domingo, 8 de março de 2015
ELA
ELA
É apenas um rosto na multidão.
Rosto como muitos.
Ou o maior dos tesouros
O sorriso refletido em sua mente.
Pode ser
O suave aroma dos seus dias.
Seu anjo
A poesia.
A força e a coragem
O alívio presente nas horas incertas.
A amiga que deseja ter
A menina
A mulher
Ela é apenas um rosto na multidão
Sem nome
Sem futuro
Sem passado.
Ela pode ser
A realeza
O doce mistério
O sol
O mar.
Ser o arco-íris
O azul do céu
Sua melhor recordação.
Ninguém pode entender
O que passar em seu coração.
Ela pode ser o que parece
O brilho
O sorriso amigo
A prece
O milagre.
Tudo o que você sonhou
Ou a realidade de seus dias.
Ela pode ser
O equilíbrio
A diferença
Entre o bem e o mal.
A razão de sua existência
Estar em seu sorriso
Ou em suas lágrimas.
Ser o amor
A vida.
Sua maior inspiração.
Ela pode ser
A guardiã ou a heroína
De sua história.
Ser capaz
De gestos nobres
De dar a vida por um ideal.
Ser o seu presente
O bem-querer
O encanto.
Ela pode ser
ÚNICA.
Ou Simplesmente
Aquela que o ama.
Ser o começo
Ou o fim.
Ser aquela
que estará lá
Quando necessário.
Ser a canção.
A rosa.
Ou apenas um rosto
E nada mais.
(Kris Rikardsen)
sábado, 7 de março de 2015
domingo, 12 de outubro de 2014
Prêmio Nobel da PAZ
Prêmio Nobel da Paz
é para "todas as crianças sem voz"
Malala Yousufzai estava numa aula de Química quando soube que tinha sido distinguida com o Prêmio Nobel da Paz. Sentiu-se honrada por receber uma distinção que diz não merecer. Decidiu assistir a todas as aulas que tinha esta sexta-feira e só depois deixou o liceu Edgbaston, em Inglaterra. Na reação ao prêmio mostrou firmeza nos seus objetivos e prometeu que a sua luta pelo direito das crianças à educação não irá esmorecer.
“Sinto-me
honrada por ter sido escolhida como Prêmio Nobel da Paz. Sinto-me
honrada com este precioso prêmio. E estou orgulhosa por ser a primeira
paquistanesa e a primeira jovem a conseguir este prêmio. É uma grande
honra para mim”, começou por dizer a jovem de 17 anos numa conferência
de imprensa em Birmingham, onde vive com a família desde que deixou o
Paquistão.
Malala sublinhou que este prêmio é “para todas as crianças sem voz”, “para lhes dar coragem”.A paquistanesa, que queria ser médica e agora quer ser uma “boa política”, voltou a mostrar a sua faceta de oradora eloquente e desembaraçada quando lembrou que o prêmio não era só seu mas também do indiano Kailash Satyarthi. "Estou muito contente por partilhar este prémio com uma pessoa da Índia. Com alguém com um grande caminho pelos direitos das crianças e contra a escravatura infantil. Inspira-me. Estou muito contente por haver tantas pessoas que caminham pelos direitos das crianças e que não estou sozinha”.
A ativista aproveitou o facto de ser paquistanesa e Satyarthi indiano para falar da tensão que ainda ensombra os dois países. “Um acredita no hinduísmo e outro acredita fortemente no islão. Isso envia uma mensagem às pessoas, uma mensagem de amor entre o Paquistão e a Índia e entre as diferentes religiões. Não interessa a cor da pele, a língua que falamos, a religião em que que acreditamos, devemos considerar-nos todos seres humanos e devemos respeitar-nos e lutar pelos direitos das crianças, das mulheres e de todos os seres humanos”.
A jovem disse ter-se comprometido com Satyarthi, com quem falou ao telefone, a apelarem aos respectivos primeiros-ministros Narendra Modi, da Índia, e Nawaz Sharif, do Paquistão, para que estejam presentes na cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz, em Oslo, a 10 de Dezembro. Malala e Satyarthi pretendem “caminhar juntos para que todas as crianças tenham educação”. “Vamos tentar estabelecer ligações fortes entre o Paquistão e a Índia”.
Num agradecimento à família, Malala falou do pai e da importância de a ter deixado “voar” para atingir os seus objetivos.
O Prêmio Nobel que acaba de receber é tido como um encorajamento para continuar a sua campanha em defesa do direito das crianças à educação e da igualdade entre homens e mulheres. “Às vezes é muito difícil expressar os nossos sentimentos, mas senti-me muito honrada, mais poderosa e corajosa. Este prêmio é mais que um pedaço de metal, é um encorajamento para continuar, para acreditar em mim, e saber que há mais pessoas que me apoiam nesta campanha”.
Antes de dar por terminado o encontro com os jornalistas, Malala dirigiu-se em urdu aos paquistaneses que hoje celebram a distinção da jovem.
FONTE:
http://www.publico.pt/mundo/noticia/premio-nobel-da-paz-e-para-todas-as-criancas-sem-voz-1672535
quarta-feira, 8 de outubro de 2014
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
quinta-feira, 24 de julho de 2014
sexta-feira, 18 de julho de 2014
Morre o escritor João Ubaldo Ribeiro
O autor de "Sargento Getúlio" e "Viva o povo brasileiro" foi vítima de uma embolia pulmonar
http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/07/morre-o-escritor-joao-ubaldo-ribeiro-4554362.html
O IG separou frases marcantes do escritor
"Não me considero um homem de letras. Encaro com enorme tédio essa tal de literatura."
"A arte é uma forma de conhecimento."
"Quem peca é aquele que não faz o que foi criado para fazer."
"Não estou preocupado em conhecer os novos autores, esses que vão surgindo agora. Já li muito no passado, está bom."
""Quanto mais coroa fico, mais vou sentindo frio."
"Um romance são tantos romances quantos forem seus leitores."
"Duvido muito que um sujeito leia um livro cheio de hiperlinks. Não acredito na praticidade dessa mecânica do computador."
"Já estou chegando, ou já cheguei, à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo."
"Em tese, somos capazes de nos apaixonar por tantas pessoas quantas sejamos capazes de lembrar, o limite é este, não um ou dois, ou três, ou quatro, ou cinco, ou dezessete, todos esses números são arbitrários, tirânicos e opressores."
Sobre receber o Prêmio Camões: "Para ser sincero, não acho nada demais. Acho que eu ganhei porque eu mereço."
ultimosegundo.ig.com.br/cultura/livros/2014-07-18/veja-frases-do-escritor-joao-ubaldo-ribeiro.html
segunda-feira, 7 de julho de 2014
domingo, 29 de junho de 2014
domingo, 22 de junho de 2014
Morre a intelectual feminista Rose Marie Muraro, aos 83 anos
Rose Marie Muraro foi uma intelectual e feminista brasileira. Nasceu praticamente cega, sua personalidade singular deu-lhe força e determinação suficientes para tornar-se uma das mais brilhantes intelectuais de nosso tempo.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rose_Marie_Muraro
VER NOTÍCIA:
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2014/06/21/interna_brasil,433859/morre-a-intelectual-feminista-rose-marie-muraro-aos-83-anos.shtml
http://oglobo.globo.com/cultura/morre-aos-83-anos-intelectual-rose-marie-muraro-12957807
quarta-feira, 18 de junho de 2014
APENAS UM CÃO
Há não muito tempo, alguém me perguntou:
Você deixa de viajar por não ter com quem deixar sua cachorrinha?
Sorri, porque esse alguém apenas não entende o que é: -
De vez em quando escuto alguém dizer: "Para com isso! É apenas um cão!"
Ou então: "Mas é muito dinheiro para se gastar com ele...é apenas um cão!"
Estas pessoas não sabem do caminho percorrido, do tempo gasto ou dos custos que significam "apenas um cão".
Muitos de meus melhores momentos me foram trazidos por "apenas um cão".
Por muitas vezes em minha vida, a minha única companhia era "apenas um cão."
Muitas de minhas tristezas foram amenizadas por"apenas um cão".
E nos dias mais sombrios, o toque de "apenas um cão" me deu forças para seguir em frente.
E se você é daqueles que pensam que ele é"apenas um cão",
você também deve entender as expressões"apenas um amigo", "apenas um sol", "apenas uma promessa",etc...
"Apenas um cão"
deu a minha vida a verdadeira essência da amizade, da confiança e da felicidade.
"Apenas um cão"
faz aflorar compaixão e a paciência, que fazem de mim, uma pessoa melhor.
Porque para mim e para pessoas como eu, não se trata de"apenas um cão", mas da incorporação de todos os sonhos e da esperança do futuro. Das lembranças afetuosas do passado; da pura felicidade do momento presente.
"Apenas um cão"
faz brotar o que há de bom em mim e dissolve meus pensamentos e as preocupações do meu dia.
Eu espero que algum dia, as pessoas entendam que não é"apenas um cão",
mas aquilo que me torna mais humano e permite que eu não seja "apenas um homem".
Então, da próxima vez em que você escutar a frase:"é apenas um cão",
apenas sorria para essas pessoas porque elas apenas não entendem.
PARA AJUDAR OS ANIMAIS NAO DEIXE PRA DEPOIS!
Autora: Momô Bittner
quarta-feira, 11 de junho de 2014
quinta-feira, 5 de junho de 2014
quarta-feira, 28 de maio de 2014
VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA - A voz das brasileiras
Publicado em 24/11/2012 - Armando Rapchan
Vídeodocumentário popular produzido por Bianca Zorzam, Ligia Moreiras Sena, Ana Carolina Franzon, Kalu Brum, Armando Rapchan. Produzido a partir de depoimentos reais de mulheres, gravados em suas próprias casas com webcam, celular e máquina fotográfica.
Vídeodocumentário popular produzido por Bianca Zorzam, Ligia Moreiras Sena, Ana Carolina Franzon, Kalu Brum, Armando Rapchan. Produzido a partir de depoimentos reais de mulheres, gravados em suas próprias casas com webcam, celular e máquina fotográfica.
quinta-feira, 22 de maio de 2014
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Maria Gaetana Agnesi
Publicado em 25/11/2013 - Felipe de Souza
Maria Gaetana Agnesi (Milão, 16 de maio de 1718 - Milão, 9 de janeiro de 1799) foi uma linguista, filósofa e matemática italiana. Agnesi é reconhecida como tendo escrito o primeiro livro que tratou, simultaneamente, do cálculo diferencial e integral. Escreveu em latim a obra "Propositiones philosophicae" (Proposições Filosóficas), publicada em Milão em 1738; mas o que a tornou notável foi o seu compêndio profundo e claro de análise algébrica e infinitesimal na obra "Instituzioni Analitiche" (Instituições Analíticas), traduzida para o inglês e para o francês.
O livro foi além dos tópicos sobre filosofia e abordou mecânica celestial e teoria da gravidade de Newton. Durante uma década, Agnesi escreveu uma obra de dois volumes; o primeiro deles, com mais de mil páginas tratava de aritmética, álgebra, trigonometria, geometria analítica e cálculo. O segundo abrangia equações diferenciais. Foi a primeira obra que uniu as ideias de Isaac Newton e de Gottfried Leibniz 1. É dela também a autoria da chamada "curva de Agnesi". Faleceu numa instituição para idosos, em Milão, chamada Pio Albergo Trivulzio.
Primeiros anos
Seu pai, Pietro, foi um rico homem de negócios e professor de matemática na Universidade de Bolonha que elevou sua família para a nobreza de Milão.
Tendo nascido em Milão, Maria foi considerada uma menina prodígio muito cedo, falava francês e italiano aos cinco anos de idade. Aos 13 anos de idade já havia adquirido fluência no grego, hebraico, espanhol, alemão e latim, sendo considerada uma verdadeira poliglota. Sempre educou seus irmãos mais novos. Quando tinha nove anos de idade compôs um discurso em latim para um encontro acadêmico. O tema era o direito das mulheres de receber educação.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Gaetana_Agnesi
Maria Gaetana Agnesi (Milão, 16 de maio de 1718 - Milão, 9 de janeiro de 1799) foi uma linguista, filósofa e matemática italiana. Agnesi é reconhecida como tendo escrito o primeiro livro que tratou, simultaneamente, do cálculo diferencial e integral. Escreveu em latim a obra "Propositiones philosophicae" (Proposições Filosóficas), publicada em Milão em 1738; mas o que a tornou notável foi o seu compêndio profundo e claro de análise algébrica e infinitesimal na obra "Instituzioni Analitiche" (Instituições Analíticas), traduzida para o inglês e para o francês.
O livro foi além dos tópicos sobre filosofia e abordou mecânica celestial e teoria da gravidade de Newton. Durante uma década, Agnesi escreveu uma obra de dois volumes; o primeiro deles, com mais de mil páginas tratava de aritmética, álgebra, trigonometria, geometria analítica e cálculo. O segundo abrangia equações diferenciais. Foi a primeira obra que uniu as ideias de Isaac Newton e de Gottfried Leibniz 1. É dela também a autoria da chamada "curva de Agnesi". Faleceu numa instituição para idosos, em Milão, chamada Pio Albergo Trivulzio.
Primeiros anos
Seu pai, Pietro, foi um rico homem de negócios e professor de matemática na Universidade de Bolonha que elevou sua família para a nobreza de Milão.
Tendo nascido em Milão, Maria foi considerada uma menina prodígio muito cedo, falava francês e italiano aos cinco anos de idade. Aos 13 anos de idade já havia adquirido fluência no grego, hebraico, espanhol, alemão e latim, sendo considerada uma verdadeira poliglota. Sempre educou seus irmãos mais novos. Quando tinha nove anos de idade compôs um discurso em latim para um encontro acadêmico. O tema era o direito das mulheres de receber educação.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Maria_Gaetana_Agnesi
domingo, 11 de maio de 2014
sexta-feira, 9 de maio de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Camille Claudel
Camille era filha de Louis Prosper,um hipotecário, e Louise Athanaïse Cécile Cerveaux. Camille passou toda sua infância em Villeneuve-sur-Fère, morando em um presbitério que seu avô materno, doutor Athanaïse Cerveaux, havia adquirido. Foi primeira filha do casal, sendo quatro anos mais velha que Paul Claudel. Ela impõe a seu irmão, assim como a sua irmã caçula Louise, sua forte personalidade. Ela comandava os dois desde pequena. Segundo Paul, seu irmão, ela declarou desde cedo seu desejo de ser escultora. Camille também tinha certas premonições e previu também que seu irmão se tornaria escritor e sua irmã Louise seria musicista.
Seu pai, maravilhado com seu estupendo e precoce talento que, ainda na infância, produziu esculturas de ossos e esqueletos com impressionante verossimilhança, oferta-lhe todos os meios de desenvolver suas potencialidades, a colocando em escolas e cursos de primeira linha. Sua mãe, por outro lado, não vê com bons olhos, colocando-se sempre contra todo aquele empreendimento, reagindo muitas vezes violentamente no sentido de reprovar a filha que traz incômodos e custos excessivos para a manutenção de seu "capricho". O sonho de Camille é ser uma escultora de sucesso e vê essa vontade ameaçada pela mãe, que acha que ocorreem muitos gastos com a educação da menina.
Em 1881, já com 17 anos, sai de casa para ir em busca de seu grande sonho. Parte para Paris e ingressa na Academia Colarossi, uma escola que forma artistas escultores. Ela teve por mestre primeiramente Alfred Boucher e depois Auguste Rodin. É desta época que datam suas primeiras obras que nos são conhecidas: A Velha Helena (La Vieille Hélène — coleção particular) ou Paul aos treze anos (Paul à treize ans — Châteauroux).
O tempo passa, e seu professor Rodin, impressionado pela solidez e tamanha beleza de seu trabalho, admite-a como aprendiz de seu ateliê na rua da Universidade em 1885 e é nesse momento que ela colaborará na execução das Portas do Inferno (Les Portes de l'Enfer) e do monumento Os Burgueses de Calais (Les Bourgeois de Calais).
Tendo deixado sua família pelo amor a escultura, ela trabalha vários anos a serviço de seu mestre, por quem é secretamente apaixonada, e ela mantem-se à custa de sua própria criação, pois ela ganha salário como aprendiz. Por vezes, a obra de um e de outro são tão próximas que não se sabe qual obra de seu professor ou da aluna. Às vezes se confunde em quem inspirou um ou copiou o outro, pois Camille faz tão bem seu trabalho que parece que há anos ela trabalha com arte. Suas esculturas e as de Rodin são muito idênticas, fato que aproxima os dois.
O tempo passa e Camille e Rodin se envolvem, e têm um caso ardente de amor. Porém Camille Claudel enfrenta muito rapidamente duas grandes dificuldades: De um lado, Rodin não consegue decidir-se em deixar Rose Beuret, sua namorada desde os primeiros anos difíceis, e de outro lado, alguns afirmam que suas obras seriam executadas por seu próprio mestre, ou seja, acusam Camille de ter copiado todos os trabalhos de seu professor em vez dela mesma fazer. Muito triste e depressiva pelas acusações e por Rodin ainda ter outra mulher, Camille tentará se distanciar de Rodin e a fazer suas obras de arte sozinha. Percebe-se muito claramente essa tentativa de autonomia em sua obra (1880-94), tanto na escolha dos temas como no tratamento: A Valsa [1](La Valse — Museu Rodin) ou A Pequena Castelã [2] (La Petite Châtelaine, Museu Rodin). Esse distanciamento segue até o rompimento definitivo em 1898. A ruptura é marcada e contada pela famosa obra de título preciso: A Idade Madura [3] (L’Age Mûr – Museu d'Orsay).
Ferida e desorientada, ainda mais por descobrir que seu romance com Rodin não passou de uma aventura para ele e que ele prefeiu a namorada, Camille Claudel passa a nutrir por Rodin um estranho amor-ódio que a levará à paranóia e a loucura. Ela instala-se então no número 19 do hotel Quai Bourbon e continua sua busca artística em grande solidão, pois ama loucamente Rodin, mas ao mesmo tempo o odeia por ele tê-la abandonado. Ela se entregou a esse homem de corpo e alma e em troca só teve ingratidão e abandono. Apesar do apoio de críticos como Octave Mirbeau, Mathias Morhardt, Louis Vauxcelles e do fundidor Eugène Blot, seus amigos, ela não consegue superar a dor da saudade. Eugène Blot organiza duas grandes exposições, esperando o reconhecimento e assim um benefício sentimental e financeiro para Camille Claudel, pois ele quer ajudar a amiga em dificuldade. Suas exposições têm grande sucesso de crítica, mas Camille já está doente demais para se reconfortar com os elogios. Ela passa a ficar estranha e obsessiva, querendo a morte de Rodin. Ela passa a se lembrar de seu passado, a mãe a impedindo de ser uma artista e lembranças ruins da infância passam a sufocá-la cada vez mais.
Depois de 1905, os períodos paranóicos de Camille multiplicam-se e acentuam-se. Ela crê em seus delírios. Entre seus sonhos doentes, ela acredita que Rodin roubará suas obras de arte para moldá-las e expô-las como suas, ou seja, ela acha que Rodin roubará as esculturas e falará que foi ele quem fez. Ela passa a achar que o inspetor do Ministério das Belas-Artes está em conluio com Rodin, e que desconhecidos querem entrar em sua casa para lhe furtar suas obras de arte. Nessa fase ela passa a falar sozinha e já adquiriu a esquizofrenia. Também chora muito, e passa a ter ideias de suicídio. Camille cria histórias imaginárias que ela passa a achar que são puramente verdade. Nessa terrível época que suas crises de loucura aumentam, vive um grande abatimento físico e psicológico, não se alimentando mais e desconfiando de todas as pessoas, achando que todos a matarão. Ela se isola e como mora sozinha no hotel, ninguém sabe de sua condição, pois ela rompe a amizade com os amigos e passa a querer ficar e viver sozinha em seu quarto. Ela se mantém vendendo as poucas obras que ainda lhe restam.
Seu pai, seu porto-seguro, a única pessoa que a mais entendeu na sua vida, morre em 3 de março de 1913, o que piora por completo sua depressão e a faz sair da realidade mais ainda. Ela entra em uma crise violenta, quebrando tudo e gritando, e em 10 de março, ela é internada no manicômio de Ville-Evrard. A eclosão da Primeira Guerra Mundial levou-a a ser transferida para Villeneuve-lès-Avignon onde morre, após trinta anos de internação e desespero, passando todo esse tempo amarrada e sedada. Morreu em 19 de outubro de 1943, aos 79 anos incompletos.
Talento
A força e a grandiosidade de seu talento estavam na verdade em um lugar muito incômodo: entre a figura legendária de Rodin e a de seu irmão que se tornou um dos maiores expoentes da literatura de sua geração. E não é difícil ler que as questões de gênero permeiam esse lugar menor dedicado a Camille.
Seu gênio sufocado por dois gigantes, sua vida sufocada por um abandono, suas forças e sua lucidez esgotadas por uma relação umbilical com seu mestre e amante. Uma relação da qual não conseguiu desvencilhar-se, consumindo sua vitalidade na vã tentativa de desembaraçar-se desse destino perverso. Camille Claudel, sua forte personalidade, sua intransigência, seu gênio criativo que ultrapassou a compreensão de sua época, como afirma o personagem de Eugène Blot no filme, permanecerá ainda e sempre um Sumo Mistério. Ela tinha uma inteligência e um talento fora do comum e poucas pessoas da época entendiam seu grande dom para ser uma verdadeirta artista.
Bibliografia
DELBÉE, Anne, Camille Claudel: uma mulher, São Paulo: Martins Fontes, 1988. WAHBA, Liliana Liviano, Camille Claudel: criação e loucura, Rio de Janeiro: Rosa dos Tempos, 2002. ROCHA, Ana Maria Martins Lino, Escolha da paixão: uma análise do romance entre Camille Claudel e Auguste Rodin à luz da psicanálise, São Paulo: Vetor, 2001. Referências Traduzido e ampliado da Biografia de Camille Claudel do site da Association Camille Claudel. Filmes
O filme Camille Claudel (França, 1988 - California Filmes) relata a vida da escultora. Conta com a direção de Bruno Nuytten e a participação de Isabelle Adjani como Camille e Gérard Depardieu como Rodin.
Em Camille Claudel, 1915 (2013), dirigido por Bruno Dumont, Juliette Binoche interpreta Camille em 1915, já internada.
californiafilmes - Publicado em 21/06/2013
Inverno, 1915. A vida reclusa da escultora Camille Claudel (Juliette Binoche). Internada pela família num manicômio no sul da França, ela aguarda a visita do irmão, Paul (Jean-Luc Vincent).
Direção: Bruno Dumont
Elenco: Juliette Binoche, Jean-Luc Vincent, Emmanuel Kauffman
Gênero: Drama
País: França
Ano: 2013
Duração: aprox. 96 min
mantarrayafilms - Publicado em 25/09/2013
Cultura Popular
Camille Claudel serviu de inspiração para o personagem Kamille Bidan protagonista do anime de ficção-científica Mobile Suite ZGundam.
quarta-feira, 16 de abril de 2014
40 frases clássicas de escritoras famosas
Não pode ser seu amigo quem exige seu silêncio.
(Alice Walker)
Porque amei a vida, não terei nenhuma tristeza ao morrer.
(Amelia Burr)
Ajusto-me a mim, não ao mundo.
(Anaïs Nin)
Um homem beijar a sua mão pode ser uma delícia, mas uma pulseira de safiras e diamantes dura para sempre.
(Anita Loos)
Toda dominação pessoal, psicológica, social e institucionalizada nessa terra pode ser remetida a uma mesma fonte original: as identidades fálicas dos homens.
(Andrea Dworkin)
A liberdade é incompatível com o amor: um amante é sempre um escravo.
(Baronne De Staal)
Aprendi com a primavera a deixar-me cortar e voltar sempre inteira.
(Cecília Meireles)
Uma mente agitada faz um travesseiro inquieto.
(Charlotte Brontë)
Nossos companheiros perfeitos nunca têm menos de quatro patas.
(Colette)
Brevidade é a alma da lingerie.
(Dorothy Parker)
A minha vela arde nas duas pontas; não vai durar a noite inteira.
(Edna St. Vincent Millay)
O homem é uma fêmea imperfeita.
(Elizabeth Gould Davis)
Todo meu patrimônio são meus amigos.
(Emily Dickinson)
A vaidade e o orgulho são coisas diferentes, embora as palavras sejam frequentemente usadas como sinônimos.
(Jane Austen)
Nada é tão bom como parece à primeira vista.
(George Eliot)
As pessoas que acreditam na inteligência, no progresso e no entendimento são as que tiveram uma infância infeliz.
(Gertrude Stein)
A verdade te libertará. Mas primeiro ela vai te enfurecer.
(Gloria Steinem)
Para que faças brilhar tua estrela não precisas apagar a minha.”
(Helen Keller)
No amor existem duas coisas: corpos e palavras.
(Joyce Carol Oates)
A mulher que se preocupa em evidenciar a sua beleza anuncia ela própria que não tem outro maior mérito.
(Julie de Lespinasse)
Eu quero ser tudo que sou capaz de me tornar.
(Katherine Mansfield)
Trocar de marido é só trocar de encrenca.
(Kathleen Norris)
A vida é uma sacanagem de merda e cada segundo de lucidez é um suplício.
(Lolita Pille)
Me leia enquanto estou quente.
(Lygia Fagundes Telles)
Na vida você tem de escolher entre tédio e sofrimento.
(Madame de Staël)
Os homens gostam das mulheres que escrevem. Mesmo que não o admitam. Uma escritora é um país estrangeiro.
(Marguerite Duras)
Chocolate fará você reviver.
(Marquesa de Sévigné)
Se Deus é macho, então o macho é Deus. O patriarca divino castra as mulheres enquanto ele for autorizado a viver na imaginação humana.
(Mary Daly)
No fundo sabemos que o outro lado de todo o medo é a liberdade.
(Marilyn Ferguson)
Tudo o que perdemos, automaticamente dobra de valor.
(Mignon McLaughlin)
Não se nasce mulher: torna-se.
(Simone de Beauvoir)
Tenha até pesadelos, se necessário for. Mas sonhe.
(Patrícia Galvão)
“Doer, dói sempre. Só não dói depois de morto. Porque a vida toda é um doer.”
(Rachel de Queiroz)
Respirei fundo e escutei o velho e orgulhoso som do meu coração. Eu sou, eu sou, eu sou.
(Sylvia Plath)
O sucesso é o insucesso de alguém.
(Ursula Kroeber Le Guin)
Chamar a um homem de animal é lisonjeá-lo; ele é uma máquina, um vibrador com pernas.
(Valerie Solanas)
O pior sentimento que se pode oferecer a uma mulher é a piedade.
(Vicki Baum)
O que é uma mulher? Eu lhes asseguro, eu não sei. Não acredito que vocês saibam.
(Virginia Woolf)
http://www.revistabula.com/389-40-frases-classicas-de-escritoras-famosas/









