principalmente, pelas mulheres', informa o relatório.
'Eu acho injusto, mas tive um pai que sempre ajudou muito minha mãe e tenho visto isso também nas pessoas mais jovens. Acho que a mudança já começou', destacou a funcionária pública.
'É importante que haja políticas que facilitem a vida profissional, pessoal e familiar da mulher. Isso tem a ver com políticas públicas e empresariais que deem ênfase à noção de corresponsabilidade, com jornadas flexíveis, creches e acesso a meios de transporte', explicou a diretora da OIT no Brasil, Laís Abramo.
Edição: Lílian Beraldo
http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-07-19/relatorio-da-oit-aponta-que-mulheres-trabalham-dez-dias-mais-por-ano

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Mulheres só ganharam 44 de 851 prêmios Nobel já concedidos


Três mulheres foram agraciadas neste ano com o prêmio Nobel da Paz
pela luta pelos direitos das mulheres.

Da BBC


Três mulheres dividiram o Nobel da Paz deste ano por suas lutas pela igualdade de direitos entre os gêneros, mas na história do prêmio, iniciada em 1901, apenas 44 dos 851 agraciados nas seis categorias até hoje são mulheres.

A física nuclear polonesa Marie Curie, radicada na França, foi a primeira mulher a receber um Nobel, em 1903. Ela foi também a única mulher até hoje a receber um segundo prêmio Nobel - o de Química, em 1911.

Com o Nobel da Paz concedido neste ano conjuntamente à presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, à ativista Leymah Gbowee, também liberiana, e à jornalista e ativista iemenita Tawakkul Karman, a categoria passou a ser a com o maior número de mulheres laureadas - 15.

O Nobel de Literatura é a segunda categoria com o maior número de mulheres premiadas, com 12.

O prêmio de Economia, categoria criada somente em 1968, apenas uma vez foi dado a uma mulher, quando premiou a economista americana Elinor Ostrom, em 2009.

Nas demais categorias, duas mulheres receberam o Nobel de Física, quatro foram premiadas com o Nobel de Química e dez receberam o de Medicina.

Neste ano, das cinco categorias já anunciadas, apenas o Nobel da Paz foi agraciado a mulheres. O prêmio de Economia deverá ser anunciado na segunda-feira.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/09/morre-queniana-wangari-maathai-premio-nobel-da-paz-em-2004.html

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Casos de Aids entre meninas de 13 a 19 anos supera o de garotos em 2010


Foram 349 casos da doença entre as jovens contra 296 entre homens. População mais afetada pelo vírus da Aids tem entre 35 e 39 anos.

Nathalia Passarinho Do G1, em Brasília

Em 2010, foram registrados mais casos de mulheres entre 13 e 19 anoscom Aids do que homens da mesma faixa etária. Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (28) pelo Ministério da Saúde, em 2010, foram registrados 349 casos de Aids entre meninas contra 296 notificações do vírus entre meninos. Pelos números, a incidência da doença entre mulheres jovens é de 2,9 para cada 100 mil habitantes, enquanto entre homens a taxa é de 2,5 para cada 100 mil.

Até 30 de junho de 2011, 137 meninas de 13 a 19 foram infectadas, enquanto 110 jovens do sexo masculino tiveram a doença detectada.

"Temos uma grande preocupação com mulheres jovens, de 13 a 19 anos, pelo fato de ter mais mulheres que homens nessa faixa etária e pelo aumento dos casos de Aids entre meninas”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em entrevista coletiva. Um dos focos da campanha do governo federal de prevenção da Aids em 2011 será o público jovem feminino.

No recorte de 15 a 24 anos, a incidência da doença é maior entre homens. De 1980 a 2011, foram diagnosticados 66.698 casos de Aids entre jovens dessa faixa etária, sendo 38.045 do sexo masculino e 28.648 do sexo feminino, o que representa 11% do total de casos notificados no Brasil nos últimos 21 anos.

A região com maior incidência de Aids entre jovens em 2010 é o Sul, com 14,3 casos para cada 100 mil habitantes, seguida do Norte (12,8), Sudeste (9,2), Centro Oeste (7,9) e Nordeste (6,9).

De acordo com o Ministério da Saúde, o conhecimento da população jovem sobre as formas de infecção pelo vírus HIV é "alto". Estudo realizado pela pasta entre 2007 e 2008 mostra que 97% da população de homens entre 15 e 24 anos sabem que a melhor forma de evitar o contágio da doença é usar camisinha. Além disso, o estudo mostrou que a população jovem, em geral, é a que mais usa preservativo.

Maior incidência
Quando se leva em consideração tanto homens quanto mulhares, a incidência da enfermidade é maior entre pessoas de 35 a 39 anos. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2010, a taxa de incidência da doença entre pessoas dessa faixa etária é de 38,1 para cada 100 mil habitantes. A taxa de incidência da doença entre homens dessa faixa etária passou de 67,8 casos a cada 100 mil habitantes em 1998 para 49,4 em 2010. Já a verificada entre mulheres aumentou de 26,8 casos a cada 100 mil habitantes para 27,4. A segunda faixa etária com maior incidência é entre 30 e 34 anos (37,4 para cada 100 mil habitantes).

Na faixa etária acima de 50 anos, a taxa entre mulheres aumentou 75,9% em 2010 na comparação com os dados de 1998. Nos homens, a incidência passou de 14,5 casos por 100 mil habitantes em 1998 para 18,8 no ano passado.

Saiba mais:
http://g1.globo.com/brasil/noticia/2011/11/casos-de-aids-entre-meninas-de-13-19-anos-supera-o-de-garotos-em-2010.html

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Brasileiras no exterior terão disque-denúncia contra violência


Mulheres brasileiras em situação de violência que vivam em Portugal, Espanha e Itália terão um canal de comunicação com o governo federal para denunciarem agressões. O serviço é uma ampliação do 180, Central de Atendimento à Mulher, já presente em todo território brasileiro.

" Esse é um programa para atender mulheres brasileiras fora do país, que são vitimizadas de formas diferentes. Mas o que as unifica é a necessidade de orientação e amparo para resolver seus problemas ", diz a ministra da Secretaria de Política para Mulheres, Iriny Lopes.

Segundo ela, há mulheres vítimas de violência doméstica, de cárcere privado e há outras ludibriadas por organizações criminosas com falsas promessas de emprego que acabam cedendo à prostituição.

" Essas são vítimas de violência moral, física, sexual e, por isso, estamos disponibilizando o 180 para encaminhar seus problemas ", acrescenta, explicando que o que vai reger a solução dessas questões são acordos internacionais, através de consulados e embaixadas.

A ministra revela que esse serviço na Espanha, em Portugal e na Itália pode ser ampliado para outros países. Antes, entretanto, é preciso verificar a eficácia do atendimento prestado pelo países a suas cidadãs.

Da mesma forma que no Brasil, a Central de Atendimento à Mulher 180 vai funcionar 24 horas por dia, de segunda até domingo, inclusive feriados. a ligação é gratuita.http://www.blogger.com/img/blank.gif As mulheres em situação de violência na Espanha devem ligar para 900 990 055, discar a opção 3 e, em seguida, informar à atendente (em português) o número 61-3799.0180.

Em Portugal, devem ligar para 800 800 550, também fazer a opção 3 e informar o número 61-3799.0180. E, na Itália, as brasileiras podem ligar para o 800 172 211, fazer a opção 3 e, depois, informar o número 61-3799.018. O serviço da Central conta com a parceria do Ministério da Justiça e suporte de embaixadas e consulados. Da Agência O Globo

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

ONU lança campanha para acabar com violência contra a mulher


A Organização das Nações Unidas lança na terça-feira uma iniciativa com 16 itens para acabar com a violência contra as mulheres, na qual considera essencial a educação em igualdade desde a infância, disse à agência EFE a diretora-executiva da ONU Mulheres, a chilena Michelle Bachelet. "Temos que trabalhar muito mais com as crianças e ensinar desde pequenos o respeito entre os seres humanos, entre homens e mulheres", disse a ex-presidente do Chile (2006-2010) em entrevista.

ONU Mulheres lança neste ano, por causa do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, celebrado no dia 25 de novembro, uma chamada concreta aos líderes mundiais para que apliquem em suas políticas 16 pontos chave para acabar com toda forma de violência dirigida ao gênero feminino.

Bachelet disse que a mensagem lançada este ano pela ONU pede que os Governos garantam às mulheres "proteção, prevenção e provisão de serviços", e destacou a vital importância na educação das crianças. "Começamos com a educação das crianças desde pequenos e depois alcançamos o compromisso com os jovens", afirma.

Bachelet apresenta esses 16 pontos na sede central da ONU em Nova York e acompanhada pelo secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon. Um dos pontos é trabalhar com jovens e crianças, já outro pede aos Governos que redobrem esforços para mobilizar também os adultos contra a violência e promover a igualdade entre os gêneros.

Entre os outros 14 passos, se destaca o pedido aos Governos para que ratifiquem os tratados internacionais sobre o assunto, adotem e reforcem suas legislações, http://www.blogger.com/img/blank.gifdesenvolvam planos de ação próprios, acabem com a impunidade nos casos de violência e garantam o acesso universal a serviços básicos de saúde e justiça.

Para a diretora-executiva da ONU Mulheres, é preciso acabar com o fato de que 603 milhões de mulheres ainda vivam em países onde a violência contra elas não é um delito, que mais de 60 milhões de meninas sejam dadas em casamento ainda menores, e que entre 100 e 140 milhões de mulheres e meninas tenham sofrido mutilação genital.

FONTE: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5481312-EI294,00-ONU+lanca+campanha+para+acabar+com+violencia+contra+a+mulher.html

terça-feira, 8 de novembro de 2011

10 dicas para melhorar o desempenho escolar do seu filho


Construir um vínculo com a escola desde cedo e traçar paralelos entre o conteúdo e a vida fora do colégio fazem muita diferença


Além dos cadernos e boletins, os pais devem estar envolvidos com a vida escolar dos filhos desde o começo. Segundo a educadora Daniela de Rogatis, quando os pais não acompanham e valorizam o aprendizado, colocam a escola em xeque. “Se os pais não se importam com o que a criança aprende, eles desvalorizam a escola. E isso leva a criança a questionar o valor daquilo”, diz.

Deixar a educação somente nas mãos da escola não é uma solução. Para Daniela, a participação ativa dos pais na educação e no aprendizado dos filhos, além de ser um facilitador para perceber as dificuldades e facilidades das crianças, dá mais segurança para elas avançarem e melhorarem o desempenho.

A educadora Andrea Ramal lançou recentemente o livro “Depende de você – Como fazer de seu filho uma história de sucesso” (LTC Editora) pensando exatamente nisto. Segundo a autora, enquanto os pais não se aliarem às escolas, as chances do fracasso do filho na vida escolar só aumentam. Conversamos com quatro especialistas em educação e reunimos 10 dicas para ajudar as crianças a aproveitarem a escola ao máximo.

1. Não deixe para ir à escola somente quando aparece um problema

Ir à escola somente quando você é convocado para resolver algum problema da criança não vai fazer tanta diferença. A psicóloga Eliana Tatit Sapienza, da Clínica Meta, especializada na área educacional, indica aos pais manter uma parceria com a escola e os professores, frequentando reuniões e se informando sobre o conteúdo desenvolvido em cada matéria. As crianças, especialmente as mais novas, se sentem mais seguras e confiantes quando percebem essa ligação entre pais e professores.

2. Crie um vínculo de comunicação

Perguntar sempre como foi o dia de aula, o que os filhos aprenderam e se passaram por alguma dificuldade são algumas das questões iniciais para estabelecer o vínculo com as crianças sobre o assunto. “Não é para conversar na base da pressão, mas com amizade e afeto”, diz Andrea Ramal. Esse tipo de atitude fará com a criança se sinta, desde os primeiros dias na escola, à vontade para contar o que ela fez no dia, do que gostou e do que não gostou. Assim, se a conversa for mantida ao longo dos anos, os pais saberão se o filho é bom em português, mas tem dificuldades com a matemática, por exemplo.

3. Acompanhe os deveres de casa
Às vezes, segundo Birgit Mobus, psicopedagoga da Escola Suíço-Brasileira, em São Paulo, os pais trabalham tanto que lhes sobra pouco tempo para observar os deveres de perto, mas é importante que um dos dois realize esta função. Acompanhar o que a criança está aprendendo na escola aumenta a motivação e relacionar aquele conhecimento a uma lembrança real pode tornar o conteúdo ainda mais significativo – ao ver as lições sobre as vegetações típicas do país, por exemplo, vale relembrar aquela viagem feita ao cerrado ou a excursão das férias pelas trilhas e praias da Mata Atlântica.

4. Estabeleça uma rotina
A criança deve perceber que é muito mais proveitoso estudar um pouco por dia do que deixar para estudar na última hora, na véspera de uma prova. De acordo com Andrea Ramal, antes do sexto ano do Ensino Fundamental, estudar uma hora por dia está de bom tamanho. Conforme o número de matérias vai avançando, a duração deste período também deve aumentar. Se a criança ainda está no primeiro ciclo do Ensino Fundamental, o brincar ainda pode ter um espaço maior no dia a dia dela. “Os períodos de estudo devem ir crescendo a partir do segundo ciclo”, comenta Daniela de Rogatis.

5. Organize um espaço para os estudos

Este espaço deve ser aproveitado, de preferência, em um horário fixo e nobre do dia. A psicóloga Eliana Tatit Sapienza recomenda um lugar tranquilo, iluminado, limpo e organizado para o momento, onde nada possa tirar a concentração da criança. Televisão, videogame ou o irmãozinho mais novo fazendo bagunça devem ficar longe. Materiais de consulta, como livros e acesso supervisionado à internet, ficam perto.

6. Leia com prazer
Se dentro de casa a leitura é estimulada e encarada como um momento de lazer e prazer, será mais fácil para as crianças se adaptarem ao mundo dos estudos. “Os pais devem conversar com os filhos sobre o livro, revista ou jornal que estiverem lendo, além de deixar livros ao alcance das crianças”, comenta Eliana. Deixar bilhetes e cartinhas aos pequenos também é benéfico. Até mesmo fazer a lista de compras do supermercado ao lado do filho menor pode ser um estímulo.

7. Ajude seu filho a descobrir a fórmula ideal de estudo

Segundo Andrea Ramal, todos temos modalidades diferentes para aprender. Umas são mais produtivas do que outras. Algumas crianças são mais visuais e estudam sublinhando livros e fazendo resumos. Outras podem ser mais auditivas e preferem repetir o conteúdo em voz alta para si mesmas. “Os pais precisam estimular todas as modalidades, para ver qual é melhor para aquela criança, e tomar cuidado para não inibi-las”, diz. “Hoje em dia as pessoas não aprendem mais sob pressão, mas por motivação”, completa.

8. Relacione o que acontece na escola ao que acontece em família

Conectar os programas de família ao conteúdo da escola amplifica o conhecimento. Se a criança estiver estudando sobre rios e mares, ou sobre como a energia elétrica chega à casa de cada um, viajar para Itaipu ou Foz do Iguaçu durante as férias pode ser mais produtivo do que levá-la para a Disney. “Ela agrega e amplia os horizontes”, afirma Daniela.

Passeios e brincadeiras, de acordo com a psicóloga Eliana Tatit Sapienza, também são aliados da aprendizagem. Levar os pequenos a museus, teatros, sessões de cinema, bibliotecas, livrarias e propor jogos que incentivem a leitura, a escrita e o raciocínio são uma mão na roda. Ao assistir um filme, Andrea Ramal recomenda aos pais pedir aos filhos para escrever outra história com aquele personagem principal. Oportunidades de conhecimento além da escola não faltam, e o seu filho provavelmente gostará da ideia.

9. Se interessar ao seu filho, organize grupos de estudo
Tanto dentro como fora da escola, as atividades em grupo podem ser benéficas. Se os pais perceberem que a criança sente prazer ao estudar com um ou dois amiguinhos, é uma boa pedida. Organizar um debate sobre um assunto específico com os amiguinhos da escola, segundo Andrea Ramal, pode ser bem interessante. Levá-la a um museu com alguns amiguinhos e sugerir um debate sobre o assunto pode ajudá-la a atribuir sentido ao que viu e conheceu.

10. Não espere seu filho virar adolescente para participar da educação dele
http://www.blogger.com/img/blank.gif Uma família que sempre participou e esteve junto com as crianças durante as lições e provas dificilmente terá um adolescente que não se esforça nos estudos. Nesta fase, os pais precisam tomar cuidado para não pressionar os filhos ou serem invasivos. E isso só é possível se houver uma relação sólida construída. “As famílias que não levam a educação infantil e o primeiro ciclo do ensino fundamental com a devida importância e, consequentemente, não passam com a criança pelas primeiras dificuldades, não terão jeito de opinar quando o filho fizer 15 anos, já que as dificuldades se acumularam ao longo do processo educacional”, explica Daniela de Rogatis.

http://delas.ig.com.br/filhos/10-dicas-para-melhorar-o-desempenho-escolar-do-seu-filho/n1597357452267.html

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Três mulheres dividem o Prêmio Nobel da Paz de 2011


Três mulheres- a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, a militante Leymah Gbowee, também liberiana, e a jornalista e ativista iemenita Tawakkul Karman- foram laureadas com o Prêmio Nobel da Paz de 2011.


O anúncio das vencedoras foi feito nesta sexta-feira (7) em Oslo, capital da Noruega, pelo comitê que outorga o prêmio desde 1901.


As vencedoras vão dividir um prêmio equivalente a US$ 1,5 milhão (cerca de R$ 2,7 milhão).

Thorbjoern Jagland, presidente do comitê do Nobel, argumentou que as laureadas foram "recompensadas por sua luta não violenta pela segurança das mulheres e pelos seus direitos a participar dos processos de paz".

"A esperança do comitê é de que o prêmio ajude a colocar um fim na opressão às mulheres que ainda ocorre em muitos países e a reconhecer o grande potencial para democracia e paz que as mulheres podem representar", disse o presidente do comitê.

"Não podemos alcançar a democracia e a paz duradoura no mundo se as mulheres não obtêm as mesmas oportunidades que os homens para influir nos acontecimentos em todos os níveis da sociedade", disse Jagland.


Primeira presidente mulher

Ellen Johnson Sirleaf, de 72 anos, foi a primeira mulher a ser livremente eleita presidente de um país africano, em 2005.

Economista e mãe de quatro filhos, a "Dama de Ferro" tenta a reeleição em pleito marcado para esta terça-feira (11).

"Desde sua posse em 2006, contribuiu para garantir a paz na Libéria, para promover o desenvolvimento econômico e social e reforçar o lugar das mulheres", disse Jaglan, ao justificar a premiação.

Ellen afirmou nesta sexta que ela e Leymah Gbowee aceitam o prêmio em nome do povo liberiano.



'Greve de sexo'


Sua compatriota Leymah Gbowee teve um papel importante como ativista durante a segunda guerra civil liberiana, em 2003.

Ela mobilizou as mulheres no país pelo fim da guerra, organizando inclusive uma "greve de sexo" em 2002.

Também organizou as mulheres acima de suas divisões étnicas e tribais no país, ajudando a garantir direitos políticos para elas.

Em Nova York, ela disse nesta sexta-feira estar surpresa com o prêmio e incentivou as mulheres a agirem para resolver seus problemas.


Primavera Árabe

E Tawakkul Karman, ativista iemenita pró-direitos das mulheres, tem importante participação na chamada Primavera Árabe, movimento pró-abertura democrática que vem sacudindo politicamente vários países do mundo árabe desde o início do ano.

Em entrevista à TV Al Jazeera, ela disse que o prêmio é "uma vitória para todos os ativistas iemenitas", mas que a luta pelos direitos continua no país.

"Nas mais difíceis circunstâncias, tanto antes como depois da Primavera Árabe, Tawakkul Karman teve um papel importante na luta pelos direitos das mulheres, pela democracia e pela paz no Iêmen", segundo o comitê.

O Nobel é escolhido por um comitê norueguês de cinco membros, apontados pelo Parlamento da Noruega.

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/10/tres-mulheres-dividem-o-premio-nobel-da-paz-de-2011.html

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Mulheres gastam 25,2 horas semanais, em média, com afazeres domésticos



A população com 12 anos ou mais de estudo praticamente dobrou entre 1995 e 2005, e a freqüência ao ensino superior quase triplicou. Esse aumento ocorreu particularmente na população feminina, que atualmente é maioria nas universidades, bem como representa 56,1% da população com 12 anos ou mais de estudo.

Enquanto a população ocupada masculina com 12 anos ou mais de estudo estava distribuída na indústria (15,8%), no comércio e reparação (15,6%), em educação, saúde e serviços sociais (16,8%) e em outras atividades (22,3%), no caso das mulheres com esse nível de escolaridade, 44,9% estão no grupamento de educação, saúde e serviços sociais. Em resumo, as mulheres estão predominantemente no setor de serviços, em áreas que poderiam ser consideradas extensões das atribuições familiares e domésticas.

É importante destacar que, entre 2004 e 2005, houve um ligeiro aumento de 0,4 ponto percentual na proporção de mulheres na categoria de dirigentes em geral. Os maiores percentuais de mulheres nessa categoria estavam em Brasília (8,0%) e na região metropolitana de Curitiba (7,8%).http://www.blogger.com/img/blank.gif

Mesmo com a maior participação das mulheres no mercado de trabalho e as mudanças nos padrões familiares brasileiros, a responsabilidade no cuidado dos afazeres domésticos ainda era predominantemente feminina em 2005. Entre as mulheres ocupadas 92% declararam cuidar de afazeres domésticos. De 1995 a 2005, foi observado um tímido aumento da participação dos homens no cuidado de afazeres domésticos (cerca de 2 pontos percentuais na população de 10 anos ou mais de idade) e uma variação um pouco menor entre a população ocupada (0,8 p.p.). A análise desses indicadores mostra que ainda está longe uma divisão igualitária de tarefas entre homens e mulheres no ambiente doméstico: em média as mulheres gastavam 25,2 horas semanais nessas atividades contra 9,8 horas dos homens.
http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=774

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Aumenta número de famílias chefiadas por mulheres com cônjuge



Nos últimos dez anos, a chefia feminina na família aumentou cerca de 35%, de 22,9%, em 1995, para 30,6% em 2005. O crescimento foi maior em Santa Catarina (64,1%) e Mato Grosso (58,8%). A chefia feminina é mais expressiva entre as idosas1 (27,5%), reflexo da maior expectativa de vida das mulheres e da maior presença delas em domicílios unipessoais (com um só morador).

Em relação a 1995, cresceu também a proporção de famílias chefiadas por mulheres que tinham cônjuge. No ano passado, do total das famílias com parentesco, em 28,3% a chefia era feminina. Em 18,5% desse universo, as mulheres eram chefes, apesar da presença do cônjuge. Em 1995, essa proporção era de 3,5%. O indicador aponta não somente para mudanças culturais e de papéis no âmbito da família, como reflete a idéia de chefia "compartilhada", isto é, uma maior responsabilidade do casal com a família.

A proporção de mulheres na chefia das famílias com parentesco nas áreas metropolitanas era maior do que a média nacional (28,3%), variando de 31,0% na Grande Porto Alegre a 42,0% na Grande Salvador. Nas regiões metropolitanas, onde o acesso à informação e ao mercado de trabalho é mais fácil, as mulheres têm mais condições de assumir a chefia familiar.

A chefia feminina, porém, ainda é fortemente representada nas famílias onde não há cônjuge, principalmente no tipo de arranjo familiar onde todos os filhos têm 14 anos ou mais de idade. Neste caso, é possível encontrar mães solteiras ou separadas com filhos já criados ou até mesmo viúvas, cujos filhos permanecem em casa por opção ou necessidade. De 1995 a 2005, a percentagem de famílias chefiadas por mulheres com filhos e sem cônjuge passou de 17,4% para 20,1% no Nordeste, e no Sudeste, de 15,9% para 18,3%.

Em parte pelo reflexo da maior presença das mulheres no mercado de trabalho e da conseqüente redução da fecundidade, o tamanho médio das famílias diminuiu, entre 1995 e 2005, de 3,9 para 3,4 componentes no Nordeste e de 3,4 para 3,1 no Sudeste. Ainda se observa, porém, em todas as regiões metropolitanas, que as famílias maiores tinham menor rendimento per capita, enquanto os maiores rendimentos foram característicos das famílias menores.

Entre 1995 e 2005, por exemplo, a proporção, entre os arranjos familiares, dos casais com filhos e parentes caiu, no Nordeste, de 6,8% para 5,0%. No Sudeste, esse percentual passou de 4,8% para 3,7%. Reduziu-se também o percentual de casal com filhos, de 57,6% para 49,8% no país; de 57,7% para 51,3% no Nordeste e de 56,6% para 48,5% no Sudeste.

Um aspecto positivo para as famílias brasileiras nos últimos dez anos foi a redução das que vivem com um rendimento per capita de até ½ salário mínimo. Nas famílias chefiadas por homens, essa redução foi de 3,5 pontos percentuais, enquanto que nas famílias chefiadas por mulheres a redução foi um pouco maior, 3,8 p.p.

No Nordeste, essa queda foi de 3,5 pontos percentuais (48,4% para 44,9%), mas o contingente ainda era expressivo. Em contrapartida, no Sudeste, em 2005, apenas 15,8% das famílias estavam nesse patamar de rendimento per capita. Tocantins teve a maior redução nesse indicador: a proporção de famílias com chefia masculina e rendimento familiar per capita de até ½ salário mínimo passou de 54,9%, em 1995, para 37,5%, em 2005; na chefia feminina, a queda foi de 56,8% para 40,8%.

O rendimento médio familiar per capita dos 40% mais pobres era de ½ salário mínimo, enquanto o dos 10% mais ricos ficava em 9,44 salários mínimos, ou seja, 19 http://www.blogger.com/img/blank.gifvezes superior. A situação, porém, era pior em 1995, quando essa relação era de 23,3.

O índice de Gini2 do rendimento familiar caiu de 0,559, em 2004, para 0,552, em 2005. O Distrito Federal (0,592) e os estados do Piauí (0,589), Rio Grande do Norte (0,585) e Paraíba (0,569) tiveram os valores mais elevados. O mais baixo foi do Amazonas (0,459).

http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=774

sábado, 13 de agosto de 2011

Mulheres comemoram os cinco anos da Lei Maria da Penha


Em comemoração aos cinco anos de vigência da Lei nº 11.340, mais conhecida como Lei Maria da Penha, a Secretaria Extraordinária de Políticas para Mulheres realizou uma audiência pública na Assembleia Legislativa na tarde desta quinta, 11. Representando o prefeito Edvaldo Nogueira, a secretária municipal de Governo, Tânia Soares, participou do evento que contou com a presença de diversas autoridades jurídicas e representantes da sociedade civil e movimentos comunitários da capital sergipana.

Para a secretária Tânia Soares, a Lei Maria da Penha é uma grande conquista para o público feminino e também o reconhecimento da sociedade e poder público da importância da criminalização da violência doméstica. São cinco anos de muita conquista, mas também temos o conhecimento de que precisamos cada vez mais avançar para a proteção das vítimas e a penalidade aos agressores. Esse evento é um marco que nos leva a refletir a tratar esse assunto de forma radical, não só como um caso de polícia, mas sim de saúde e segurança pública, destacou.

A secretária municipal de Governo ainda lembrou que a Lei Maria da Penha possibilitou às mulheres perder o medo de denunciar o agressor. As estatísticas demonstram o alto número de mulheres vítimas da violência doméstica. Isso mostra o quanto as mulheres perderam o medo de denunciar. Elas se sentiram mais seguras, estão mais confiantes com a Lei , disse Tânia.

Ao agradecer a presença de todos, a secretária de Políticas Públicas para Mulheres, Maria Teles, destacou a importância da data e ressaltou a necessidade de novas conquistas. Não poderíamos deixar de fazer esse registro dos cinco anos de aplicabilidade da Lei Maria da Penha, com a qual alcançamos muitas conquistas. Temos sim muito o que comemorar, mas isso não significa que não tenhamos que ficar atentos aos novos desafios. É preciso avançarmos cada vez mais, disse Maria Teles.


Desafio

Numa retrospectiva do papel da mulher na sociedade, a promotora de Justiça e membro do Instituto Brasileiro do Direito da Família, Adélia Pessoa, deu início ao debate abordando o tema ‘Avanços e desafios da Lei Maria da Penha´. A violência doméstica é um problema de grandes dimensões. A Lei Maria da Penha não é só um problema de justiça criminal. É um problema de saúde e segurança pública, é um problema nosso. Nela estão descritas as diversas forma de violência que vão, desde o homicídio, à agressão psicológica, afirmou.

Segundo a promotora, além das medidas de proteção, é necessário que sejam implementadas medidas integradas. Integração operacional do Judiciário, do Ministério Público, Assistência Social, Saúde e Educação; a implantação de atendimento policial especializado para as mulheres; constante capacitação de profissionais; construção do centro de reeducação do agressor e, especialmente a criação do Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Sergipe é o único Estado a não ter um juizado especializado, disse Adélia Pessoa.


Presenças

Participaram da audiência pública na Assembléia, a primeira dama e secretária estadual de Inclusão Social, Eliane Aquino; o promotor de Justiça Criminal, José Elias Pinho de Oliveira; a defensora pública do Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher, Elvira Lorenza Quranta Leite; a enfermeira e coordenadora de Saúde da Mulher do município de Aracaju, Ana Carolina Miranda; a vereadora Rosangela Santana; o secretário da Casa Civil, Jorge Alberto; a professora doutora da UFS, especialista em Igualdade de Gênero, Maria Helena Cruz; e a delegada de Polícia da Delegacia Especialista de Atendimento à Mulher, Érika Farias Fonseca Magalhães.

http://www.faxaju.com.br/viz_conteudo.asp?id=121626

sábado, 23 de julho de 2011

Por que o envelhecimento apavora as mulheres?


Primeiro, ruguinhas aqui e ali. A pele já não era tão firme e a gravidade começou uma batalha contra o corpo. Mas foram os primeiros sintomas do climatério que fizeram a psicóloga Suely Oliveira, 52 anos, prestar atenção no processo de envelhecimento. “Em 2007, comecei a sentir os calores”, conta. “Era comum estar no computador e sentir um mal estar enorme pelo calor, achando que era o clima de Recife.”

“Durante muito tempo eu escondi a minha idade, assumi depois dos 45 anos. Era tão difícil. Ser velho é uma coisa feia na sociedade”, diz. Ela quebrou mais um paradigma ao assumir os cabelos brancos. “Foi uma mudança radical, que faz parte da minha postura em relação ao envelhecimento.”

E conta que enfrentou muitos olhares de reprovação. “Não é uma eliminação da vaidade de forma alguma: cuido do cabelo, não saio de casa sem batom, lápis no olho, creme hidratante”. Mas ela confessa que, embora não se sinta menos feminina, nem sempre o olhar do outro entende assim. “Eu quero despertar a atração das pessoas, mas me senti menos olhada.”

Muito além do espelho
Mas as mudanças físicas são superficiais, e não apenas literalmente. “São apenas mudanças superficiais, que acionam mudanças muito mais profundas de ansiedade, medo e depressão”, diz Vivian Diller, autora do recém-lançado “Encare o espelho!” (Ed. Cultrix). É o momento em que a mulher se olha no espelho e vê a mãe, ou em que alguém pergunta se ela tem netos. Ou, como no caso de Suely, a aproximação da menopausa. “A questão é aprender a lidar com o sentimento de medo e desespero.”

Focamos em permanecer jovens porque a expectativa de vida aumentou. Passamos pelo envelhecimento por muito mais tempo”, afirma Vivian. Ela e Jill Muir-Sukenick, coautora do livro, são psicólogas e ex-modelos que voltaram suas carreiras a analisar como a mudança da imagem afeta as mulheres emocionalmente. “Ainda temos poucos modelos de como viver esses anos longevos bem e desfrutar deles.” Para mulheres reconhecidamente bonitas, como modelos ou atrizes, o fardo é ainda mais pesado. “Quem investiu a autoestima em ser bonita vai certamente ter mais dificuldades conforme envelhecer.”

"Perder o aspecto jovem pesa tanto porque, para as mulheres, as mudanças visíveis no rosto e no corpo são vinculadas ao fim da vida fértil, e logo, ao senso de feminilidade. Para homens, o fantasma é a perda de força, virilidade e poder. “Ainda que os papéis femininos tenham se ampliado para além da procriação, estamos programadas para ter esse senso de perda”, afirma.

O medo de ser passada para trás por alguém mais jovem, tanto no casamento quando na carreira, também é uma constante, segundo a pesquisadora Vivian. “Medo é brochante. Quando as mulheres aprenderem a desapegar da imagem do seu eu jovem e aprenderem a redefinir sua beleza, vão poder ser e parecer atraentes na sua idade”, diz. “Mais do que os maridos, as mulheres são as maiores críticas da sua própria aparência no envelhecimento.”

Envelhecer não é opcional
Com tanta pressão vinda da mídia, a indústria cosmética e de medicina estética têm um amplo mercado para novidades em tratamentos e recursos. “As pessoas chegam no consultório com uma ansiedade muito grande, procurando resultados imediatos e inalcançáveis, em função de padrões de beleza ditados”, afirma a dermatologista Carla Góes Souza Pérez, autora do livro Beleza Sustentável (Integrare Editora).

“O problema é quando a mulher tenta resgatar a beleza para compensar outras perdas pessoais”, diz dermatologista. Para ela, a fase mais cruel é entre os 40 e os 50. “Se você não se cuidou, você se dá conta que tudo mudou de repente.”

Para evitar danos irreversíveis, a empresária Mariângela Guazelli 56 anos, começou a se cuidar há dez, com tratamentos estéticos e hormonais. “Eu falo muito com o rosto, com os olhos. Achei marcas de expressão na testa que eu nunca tinha percebido”, diz. Aos 45 anos, apareceu o primeiro cabelo branco, e ela sentiu o baque quando começaram a chamá-la de “senhora”.

Focada na carreira, Mariângela diz que não é de ficar na frente do espelho caçando ruguinhas. “Porque se você procurar, vai achar”, diverte-se. “Sempre fui muito consciente. Não adianta ter 56 anos e querer aparentar 20. Eu acho que a gente tem que saber envelhecer. A maior mudança é você se aceitar como você é.” Feliz com sua aparência, ela se casou aos 45 – prova de que não é só a pele de porcelana que atrai olhares.

Vivian Diller lembra que as mudanças exteriores para retomar a aparência jovem não são garantia de felicidade. “Nada impede totalmente o envelhecimento. Se os sinais da idade e imperfeições são vividos como falhas e defeitos das mulheres, tratamentos rápidos e cirurgias são irresistíveis, mas raramente funcionam”, afirma. A recomendação da psicóloga é aprender a cuidar, em vez de se preocupar. “Cinquenta não é no novo 15, mas 50 também não é o que costumava ser. Envelhecer é mudar e é normal”.

http://delas.ig.com.br/comportamento/por+que+o+envelhecimento+apavora+as+mulheres/n1597094928447.html

terça-feira, 31 de maio de 2011

Médicos se mobilizam no Dia Mundial sem Tabaco

Entidades médicas promovem debate no Senado com base científica.
No Rio de Janeiro e em São Paulo, médicos alertam a sociedade.



No Dia Mundial sem Tabaco, que é nesta terça-feira (31), será realizado no Senado Federal um encontro de médicos para debater os projetos de lei que tramitam na casa sobre a proibição do fumo em ambientes fechados.

Dois desses projetos são o PL 315/08 e o PL 316/08, que divergem sobre que forma tomaria a proibição do fumo, originado ou não do tabaco, em todo “recinto coletivo fechado, privado ou público”. Enquanto o PL 315/08 defende a extinção dos fumódromos, o PL 316/08 permitiria a existência dessas áreas.

O Fórum das Entidades Médicas sobre Tabagismo pretende apresentar evidências científicas sobre os efeitos para a saúde causados pela exposição à fumaça ambiental de tabaco. O evento é fruto de uma parceria entre Associação Médica Brasileira, o Conselho Federal de Medicina, a Federação Nacional dos Médicos e as Sociedades Brasileiras de Pneumologia e Tisiologia, de Cardiologia e de Oncologia, entre outras. Alexandre Padilha, ministro da saúde, é aguardado para o debate.

Outras ações
Em São Paulo, a Sociedade Paulista de Pneumologia e Tisiologia está organizando o “mutirão da bituca”. Médicos vestidos de jalecos vão limpar restos de cigarros na região da Avenida Paulista. Além disso, vão distribuir materiais informativos, tirar dúvidas, avaliar a capacidade respiratória dos fumantes e ajudá-los a calcular o gasto financeiro que o cigarro traz.

No Rio de Janeiro, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) também promoverá panfletagem e esclarecimentos nas ruas a respeito dos riscos do tabaco. À noite, o Cristo Redentor será iluminado de vermelho, cor adotada pela luta antitabagista.

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/05/medicos-se-mobilizam-no-dia-mundial-sem-tabaco.html

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

As Mulheres de Willian Shakespeare




Falar de Willian Shakespeare é falar de Elizabeth I. A obra do maior escritor da língua inglesa floresceu sob o reinado dessa mulher. Mulher forte, inteligente, culta, grande apreciadora de arte, principalmente do teatro. Graças a ela, Shakespeare teve a oportunidade necessária para mostrar o Grande Autor que era.

Shakespeare revolucionou o teatro. Oficialmente escreveu 37 peças, 154 sonetos, além de dois longos poemas narrativos (“Vênus e Adônis” e “A violação de Lucrecia”); no entanto há indícios de que tenha colaborado com uma série de outros. Sua obra é magnífica, poética, refinada, popular, completa. Em seus textos há magia, ação, essência humana. Podia ficar horas imersa em seu universo.

Navegou como poucos na natureza humana. Criou grandes personagens. Personagens tão ricos que transcendem as limitações do tempo. Tão marcantes que esquecemos que eles são apenas fictícios, tamanha é sua genialidade. Mergulhando no universo de Shakespeare, percebemos que a MULHER tem um papel de destaque. Seja na tragédia ou na comédia.

Desdêmona (Otelo, o mouro de Veneza), Cordélia (Rei Lear), Julieta (Romeu e Julieta), Helena (Tudo está bem quando termina bem / bom é o que bem acaba), Isabela (Medida por medida), Adriana (A Comédia dos erros); Catarina (A megera domada), Beatriz (Muito barulho por nada), Viola ( Noite de reis), Rosalinda (Como quiseres), Porcia, Jéssica e Nerissa (O mercador de Veneza), Hérnia e Helena (Sonho de uma noite de verão), Gertrude (Hamlet), Imogênia (Cimbeline), Ofélia... todas mulheres de Shakespeare.

As mulheres de Shakespeare têm a língua afiada e personalidade como a “Megera domada”. Podem ser decididas e autoconfiantes. Encantadoras como Julieta ou submissas e obedientes como Desdêmona. Possui qualidades masculina e feminina. Ser independentes, com traços feministas como Catarina e Beatriz. Ou extremamente ambiciosas como Lady Macbeth (Macbeth). Também podem ser doces e castas como Marina (Péricles) e Miranda (A tempestade). As mulheres de Shakespeare são apaixonadas e dispostas a lutar por seu amor como em "Os dois cavalheiros de Verona" . Vestir-se de homens, transgredir costumes, participar de jogos políticos, passar-se por loucas. As mulheres de Shakespeare possuem inúmeras facetas. São inusitadas, enigmáticas, únicas.

Quem não conhece a história dos amantes de Verona? Uma história real que ganhou notoriedade nas mãos do escritor inglês. Julieta, a doce Julieta. A menina que se tornou uma mulher capaz de transgredir convenções em defesa de seu amor. Um amor eternizado.

Julieta é uma das personagens mais popular e desafiadora de Willian Shakespeare. Uma mulher forte, decidida e ativa, que desconhecia sua força até se apaixonar.Já Lady Macbeth se apresenta quase masculina. Não se trata de uma MULHER passiva ou submissa. Ela é ambiciosa, manipuladora, dominadora. Uma Mulher sem escrúpulos. Capaz de tudo para obter o que deseja. Uma poderosa peça no jogo do poder. E ela quem arquiteta toda a conspiração e conduz o marido à ação. Posteriormente é consumida pela culpa, enlouquece e aparentemente se suicida. Uma das melhores personagens femininos já escritas.

Uma outra personagem marcante, controversa, que já gerou discussão, é Catarina – A Megera Domada. Através dela, Shakespeare defende os direitos da mulher e critica o machismo com muito humor.











A indomável e geniosa Catarina é uma bela mulher que não admite ser subjugada. Tem seus valores, defeitos, qualidades, emoções, fraquezas, forças. Catarina, assim com todas as mulheres de Shakespeare, é humana. Uma mulher fascinante. Vale a pena conhecê-la. Assim como as demais.

Ah, as mulheres de Shakespeare...
Passo a palavra ao autor.

“Se te comparo a um dia de verão
És por certo mais belo e mais ameno
O vento espalha as folhas pelo chão
E o tempo do verão é bem pequeno.


Ás vezes brilha o Sol em demasia
Outras vezes desmaia com frieza;
O que é belo declina num só dia,
Na terna mutação da natureza.


Mas em ti o verão será eterno,
E a beleza que tens não perderás;
Nem chegarás da morte ao triste inverno:


Nestas linhas com o tempo crescerás.
E enquanto nesta terra houver um ser,
Meus versos vivos te farão viver.


(Soneto 17 – Willian Shakespeare)




As mulheres de Shakespeare viverão para sempre, em suas obras. Shakespeare é um enigma para muitos. Um visionário.
Um gênio. Um mestre para outros.

Leitura obrigatória.

(Kris Rikardsen)



http://www.autores.com.br/index2.php?option=com_flashmagazinedeluxe&Itemid=0&task=show_magazine&mag_id=3